EY - Olympic medalist Dot Richardson

Inside stories

Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

  • Compartilhar

Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

Lições de vida da medalhista Olímpica Dot Richardson

Inside stories

Notícias internas


Executive director and medical director of the National Training Center
Dr. Dot Richardson is a two-time Olympic gold medalist in softball (1996 and 2000), representing the US. In 1996, she and her teammates captured the first ever Olympic gold medal in softball, and Dot hit the first home run in Olympic softball history. She received an MD degree from the University of Louisville School of Medicine in 1993.


Diretora executiva e diretora clínica do National Training Center
A Dra. Dot Richardson é bicampeã olímpica de softbol (medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996 e 2000) pelos EUA. Em 1996, ela e suas companheiras de equipe conquistaram o primeiro ouro olímpico em softball de todos os tempos, e Dot fez seu primeiro ‘gol de placa’ na história do softball nas Olimpíadas. Dot formou-se em Medicina pela University of Louisville, em 1993.

How sports can prepare you for life

Without a doubt, athletics has prepared me for my career as an orthopedic surgeon, hospital administrator and medical director. Most importantly, it has prepared me for life.

Through sports, I learned about teamwork, dedication, commitment and the ability to set a goal and work hard to achieve it. I learned to recognize that when we fall short of our goal, it doesn’t mean we’re a failure unless we give up. And when we achieve our goal, that doesn’t mean we’re better than anybody else.

When you look at that preparation — whether toward business or medicine or whatever profession — it encompasses not only the ability to succeed, but also the passion that drives you to dream big, even when others around you might say your dream isn’t possible.

I’ve written this because we’re all at our best when we share and learn from the life lessons of others. I hope my journey can help light the way for yours.

Talent looking for an opportunity

When I was growing up in Union Park, Florida, girls weren’t allowed to play organized sports. I would say my prayers at night, asking the Lord, “Why did you give me so much talent with no opportunity?”

Then one day, right before a Little League baseball game, my big brother asked me to break in his brand-new catcher’s mitt. I imagined I was a major league baseball player. The next thing I knew, this coach says, “Wow, you’ve got a great arm. How would you like to play on my team?”

It was like my prayers were answered, until, in practically the same breath, he continued, “We’re going to cut your hair really short and give you a boy’s name. We’ll call you Bob.”

Have you ever been so close to achieving what you believe your dream is, only to find out that the price is just too high? I said, “Sir, thank you, but no thank you. If I hide who I am, I just don’t feel it’s right.”

A sense of belonging

As I walked over to another field and met my friend, Sunday Brown, we started playing catch. Thirty minutes later, I was approached by another person.

He said, “Do you have a minute to talk to the head coach?” As I’m walking from right field towards first base, I noticed there were no longer boys out there. These are women!

I got to the head coach, also a woman, and she said, “Have you ever played softball?” I said, “No, I haven’t.” She said, “It’s just like baseball, but the ball is a little bigger. Get on third base, take a few ground balls.”

As I’m fielding these balls, I feel like I belonged. That’s one of the things we as young girls and women need to be aware of – if we’re somewhere we feel we don’t belong, maybe there’s another direction that we’re supposed to take. We should be able to say to the world, look, I’m proud of what I’m doing. Check me out.

The next thing I knew, she calls me over and says, “How would you like to play on my softball team?” and I was like, “Yes! Oh my God! I’d love to!” She was more than a bit surprised when she asked my age and I told her I was 10 – the average age on that team was 22.

Each of us is given amazing gifts and opportunities, and we need to be prepared for those opportunities and know we don’t have to settle – we can be who we’re meant to be.

Como o esporte prepara para a vida

Sem dúvida, o atletismo me preparou para a minha carreira de cirurgiã ortopedista, administradora de hospital e diretora clínica. Mas, mais importante do que isso, me preparou para a vida.

Por meio do esporte, eu aprendi conceitos como trabalho em equipe, dedicação, comprometimento, além da capacidade de definir um objetivo e me esforçar para alcançá-lo. Aprendi a reconhecer que estar abaixo de nossa meta não significa fracassar, a não ser que a abandonemos. E quando alcançamos nosso objetivo, não significa que somos melhores do que ninguém.

Quando você olha para essa preparação - seja para o mundo dos negócios, da medicina ou de qualquer outra profissão - percebe que ela abrange não só a capacidade de ter sucesso, mas também a paixão que o leva a sonhar grande, mesmo quando as pessoas ao seu redor dizem que esse sonho é impossível.

Escrevi isso porque o melhor que podemos fazer é compartilhar e aprender com as lições de vida das pessoas. Espero que minha jornada possa ajudar a iluminar o caminho para a sua.

Talento em busca de oportunidade

Na época da minha infância em Union Park, na Flórida, as meninas não tinham autorização para praticar esportes organizados. Ao fazer minhas preces à noite, perguntava ao Senhor: “Por que o Senhor me deu tanto talento e nenhuma oportunidade?”

Então, um dia, logo antes de um jogo de beisebol da Liga Infantil, meu irmão mais velho me pediu para estrear sua luva de receptor, novinha em folha. Eu me imaginei sendo jogadora da liga principal de beisebol. Então só ouvi o treinador dizer: “Nossa, seu braço é ótimo! Gostaria de jogar no meu time?”

Era como se minhas preces tivessem sido atendidas, até que, sem praticamente parar para respirar, ele continuou: “Vamos cortar seu cabelo bem curtinho e arranjar um nome de menino pra você. Vamos chamá-la de Bob”.

Você já esteve tão perto de alcançar aquilo que você acredita ser seu sonho, e então descobriu que o preço é alto demais? Pois é - isso aconteceu comigo. Eu disse: “Obrigada, treinador, mas não posso aceitar. Se eu me esconder, sinto que não estou fazendo o que é certo.”

Sentimento de inclusão

Estava caminhando de um campo para outro, quando encontrei minha amiga Sunday Brown e começamos a jogar bola. Meia hora depois, fui abordada por uma pessoa.

Ele disse: “Você tem um minuto para falar com o treinador?” Indo do campo à direita em direção à primeira base, percebi que não havia mais meninos lá. Eram meninas!

Me aproximei da treinadora, que também era mulher, e ela perguntou: “Você já jogou softball?” Respondi: “Não, nunca.” Ela disse: “É parecido com basebol, mas a bola é um pouco maior. Vá para a terceira base e apanhe algumas bolas rasteiras”.

Ao receber aquelas bolas, senti que aquele era meu lugar, me senti incluída. Isso é uma das coisas que nós, meninas e mulheres, precisamos saber - se estamos em algum lugar onde não nos sentimos incluídas, talvez haja um caminho diferente a ser seguido. Devemos ser capazes de dizer ao mundo: "olhe, tenho orgulho do que faço, preste atenção em mim."

Depois disso, ela me chamou e disse: “Você gostaria de jogar no meu time de softball?” E eu: “Claro! Oh, meu Deus! Eu adoraria!” Ela ficou mais do que surpresa ao perguntar minha idade e me ouvir responder que eu tinha 10 anos - a média de idade do time era de 22 anos.

Cada um de nós é agraciado com presentes e oportunidades incríveis. Precisamos estar preparados para essas oportunidades e saber que não temos que fazer concessões - podemos ser o que nosso destino nos reserva.