EY - Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

Lições de vida da medalhista olímpica Dot Richardson

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Learning from the legends of women’s softball

I made the All-Star Team, and we were going to go to Chattanooga, Tennessee, for this huge national championship. I couldn’t wait, because I believed that was my destiny. But one week before the trip, I was playing in the backyard, swinging off the limb of a tree, pretending I was a gymnast, and I just nailed it onto the hood of an old car. I lost my balance because when I landed I tried to avoid a board with a nail sticking out.

And here’s another life lesson. How many times have we seen trouble, but in trying to avoid one situation, we wind up in another that’s even worse? As I gave an extra little push off the hood of that car, I missed the board with the nail and instead landed barefooted on a rusty sickle blade that cut my foot from just under the ball up to the arch.

The most overwhelming pain that many women feel is emotional – and that’s exactly what I felt then. The physical pain paled in comparison, because at that moment, I knew I had blown my chance. 


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 “The most overwhelming pain that many women feel is emotional.” – Dot Richardson

 

Even then, I believed we’re never given anything we can’t handle. I got sutured up, and I hobbled over to an instructional league tryout run by the Orlando Rebels, a women’s major classic softball team. At 12 years old, I made the team.

Working the way to the top

I was honored to spend three months learning the sport of classic softball. The head coach, Marge Ricker, came to me and said, “I’ve already talked to your parents, they said the decision’s yours. How would you like to be a batgirl for the Orlando Rebels?”

I don’t know how many of us would choose to start at the bottom in order to work our way to the top, but I made the decision that I was going to be the best batgirl that I could be, while learning as much as I could from the legends of the game.

As a batgirl, I got to practice Mondays, Wednesdays and Fridays with the team during spring training. I got to field ground balls and play catch and learn from the best. One day, the Orlando Rebels were beating an Alabama team 10-0 in the 5th inning. The coach decided to put us two batgirls in the game.

I got up to bat and had a base hit with a runner on second who ran around third and scored. At first base, coach gave me the sign and I stole second. In right field, I caught a routine fly ball, no big deal, but then I got a line shot, scooped it up and threw the girl out at first base.

At the end of the Orlando Rebels’ season in the fall, after first speaking to my parents, Marge came up to me and said, “Would you like to be an Orlando Rebel?” One year later, at 13 years of age, I became the youngest girl to ever play Women’s Major Fast Pitch National Championship.

Aprendendo com as lendas do softball feminino

Havia entrado para o Time das Estrelas, e estávamos indo participar de um campeonato nacional importantíssimo em Chattanooga, Tennessee. Eu estava muito ansiosa, pois acreditava que esse era o meu destino. Mas uma semana antes da viagem, estava brincando no quintal de casa, me balançando no galho de uma árvore como se fosse ginasta, e caí em cheio em cima do capô de um carro velho. Perdi o equilíbrio porque, quando caí, tentei evitar um pedaço de madeira com um prego para fora.

E aqui está outra lição de vida. Quantas vezes percebemos um problema, mas na tentativa de evitar uma situação, acabamos em outra ainda pior? Como me esquivei para sair capô do carro, evitei a madeira com o prego mas acabei pisando com os pés descalços em cima sobre uma lâmina curva enferrujada que cortou meu pé desde a parte de trás até o arco.

A dor mais desesperadora que muitas mulheres sentem é a emocional - e foi exatamente isso o que eu senti naquela hora. A dor física não era nada em comparação com a emocional, porque naquele momento eu sabia que tinha estragado a minha chance.


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 A dor mais desesperadora que muitas mulheres sentem é a emocional. – Dot Richardson

 

Mesmo assim, acreditei que nunca recebemos nada de que não podemos dar conta. Meu pé foi suturado, e eu fui mancando até um treino de uma liga instrucional organizado por Orlando Rebels, o principal time clássico de softball feminino. Aos 12 anos, entrei para o time.

Construindo o caminho até o topo

Tive a honra de passar três meses aprendendo softball clássico. A treinadora Marge Ricker me disse: “Eu já falei com seus pais, e eles disseram que a decisão é sua. Você gostaria de ser a 'faz tudo' do Orlando Rebels?”

Eu não sei quantos de nós escolheriam começar de baixo e construir o caminho até o topo, mas decidi que seria a melhor rebatedora possível, ao mesmo tempo em que aprenderia o máximo com as lendas desse esporte.

Como rebatedora, treinava às segundas, quartas e sextas-feiras com o time durante a primavera. Eu recebia bolas rasteiras e jogava bola e aprendia com as melhores. Um dia, o Orlando Rebels estava ganhando de 10 a 0 de um time do Alabama na quinta rodada. A treinadora decidiu colocar duas rebatedoras no jogo.

Eu me levantei para rebater e fiz uma rebatida de base; uma corredora da segunda base correu para a terceira e marcou. Na primeira base, a treinadora me deu o sinal e eu roubei a segunda. No campo da direita, apanhei uma bola aérea, nada de mais, mas depois consegui apanhar uma bola direta, arremessei-a e eliminei a menina na primeira base.

No final da temporada de outono do Orlando Rebels, Marge falou primeiro com meus pais e depois me perguntou: “Você gostaria de fazer parte do Orlando Rebels?” Um ano mais tarde, aos 13 anos de idade, tornei-me a menina mais jovem a participar do Campeonato Nacional de Arremesso Rápido Feminino.