EY - Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

Lições de vida da medalhista Olímpica Dot Richardson

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Building a support network for sports and medicine

I’ve often wondered as women, are we prepared for our opportunities? Are we prepared to be the best that we can be? Can we recognize that our drive is from passion and each of us is amazing, exactly the way that we are?

We do not have to be like other people, and sports shows you that. Look at softball. I have a teammate who is six foot four; I’m five foot four and a half. I can’t do what she can do, but she can’t do what I can do.

In high school, I played volleyball, basketball, tennis, softball, and track and field. You know what I heard sometimes, even from friends? “Oh Dot, you’re way too short to play basketball in college,” they would tell me. “Oh Dot, you really think, from Florida, you‘re going to go to your dream school of UCLA? Not happening.”

Sometimes it would be, “Oh Dot, do you think you’re ready to be a doctor? No one in your family is a doctor. You might as well forget about it.” How many negative things do we hear every single day?

Lifting each other up

I pray that when I look back in my career, my teammates and opponents can say, “I played better because I played with or against Dot. She lifted me up.” Don’t you want to lift people up in this world instead of dragging them down? There is so much negativity out there. What makes it especially bad for girls is that we listen to it.


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 “There is so much negativity out there. What makes it especially bad for girls is that we listen to it.” – Dot Richardson

 

I remember friends in high school who quit sports because they listened to the boys who said that female athletes really want to be boys, or they weren’t getting dates because the boys were intimidated by their abilities. Some quit because their families weren’t at all supportive.

How nice it would be to get to a young girl before that pain happens to her, to be able to say, surround yourself with those people who support you 100%.

In 10th grade, this girl next to me during biology class said that she was going to be a doctor. I remember thinking, wow! Could I be a doctor?

My dream was to go to UCLA, but first, I had some playing to do. When I graduated from high school, I flew to Colorado Springs, tried out for my first United States team, and made it.

My teammates and I went to San Juan, Puerto Rico, for the first ever Pan-American games for softball. While we were there, we went to watch the basketball team practice. Guess who their head coach was? Billie Moore, head coach at UCLA. Billie told Sharon Backus, the softball coach at UCLA, about me. Before I knew it, I was a pre-med student at UCLA.

In 1984, my fifth year there, I was studying for my MCAT when I received a call from Billie, who asked me to play basketball for UCLA. I tried out and made the team. I was also getting my master’s and looking forward to playing softball for the United States. One more Pan-American game, one more World Championship, and then I was going to medical school.

Orthopedic residency or Olympics?

Next thing you know, I’m sitting in an amphitheater at our lecture hall, opening an envelope that would say where I’m going to be for the next five years of my life. I found out, one month earlier, that softball was going to be in the Olympics for the first time in history three years from that date: 1993. I opened the envelope and found out that I was going to do my residency at USC. I was thinking, oh my gosh. There’s no way I can go to the Olympics. I don’t want to lose my orthopedic residency program.

A short time after, I played in a game in St. Louis as a shortstop. I get a ground ball, fire it to first base and a picture was taken. I became the centerfold of Sports Illustrated, where it was mentioned that I was a doctor trying to be an Olympian.

In my residency, all of the other residents came up to me and asked, “How can I help you live your dream?” Then I got called into the Chairman’s office. He must read Sports Illustrated, because I never told anybody.

He said, “The board has elected to give you a one-year leave of absence to go for your childhood dream of Olympic gold.” My first thought was, OK, wait a minute, what if I don’t make the team. I don’t want to miss a year of my residency. But then in my mind I was like, OK. I just have to go for it. Remove all doubt, just go for it.

Formando uma rede de apoio, unindo esportes e medicina

Eu sempre quis saber se as mulheres estão preparadas para as oportunidades. Estamos preparadas para ser o melhor que podemos? Podemos reconhecer que nos guiamos pela paixão e que cada uma de nós é incrível, exatamente do jeito que somos?

Não temos de ser como as outras pessoas, e o esporte ensina isso. Veja o softball. Tenho uma colega de equipe que mede 1,93m; eu meço 1,63m. Eu não posso fazer o que ela faz, mas ela também não pode fazer o que eu faço.

No colégio, eu jogava vôlei, basquete, tênis, softball, e praticava atletismo. Sabe o que eu ouvia, às vezes até mesmo de amigos? “Ah, Dot, você é muito baixinha para jogar basquete na faculdade”, ou então “Ah, Dot, você acha mesmo que pode sair da Flórida para a faculdade dos seus sonhos na Califórnia, a UCLA? Isso nunca vai acontecer.”

Às vezes, eu também ouvia: “Ah, Dot, você acha que está preparada para ser médica? Não tem nenhum médico na sua família. Esqueça isso.” Quantas coisas negativas ouvimos todos os dias?

Incentivando uns aos outros

Eu rezo para, quando olhar para trás na minha carreira, meus companheiros de equipe e adversários possam dizer: “Joguei melhor porque joguei com ou contra a Dot. Ela me colocou para cima.” Você não prefere colocar as pessoas para cima neste mundo em vez de arrastá-las para baixo? Há tanta negatividade por aí. O que torna isso especialmente ruim para as meninas, é que nós damos ouvido.


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 “Há tanta negatividade por aí. O que torna isso especialmente ruim para as meninas é que nós lhe damos ouvido.“ – Dot Richardson

 

Lembro-me de amigas na escola que deixaram de praticar esportes porque davam ouvido aos meninos que diziam que atletas do sexo feminino queriam na verdade ser meninos, ou que elas não estavam namorado - já que os meninos se sentiam intimidados por suas habilidades. Algumas desistiram porque suas famílias não deram qualquer tipo de apoio.

Como seria bom poder dizer a uma dessas jovens, antes de passar por essa dor, que elas deveriam se cercar de pessoas que lhe dessem 100% de apoio.

No 1º ano do ensino médio, uma menina que se sentava ao meu lado na aula de biologia disse que ela ia estudar medicina. Eu me lembro de ter pensado “Nossa! Será que eu poderia ser médica?”

Meu sonho era ir para a UCLA, mas, primeiro, eu tinha que jogar um pouco. Quando terminei o ensino médio, peguei um avião para Colorado Springs, fiz um teste para o meu primeiro time nacional dos Estados Unidos e passei.

Eu e meus companheiros de equipe fomos para San Juan, em Porto Rico, para os primeiros Jogos Pan-americanos de softball. Enquanto estávamos lá, fomos assistir ao treino do time de basquete. Adivinhe quem era o treinador? Era Billie Moore, treinador também da UCLA. Billie falou de mim para Sharon Backus, técnico de softball da UCLA, e de repente eu era aluna do curso preparatório de medicina na Universidade da Califórnia.

Em 1984, meu quinto ano na UCLA, estava estudando para o meu MCAT (exame de admissão na faculdade de medicina) quando recebi um telefonema de Billie me pedindo para jogar basquete no time da faculdade. Fiz o teste e entrei para a equipe. Eu também estava terminando meu mestrado e ansiosa para jogar softball no time dos Estados Unidos. Mais um Pan-americano, mais um Campeonato Mundial e, depois, eu iria para a faculdade de medicina.

Residência em ortopedia ou Jogos Olímpicos?

E então, de repente, me vejo sentada em um anfiteatro da faculdade abrindo um envelope que diria onde eu iria passar os próximos cinco anos da minha vida. Eu havia descoberto, um mês antes, que pela primeira vez na história, o softball faria parte dos Jogos Olímpicos dali a três anos, em 1993. Abri o envelope e descobri que faria minha residência na USC, em Los Angeles. Pensei “Oh, meu Deus. Não existe a menor chance de participar das Olimpíadas, não quero perder meu programa de residência em ortopedia.

Pouco tempo depois, participei de um jogo em St. Louis na posição entre a segunda e a terceira bases (shortstop). Quando recebi uma bola rasteira e lancei-a para a primeira base, foi tirada uma foto. Apareci na página central da Sports Illustrated, onde também foi mencionado que eu era uma médica tentando ser atleta olímpica.

Durante meu período de residência, todos os outros residentes me perguntaram como poderiam me ajudar a realizar meu sonho. Então fui chamada à sala do Presidente do Conselho. Ele deve ler a Sports Illustrated, porque eu nunca havia contado nada a ninguém.

Ele disse: “O Conselho decidiu lhe dar uma licença de um ano para você ir em busca do seu sonho de infância do ouro olímpico”. Meu primeiro pensamento foi: “OK, mas espera aí, e se eu não entrar para o time? Não quero perder um ano da minha residência”. Mas, então, na minha cabeça eu pensei: “OK. Eu só preciso ir em frente. Esqueça todas as dúvidas, apenas vá em frente”.