EY - Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

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Life lessons from Olympic medalist Dot Richardson

Lições de vida da medalhista olímpica Dot Richardson

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Balancing a medical practice and a political calling

After the Olympics, my plan was that I was going to retire. Participating in the 1996 Atlanta Olympics was a dream. I had the first American hit, the first run in Olympic history, the first and second home runs in Olympic history and had a home run in the gold medal game.

The media jumped all over me, but not because of being a player – not for being considered one of the greatest shortstops of the game, but because I was a doctor.

When my mom told me that NBC had announced the sports that were going to be aired on TV and softball was not one of them, I said, “This doesn’t make sense.” All of a sudden, the phone rings, and my mom comes back outside and says, “Hey, it’s for you.”

It was an interview. The guy doing the interview said, “You know, there’s only been one other doctor who participated in the Olympics. Not Olympians that became doctors, but a doctor participating in the Olympics.” His name was Sam Lee.  So we did the interview, he put it on the AP wire, and the next day I had five interviews. Then the next day I had 10. The day after that, I had 15.

The next thing I knew, we’re doing interviews after the game. Then the next day, I had another home run, and there were more reporters and TV cameras. I was feeling it. It was about the sport. I was used, in a very positive way, to draw attention to our sport.

I was fortunate to have been on the gold medal Olympic team in 2000, and on September 8, 2001, I got married and started my private practice in orthopedic surgery. After a year, South Lake Hospital asked me if I would take an administrative role as the executive medical director of the National Training Center. I was excited about it and worked there for 12 years.

After I became a surgeon and had my practice, I got a call from the White House asking me to serve as Vice Chair of the President’s Council of Physical Fitness and Sports. I remember telling the woman, “I’m so honored that President Bush has thought of me in that light. I can’t turn down the President of the United States, but I want you to know that I don’t know how practical it is for me to be able to do all that I need to do to serve this nation while having my practice.”


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 “I was used, in a very positive way, to draw attention to our sport.” – Dot Richardson

 

Next thing you know, the end of that year, I served seven years for President Bush as Vice Chair of the President’s Council of Physical Fitness and Sports.

To my surprise, I was approached to run for County Commissioner, and there was even talk about my running for State Senate and, ultimately, the US Senate. I kept thinking, is politics for me?

Within a week, I get a call from the Athletic Director at Liberty University. He said three things. He said, “One, it’s the largest Christian University in the world;” two, “We want to put softball on the map;” and three, “Financially, we want to give you the backing of a competitive budget and to build a brand new softball stadium that we want you to design.” I decided that I would enjoy doing this much more than politics.

I feel like I’m living the dream. To all of you reading this, are you living the dream?

Equilíbrio entre medicina e vocação política

Após as Olimpíadas, meu plano era me aposentar. Participar dos Jogos Olímpicos de Atlanta de 1996 foi um sonho. Eu tinha feito a primeira rebatida dos EUA, a primeira corrida na história olímpica, o primeiro e o segundo “home runs” da história das Olimpíadas e tinha feito um “home run” no jogo que nos deu a medalha de ouro.

Todos os meios de comunicação estavam atrás de mim, mas não pelo fato de ser jogadora - não por ter sido considerada uma das melhores entre a segunda e a terceira bases - e sim por ser médica.

Quando minha mãe me disse que o softball não estava entre os esportes que a NBC iria transmitir pela TV, eu disse: “Isso não faz sentido”. De repente, o telefone tocou e minha mãe me chamou: “Ei, é para você”. Era uma entrevista. A pessoa que estava me entrevistando, disse: “Sabe, houve apenas um outro médico que participou dos Jogos Olímpicos. Não um atleta olímpico que se tornou médico, mas um médico que participou das Olimpíadas”. Ele se chamava Sam Lee. Então terminamos a entrevista, ele colocou na Associated Press e no dia seguinte eu fui convidada para cinco entrevistas. E no outro dia para 10. E depois para 15.

E então passamos a dar entrevistas após os jogos. E no dia seguinte eu fazia outro “home run”, e havia mais repórteres e câmeras de TV. Eu sentia que agora se tratava do esporte. Eu fui usada, de uma maneira muito positiva, para chamar atenção para o nosso esporte.

Tive a sorte de ter feito parte da equipe olímpica medalhista de ouro em 2000. Em 8 de setembro de 2001, me casei e comecei a atender no meu consultório de cirurgia ortopédica. Depois de um ano, o Hospital South Lake me ofereceu um cargo administrativo como diretora clínica do National Training Center. Eu fiquei muito feliz e trabalhei 12 anos nesse centro de treinamento.

Depois de me tornar cirurgiã e ter meu consultório particular, recebi um telefonema da Casa Branca me pedindo para atuar como Vice-Presidente do Conselho de Preparação Física e Desportos da Presidência. Lembro-me de dizer à moça ao telefone: “Sinto-me tão honrada que o presidente Bush tenha pensado em mim para esse cargo. Não posso decepcionar o presidente dos Estados Unidos, mas preciso lhe dizer que não sei se será viável para mim ser capaz de fazer tudo o que eu preciso fazer para servir a esta nação e continuar com meu consultório”.


EY - Portrait of Dot Richardson
 

 “Eu fui usada, de uma maneira muito positiva, para chamar atenção para o nosso esporte”. – Dot Richardson

 

E então, a partir do final daquele ano, trabalhei durante sete anos para o presidente Bush como Vice-Presidente do Conselho de Preparação Física e Desportos da Presidência.

Para minha surpresa, fui sondada para concorrer a um cargo de vereadora, sendo que houve ainda conversas sobre minha candidatura ao Senado Estadual e, em última análise, ao Senado Federal dos EUA. Eu ficava pensando, política é para mim?

Depois de uma semana, recebi um telefonema do Diretor de Atletismo da Liberty University. Ele disse três coisas. A primeira: “É a maior universidade católica do mundo”; segunda, “Queremos colocar o softball no mapa”; e terceira, “Financeiramente, queremos lhe dar o apoio de um orçamento competitivo e construir um novo estádio de softball que queremos que você projete”. Decidi que eu teria muito mais prazer fazendo isso do que política.

Sinto que estou vivendo um sonho. Pergunto a todos vocês que estão lendo essas palavras: vocês também estão vivenciando um sonho?