Athlete interview:

Barbara Kendall

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Entrepreneur

Empreendedora

  • Former windsurfer
  • Current International Olympic Committee (IOC) member from New Zealand
  • Sits on the IOC Athletes Commission, Women and Sport Commission, and Sport and the Environment Commission
  • Competed at five Summer Olympic Games and won gold (1992 Barcelona Games), silver (1996 Atlanta Games) and bronze medals (2000 Sydney Games)
  • In 2009, was a contestant in the New Zealand version of Dancing With The Stars. Partnered with Jonny Williams, reached the finals and finished second
  • Ex-Windsurfista
  • Atual membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) pela Nova Zelândia
  • Também integra a Comissão para Mulheres e Esporte e a Comissão para Esporte e Meio Ambiente
  • Competiu em cinco Olimpíadas e ganhou medalhas de ouro (Jogos de Barcelona em 1992); prata (Jogos de Atlanta em 1996); e bronze (Jogos de Sydney em 2000)
  • Em 2009, participou da versão de Dancing With The Stars (Dançando com as Estrelas) na Nova Zelândia. Fez parceria com Jonny Williams, chegou à final e conquistou o segundo lugar

 

Q

How did you choose windsurfing?

Como você escolheu o windsurfe?

 

I came from a sailing family. When I was 12, I started racing small boats in New Zealand. When I was 16, I had to make a choice of which class of sailing I was going to do, and windsurfing was the cheapest. It was also the most exciting, and my brother was doing it. So, I could borrow his equipment. I knew that this was the sport I wanted to master. It was pretty instantaneous.

Venho de uma família de velejadores. Quando tinha 12 anos, comecei a competir com barcos pequenos na Nova Zelândia. Com 16, tive que escolher qual classe de vela iria praticar, e o windsurfe era a mais barata. Era também a mais emocionante... e meu irmão já praticava. Assim, pude pegar o equipamento dele emprestado. Sabia que aquele era o esporte que eu queria dominar. Foi muito rápido.

Q

Your brother sailed in the ‘84 and ‘88 Olympic Games. What did you think when women were not able to participate at that time?

Seu irmão participou dos Jogos Olímpicos de 84 e 88. O que você pensava naquela época em que as mulheres não podiam participar?

 

I was like, well, I know this is what I’m meant to do. My brother had just won a bronze and a gold, so I was happy for him. But when it became an Olympic sport for women in 1992, I was definitely ready.

Bem, eu sabia que isso era o que eu estava destinada a fazer. Meu irmão tinha acabado de ganhar uma medalha de bronze e uma de ouro, então eu estava feliz por ele. Quando o windsurfe se tornou um esporte olímpico para mulheres, em 1992, eu estava definitivamente pronta.

Q

What have you learned from winning gold in ’92 and not winning gold in ’96 and 2000?

O que você aprendeu com a conquista do ouro em 92 e com a perda do ouro em 96 e 2000?

 

When I won the gold, it was like a dream. I was the first to win the gold medal at the first Olympic Games that ever had windsurfing. And then in ’96, I had everything to lose. I never experienced such nerves, because there’s only one place to go when you’re at the top. So I felt like I had lost when I got the silver medal.

Quando eu ganhei a medalha de ouro, foi como um sonho. Fui a primeira mulher a ganhar a medalha de ouro no primeiro Jogo Olímpico que teve windsurfe. Em 96, eu tinha tudo para perder. Nunca passei tanto nervoso, porque quando você está no topo, não tem mais para onde ir. Então me senti derrotada quando fiquei com a medalha de prata.

Q

How disappointing was that for you and how did you handle it?

Por que isso foi tão decepcionante para você, e como lidou com essa situação?

 

I had the pressure of New Zealand on my back because I was the only one who won a medal for sailing in ’92. When I came ashore after I won the silver, my manager said, “Oh, Barbara, we had a bottle of champagne for you, but we thought you wouldn’t want it.”

They didn’t even celebrate me coming into the room; they all kind of ignored me. That’s why I got involved in ethics, because no athlete should be made to feel like they are a loser because they got a silver medal.

Eu me sentia pressionada pela Nova Zelândia, porque era única que tinha ganhado uma medalha pela vela em 92. Quando cheguei em terra, depois de ganhar a prata, meu técnico falou, "Olha Barbara, tínhamos uma garrafa de champanhe para você, mas pensamos que você não iria querer”.

Eles nem comemoraram quando entrei no vestiário; todos, de certa forma, me ignoraram. Essa foi a razão pela qual me envolvi com questões éticas. Nenhum atleta deveria sentir a sensação de ser um perdedor porque ficou com a medalha de prata.

Q

When you retired, did you have any idea what you wanted to do?

Quando você se aposentou, tinha ideia do que queria fazer?

 

No, which is why I kept going back to windsurfing and why I did five Olympics. I’d sort of quit, and then go, “Oh my God, the real world’s really scary.” I left school at 17. I had no college education.

Não, e por isso continuei no windsurfe e participei de mais 5 Jogos Olímpicos. Eu tinha praticamente desistido, e depois fiquei naquela de “Oh meu Deus, o mundo é realmente assustador”. Larguei os estudos com 17 anos. Não tinha ensino superior.

Q

What advice would you give young people about education?

Que conselho você daria aos jovens com relação à educação?

 

When I became a member of the Oceania National Olympic Committee [Athletes Commission], the Athletes Career Program was formed. It was perfect timing for me because I was in transition, so I did the program, introduced it to Oceana and trained myself, because I was a very good speaker.

I then developed the programs and modules for our region and went on to get a bachelor’s in Social Services and a graduate degree in Applied Management. Now I’m fully qualified to be a Master Practitioner of Neuro-Linguistic Programming. So that’s what I’m doing (http://barbarakendall.com).

Before, people would say to me, “Oh, what are you qualified in?” and I said, “The school of life.” Now I’ve got some letters after my name that say I’m not just an athlete. It’s given me a bit more credibility. Now I’m not known as a windsurfer. Now I’m known as an educator and a mentor and a career coach. So it’s really cool.

And that’s the thing. We get so panicked when we get to 28–30 that we’ve got nothing because you’ve been an athlete the whole time. You’ve just got to remember that the drive you’ve learned from being an athlete, if you find something that you’re passionate in, you will be successful. Because you have this natural drive that we underestimate as an athlete.

Quando me tornei membro do Comitê Olímpico Nacional da Oceania [Comissão Atlética], foi criado o Athletes Career Program (Programa de Carreira Atlética). Aquele era o momento certo para mim porque estava em transição, então criei o programa, o apresentei na Oceania e me preparei, pois era uma boa oradora.

Assim, desenvolvi os programas e módulos para a nossa região, me formei em Serviços Sociais e fiz pós-graduação em Gestão Aplicada. Hoje estou plenamente habilitada a atuar como Mestre Praticante de Programação Neolinguística, e é isso o que faço agora (http://barbarakendall.com).

Antes as pessoas me perguntavam “Qual é a sua qualificação?” e eu respondia “A escola da vida.” Agora acrescentei algumas letras após meu nome que dizem que não sou apenas uma atleta. O que tem me dado um pouco mais de credibilidade. Atualmente não sou mais conhecida como windsurfista, mas sim como educadora, mentora e coach de carreira, o que é muito bom.

E é isso. Entramos em pânico por volta dos 28-30 anos porque não conquistamos nada pelo fato de termos sido atletas todo o tempo. Você deve apenas se lembrar do estímulo que descobriu sendo uma atleta, se você encontrar algo pelo qual seja apaixonado, será bem sucedido.

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Barbara Kendall, New Zealand

Barbara Kendall, Nova Zelândia

Athlete interview:

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