EY - Martina Navratilova

Athlete interview:

Claire Harvey, Great Britain

  • Compartilhar

How perseverance and being true to yourself can lead to success

Como a perseverança e a aceitação podem trilhar o caminho ao sucesso


Sitting volleyball captain who now works for the charity Youth Sport Trust
Just four years after taking up sitting volleyball, Claire Harvey was captained of Great Britain’s Sitting Volleyball team at the 2012 Paralympic Games. She has a Master’s degree in Criminology and works as Assistant Director for the charity Youth Sport Trust.


Capitã da equipe de vôlei sentado que agora trabalha para a instituição de caridade Youth Sport Trust
Com apenas quatro anos de vôlei sentado, Claire Harvey foi capitã da equipe de vôlei sentado da Grã-Bretanha nos Jogos Paralímpicos de 2012. Possui Mestrado em Criminologia e trabalha como Diretora Assistente da instituição de caridade Youth Sport Trust.

Q

Can you tell us about your involvement in sports when you were growing up?

Conte-nos um pouco sobre a prática de esportes na juventude.

 

I was always really sporty as a child, but a lot of the school sports were not things I was particularly good at. When I was 14, I got involved in women's rugby, and I absolutely loved that. I ended up playing for Scotland while I was at university.

Sempre pratiquei esportes quando era criança, mas não era muito boa nos esportes escolares. Quando tinha 14 anos, comecei a praticar rugby feminino e me apaixonei. Acabei jogando pela Escócia na universidade.

Q

Tell us a little bit about how you were injured and how the lessons you learned in sports helped you to overcome the tragedy.

Conte-nos um pouco também sobre sua lesão e como as lições que você aprendeu com o esporte lhe ajudaram a superar a tragédia.

 

In February 2008 I had an accident, which left me paralyzed with a massive blood clot in my spine. When I woke up that day in the hospital, I thought my whole world had ended. But one thing that sport definitely taught me was that when everything feels impossible, you just keep trying.

I had no idea where life was going to take me, so I remembered what I'd learned from sport, where you don't look at the big picture. You look at the basic skills step by step and focus on getting tiny challenges under your belt. That's definitely the skill I used in order to get from rehab back to normal life.

Em fevereiro de 2008, sofri um acidente que me deixou paralítica com um coágulo de sangue enorme na minha espinha. Quando acordei no hospital, pensei que meu mundo tinha acabado. Mas uma coisa que o esporte definitivamente me ensinou foi que, quando tudo parecer impossível, você deve continuar tentando.

Não tinha ideia de como seria a minha vida, por isso me lembrei do que havia aprendido com o esporte, no qual o quadro geral não é importante. O que importa é manter o foco nos treinamentos básicos, aprimorando-se aos poucos, e em superar pequenos desafios. Foi isso que adotei para sair da reabilitação e ter uma vida normal.


EY - Portrait of Martina Navratilova
 
“One thing that sport definitely taught me was that when everything feels impossible, you just keep trying.” – Claire Harvey
 


EY - Portrait of Martina Navratilova
 
“Uma coisa que o esporte definitivamente me ensinou foi que, quando tudo parecer impossível, você deve continuar tentando.” – Claire Harvey
 

Q

What motivated you to get back into sport, and how did you get involved in sitting volleyball?

Qual foi sua motivação para voltar aos esportes e como começou a praticar vôlei sentado?

 

As I started to get better, I realized what a massive hole sport had left in my life – not only taking part and being physically active, but also the friendship groups and the experience and the socialization. Sport is so much more than just sport.

I was lucky enough, because of the network and friends I already had from sport, to be invited to a British Paralympic Association talent day, which is basically like a massive sports day with disability sports. As soon as I was on that court, even though I was completely rubbish to start with, I forgot that I was disabled. From that day on I was completely hooked.

Conforme fui melhorando, percebi a importância que a prática de esportes tinha na minha vida – não apenas me fazia ser fisicamente ativa, como também me fez ter grupos de amizade, experiências e socializar com outras pessoas. Esporte é muito mais do que apenas praticar esportes.

Tive muita sorte, em virtude da rede de contatos e amizades que eu tinha por conta do esporte, de ser convidada para participar do Dia de Identificação de Talentos da Associação Britânica Paralímpica, que é basicamente um dia de prática de esportes para pessoas portadoras de deficiência. Assim que entrei na quadra, apesar de estar completamente desajeitada no começo, acabei me esquecendo de que era deficiente. A partir desse dia, fiquei completamente viciada.

Q

Did you face any challenges being the first openly gay Paralympic athlete, and if so, how did you overcome them? What advice would you have for gay athletes today?

Quais desafios você encontrou ao ser a primeira atleta paralímpica a assumir a homossexualidade e como os superou? Quais conselhos daria aos atletas homossexuais hoje?

 

It was a really odd position being one of only two openly gay Paralympians in London 2012. I was asked about the people who'd supported me, and of course, it was natural to talk about my partner, who'd been an absolute bedrock of support.

I think my advice is to just be yourself. Of course it brought some problems; it brought some issues around some of my colleagues and how much knowledge they had about LGBT issues and some of the fears they had about sharing rooms with me and that sort of thing. It also brought a level of publicity, which perhaps we didn’t necessarily need during the middle of the competition.

But at the end of the day, you are who you are, and you have to be proud of that. If I had to hide my sexuality, I don't doubt for one minute that I'd have never got onto the team, let alone be able to be in the Paralympics.

Foi realmente estranho ser um dos apenas dois atletas paralímpicos assumidamente homossexuais em Londres 2012. As pessoas que me apoiaram me perguntaram sobre o assunto e foi natural falar sobre minha parceira, a qual tem sido uma enorme fonte de apoio.

Meu conselho seria apenas seja você mesmo. Claro que trouxe alguns problemas; tive alguns problemas com alguns de meus colegas e sobre o quanto eles conheciam sobre os desafios enfrentados pela comunidade LGBT. Alguns deles também tinham receio de dividir o vestiário comigo, esse tipo de coisa. Também fiquei com os holofotes voltados para mim, o que pode expor o atleta no meio de uma competição.

Mas, no fim do dia, somos o que somos e temos de ter orgulho disso. Se tivesse de esconder minha sexualidade, não duvido por um segundo que nunca teria entrado para a equipe, imagine então ter participado dos Jogos Paralímpicos.

Q

How would you guide an athlete when she is choosing a post-sport career? What would your advice be?

Quais conselhos daria a um atleta ao escolher uma carreira pós-esportiva?

 

When your sporting career has come to an end, I would give you two pieces of advice about what you should think to do next. The first is, think about your passion. Think about the things that you love. If you've got passion for something, then realistically think about that as an option.

The second thing is, think about all the skills that you have. I think we define ourselves as sports women, and that means we don't necessarily see the transferrable skills that we have in organizing ourselves in sport.

If you want something, you've got to make it happen, and you have to go out there and keep going until it does happen. So find a career, don't be limited, and go out there and make yourself part of it.

Daria dois conselhos sobre o que fazer após o término de uma carreira esportiva. O primeiro seria: qual é a sua paixão? Pense nas coisas que ame. Se tiver paixão por algo, realisticamente considere esse algo como uma opção.

O segundo seria: quais habilidades possui? Acabamos nos considerando mulheres esportivas e às vezes não achamos que as habilidades desenvolvidas na prática de esportes podem ser utilizadas em outras áreas.

Se deseja algo, corra atrás até conseguir. Encontre uma carreira, não se limite, corra atrás e torne isso parte de sua vida.


Want to learn more about what elite athletes can do after sports? Sign up for our online community.



Quer saber mais sobre o que atletas de elite podem fazer depois do esporte? Faça parte de nossa comunidade online.


The views of third parties set out in this publication are not necessarily the views of EY. Moreover, the views should be seen in the context of the time they were expressed.

As opiniões de terceiros emitidas nesta publicação não refletem necessariamente as opiniões da EY. Além disso, as opiniões devem ser vistas no contexto do período em que foram emitidas.

Claire Harvey, Great Britain

Claire Harvey, Grã Bretanha

Athlete interview:

Entrevista com a atleta: