Photo of swimmer Nancy Hogshead-Makar, interviewed for EY’s Women Athletes Business Network

Athlete interview:

Nancy Hogshead-Makar

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Professor of Law at the Florida Coastal School of Law; Senior Director of Advocacy for the Women’s Sports Foundation

Professora de Direito da Florida Coastal School of Law; Diretora Sênior da Advocacy for the Women's Sports Foundation

Q

You began to swim seriously at 11 years old. Were you ready to make that kind of commitment at that young age?

Você começou a nadar para valer quando tinha 11 anos de idade. Você estava pronta para assumir esse tipo de responsabilidade assim tão cedo?

 

I was very flattered that my coach saw something in me. I really liked being the youngest on the team. I went to senior nationals at around 12, the age most world-class athletes are just beginning their careers. I broke the national age group record when I was 12 and was number one in the world by the time I was 14, so I must have been ready.

Fiquei muito orgulhosa em saber que meu treinador via que eu tinha potencial. Eu gostava muito de ser a mais nova da equipe. Participei do Senior Nationals quando tinha mais ou menos 12 anos, que é a idade em que a maioria dos atletas de primeira linha está apenas começando a carreira. Quebrei o recorde nacional da minha faixa etária quando tinha 12 anos e fui a número um do mundo aos 14 anos; então, acho que eu estava pronta.

Q

When did the Olympics become a reality for you?

Quando foi que os Jogos Olímpicos se tornaram uma realidade para você?

 

I remember watching my first Olympics and how hard it hit me. The chance to be the best in the world just took hold of me. It was this idea that you could do something that nobody else had ever done before. You could break a world record. You could make history.

Plus, there’s such a great joy that comes from being that good at something. 10,000 hours in the pool. It really feels like a blessing. I’m 51 years old, and I still move well in the water. I still feel like, “Yes, this is where God meant for me to be.”

Eu me lembro a primeira Olimpíada que assisti, e de como fiquei impressionada. A ideia de poder ser a melhor do mundo ficou na minha cabeça. Poder fazer uma coisa que ninguém tinha feito antes. Quebrar um recorde mundial. Entrar para a história.

Além disso, fazer uma coisa tão bem é motivo de grande alegria. 10.000 horas na piscina. Realmente só pode ser uma benção. Tenho 51 anos, e ainda me saio bem quando estou na água. Ainda penso: "Sim, é aqui que Deus queria que eu estivesse.”

Q

Did being an elite athlete help you with adversity in your life?

Ser uma atleta de elite ajudou você a lidar com as adversidades da vida?

 

I’ve been very public about being raped my sophomore year in college, after which I had to leave swimming for a year. I had to figure out, do I want this? I had Post Traumatic Stress Disorder (PTSD). I had a very hard time sleeping and I would panic at night. I really thought my life was completely out of control. I began to heal by not fighting the process of feeling terrible.

I look back at what Duke [University] did, and it was pretty much textbook perfect in terms of how they handled my situation.

I dropped two classes. They guaranteed my scholarship and extended my eligibility to swim competitively. They gave me therapy. I went home, so I didn’t take a final until like two months later. They made every accommodation for me.

Today, I work with schools to help them deal with sexual violence, and I’m a board member of ATIXA, the Association of Title IX Administrators.

Nunca escondi o fato de ter sido estuprada quando estava no segundo ano da faculdade. Tive que parar com a natação por um ano e responder a seguinte pergunta: será que é isso que eu quero? Eu tive transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Eu tinha muita dificuldade para dormir e entrava em pânico à noite. Pensei que tivesse perdido completamente o controle da minha vida. A cura começou quando parei de lutar contra o processo de me sentir péssima.

Eu me lembro do que a Duke [Universidade Duke] fez, e do modo como eles lidaram com a minha situação – fizeram tudo de acordo, perfeito.

Tive que parar duas matérias. Eles mantiveram minha bolsa e estenderam o período em que eu poderia competir na natação. Minha terapia foi por conta deles. Fui para casa, e só fiz os exames finais uns dois meses depois. Eles ajeitaram tudo para mim.

Hoje, faço um trabalho com as escolas para ajudar as pessoas a lidar com a violência sexual, e integro o Conselho da ATIXA, associação norte-americana de administradores do Title IX.

Q

So you came back to Duke, made the 1984 Olympic team and won three gold medals and a silver. But you were also diagnosed with asthma. How did you handle this?

Então, você voltou para a Duke, entrou para a equipe olímpica de 1984 e ganhou três medalhas de ouro e uma de prata. Mas você também tinha asma. Como você lidou com essa situação?

 

Clearly, there were times when I was swimming and wasn’t affected by asthma, but I didn’t swim well in southern California, for example, or in Arizona. I didn’t know why. I thought maybe I didn’t do well with the time change. I also swam better indoors than I did outdoors.

I’d been world-class for eight years at that point, and I actually have a very classic case. I got bronchitis a lot — what we thought was bronchitis. I also always thought I had small lungs, but sure enough at the Olympic training camp, they did all kinds of testing and found my asthma.

On the positive side, it really got me in touch with what I love to do, which is to advocate. So the pharmaceutical company GlaxoSmithKline hired me, not to talk about products, but to help dispel the myth that you can’t exercise with asthma and to encourage people to work with their physicians to find out just how active they can be.

I worked for them for about 15 years and still partner with them. I got this idea about changing the conversation about asthma so that people no longer think of it as a disability, but more along the lines of wearing eyeglasses.

Olha, algumas vezes eu estava nadando e não tinha problemas com a asma, mas meu desempenho não foi muito bom no sul da Califórnia, por exemplo, ou no Arizona. E eu não sabia por quê. Achei que talvez eu não tivesse me dado bem com a mudança de horário. Também, eu nadava melhor em piscina coberta do que ao ar livre.

Naquela época eu já era atleta de primeira linha havia oito anos. Bom, na realidade, sou um caso bem típico. Tinha muita bronquite — a gente achava que era bronquite. Além disso, sempre achei que eu tinha pulmões pequenos, mas no campo de treinamento olímpico, fizeram todos os tipos de testes e diagnosticaram que eu tinha asma.

Olhando pelo lado positivo, isso fez com que eu me voltasse para uma coisa que adoro fazer, que é advogar. A empresa farmacêutica GlaxoSmithKline me contratou, não para falar sobre produtos, mas para ajudar a quebrar o mito de que as pessoas com asma não podem fazer exercícios físicos e para incentivar as pessoas a colaborar com seus médicos e descobrir como podem ter uma vida mais ativa.

Eu trabalhei para eles por mais ou menos 15 anos e ainda faço parcerias com eles. Em minha opinião, temos que mudar a maneira de enxergar a asma, de forma que as pessoas não pensem mais em asma como uma deficiência, e sim mais ou menos como o fato de alguém usar óculos.

Q

After such a decorated Olympic career, how did you get motivated to do it again in another walk of life?

Depois de uma carreira olímpica com tantas medalhas, como você conseguiu se motivar para se dedicar a outra área totalmente diferente?

 

I can only speak for myself —I did more of what felt right and what I was good at. I tried very hard to get into broadcasting. Donna de Varona, 1960 Olympic gold medalist and pioneer for women in sportscasting, was my hero. I hired private coaches to help me be better as an on-air talent, but I was not good at it and didn’t enjoy it. It was a good lesson in failing. I had an athletic gift, but I didn’t have the broadcast gift.

So I followed my nose and found what I was good at. It’s hard being a lawyer, but I was dedicated to success. I worked for a very good law firm called Holland & Knight, which at the time had 1,500 lawyers around the world. I put myself in a situation where these were top-notch lawyers who taught me how to do it right.

My goal was to have a year-and-a-half worth of experience for every year that I practiced, so I worked six, seven days a week and was one of the last people to leave the office each day.

Bem, só posso falar por mim — me dediquei a algo que parecia ser o certo e algo que eu podia fazer bem. Tentei entrar no ramo do jornalismo esportivo. Donna de Varona era a minha heroína. Campeã olímpica de 1960, medalha de ouro, e mulher pioneira no jornalismo esportivo. Contratei treinadores particulares para me ajudar a melhorar meu desempenho como apresentadora, mas eu não me saía muito bem e não gostava. Aprendi muito com esse fracasso. Eu tinha talento para o esporte, mas não tinha o dom de transmitir os esportes.

Então segui meu instinto e descobri aquilo que eu fazia bem. É difícil ser advogada, mas eu me dediquei ao máximo para chegar ao sucesso. Trabalhei para um ótimo escritório de advocacia chamado Holland & Knight, que na época tinha 1.500 advogados ao redor do mundo. Coloquei-me nessa situação, aprendendo com esses excelentes advogados.

Meu objetivo era conseguir um ano e meio de experiência para cada ano de trabalho. Então, trabalhava seis, sete dias por semana e era uma das últimas pessoas a sair do escritório todo dia.

Q

How did you become involved with the Women’s Sports Foundation?

Como aconteceu seu envolvimento com a Women’s Sports Foundation (Fundação das Mulheres no Esporte)?

 

Things were happening in parallel lines. I’d have my volunteer work, and I was an intern with the Women’s Sports Foundation in-between my junior and senior years in college.

Donna de Varona, the President of the Women’s Sports Foundation 1979–84, came and talked to our team in 1984 and said, “You’re about to become famous. What are you going to do with that?”

I was a Women’s Studies major – I got very interested in empowering women and women’s issues, and so I interned at the Foundation, got college credit for it. it was a crazy life, because during the week I was literally mopping floors and doing the filing and answering the phone, and then on weekends, they’re having parades for me.

As coisas foram acontecendo em paralelo. Eu tinha meu trabalho como voluntária, e era estagiária na Women’s Sports Foundation durante a faculdade.

Donna de Varona, Presidente da Women’s Sports Foundation de 1979–84, veio falar com nossa equipe em 1984 e disse: “Vocês logo vão ficar famosas. O que vão fazer com isso?”

Na faculdade, minha graduação foi em Women Studies (Estudos sobre Assuntos Ligados às Mulheres). Interessei-me muito por empoderamento das mulheres e assuntos ligados às mulheres; então, eu estagiei na Fundação para conseguir meus créditos para a faculdade. Era uma loucura, porque durante a semana eu literalmente limpava o chão, arquivava papeis e atendia o telefone, e depois, nos finais de semana, eu participava de desfiles.

Q

Some women are frustrated by the fact that men are treated differently. As an advocate for women, do you find that to be the case?

Algumas mulheres ficam frustradas pelo fato de que os homens são tratados de forma diferente. Como advogada de mulheres, você acha que é isso que acontece?

 

I do not think there’s a woman who has her antenna up that has not experienced blatant sexism in the workforce, and everybody’s shocked when it happens to them. In some of these circles, it’s called the “aha” moment, when you say, “Oh! This is the sexist attitude that people have been talking about.”

So for me, I had my “aha” moment when I was raped. I couldn’t imagine a universe where a world-class athlete who is bench-pressing 180 pounds and is assertive and had no problem navigating through the world by herself, that – that young woman would get raped. I mean it’s like I just thought it happened to other women. Things like, “Oh, I’m vulnerable” just because I’m female became real thoughts for me.

I can kind of put myself back where I was then, and it just did not compute that that could possibly be in my history, or that all the stuff that comes with being raped would happen to me. Like the first question people ask is, “Did you know him?” Number two is, “What were you wearing?” Number three is, “Where were you?”

What they’re looking for is like how were you at fault. And I was just out running – it was 4:30 in the afternoon. Their questions made me feel really guilty and like they were looking for ways to blame me.

Anyway, so going back to what’s frustrating is looking across the landscape of women in sports, and I will be defending Title IX my entire career.

Acho que não existe uma única mulher com um pouco de noção que não tenha passado pela experiência de ver um preconceito escancarado no ambiente de trabalho, e todas ficam chocadas quando acontece com elas. Em alguns desses ambientes, esse momento é chamado de "momento de epifania" , quando você diz, "Uau! Essa é a atitude machista de que as pessoas estão falando.”

Bom, para mim, eu tive meu “momento de epifania" quando fui estuprada. Eu não conseguia imaginar um mundo onde uma atleta de primeira linha, que fazia exercícios de musculação com 81 quilos, era assertiva e não tinha nenhum problema se virando sozinha pelo mundo, pudesse ser estuprada. Quer dizer, parece que eu achava que isso só acontecia com outras mulheres. Pensamentos do tipo "Eu sou vulnerável" só porque sou mulher tornaram-se reais para mim.

Eu penso em como era a minha vida naquela época, e simplesmente não dava para aceitar que isso poderia fazer parte da minha história, ou que tudo aquilo que acontece com quem é estuprada aconteceria comigo. A primeira pergunta que as pessoas fazem é “Você conhecia o cara?” A segunda pergunta, “Que roupa você estava usando?” E a terceira, “Onde você estava?”

O que estão tentando descobrir é: o que você fez de errado para gerar isso? E eu só estava fazendo uma corrida – eram 4:30 da tarde. As perguntas das pessoas fizeram eu me sentir muito culpada, pois parecia que estavam achando um jeito de pôr a culpa em mim.

Ok, então... voltando para o que é frustrante... é olhar para o cenário das mulheres no esporte. Eu vou sempre defender o Title IX, minha carreira toda.

Q

Why is that so ingrained in your soul?

Por que isso está tão entranhado em você?

 

Well, for almost every reason. Number one, like swimming, I’m very good at it. Number two, I owe so much to this statute personally. Number three, I feel that the EY study is a good example of what sports does for everybody. Sports are good for everybody, not just for the girl that does it. It’s good for the economy, and the health of our country. We have this research that we constantly update; it’s a study called “Her Life Depends On It.”

We’ve now collected nearly 3,000 independent peer-reviewed academic studies on what a sports experience means for girls; and how that experience can combat negatives such as cutting and venereal diseases, while enhancing the positives like education and personal relationships. There are people all over the world who are doing this kind of research and we collected the results to make a powerful case for certification. I know that given the sexism out there – there are many, many reasons why athletics in college is so important.

Over 100,000 women are participating in college sports, but that number greatly decreases when it comes to women in professional sports. We have Title IX when it comes to educational institutions and not when it comes to professional sports. I help parents all the time where the most important thing a mom can do is to have her kids like sports; it’s not important that they win the Olympics; that’s not the most valuable part that I took from my Olympic career, though I love my gold medal.

Bem, por quase todas as razões. Primeira razão: assim como na natação, isso é uma coisa que faço muito bem. Segunda: eu pessoalmente devo muito a essa legislação. E terceira: eu penso que o programa da EY é um bom exemplo do quê o esporte faz para as pessoas. O esporte faz bem para todos, não só para a menina que está praticando. É bom para a economia e para a saúde do nosso país. Nós temos uma pesquisa constantemente atualizada; é um estudo chamado “Her Life Depends On It.”

Já conseguimos quase 3.000 estudos acadêmicos independentes e submetidos à revisão pelos pares, sobre o significado da experiência do esporte para meninas; e sobre como essa experiência pode combater aspectos negativos tais como cortes e doenças venéreas, e reforçar aspectos positivos como os estudos e as relações pessoais. Tem gente no mundo todo fazendo esse tipo de pesquisa e nós coletamos os resultados obtidos por essas pessoas a fim de construir um caso forte para certificação. Sei que, considerando o machismo que existe por aí – há muitas razões pelas quais a prática de esportes na faculdade é tão importante.

Mais de 100.000 mulheres participam de esportes universitários, mas esse número diminui significativamente quando se trata de mulheres praticando esportes profissionalmente. Nós temos o Title IX quando se trata de instituições de ensino, mas que não se aplica a esportes profissionais. O tempo todo eu ajudo os pais a entender que a coisa mais importante que eles podem ensinar a seus filhos é gostar de esportes. Não é importante que os filhos vençam as Olimpíadas. Não foi esse o valor maior que eu trouxe comigo da minha carreira olímpica, embora eu ame minha medalha de ouro.

Q

Are you surprised that a survey of executive women found that four out of five played sports growing up, and 69% said sports helped them develop leadership skills that contributed to their professional success?

Você ficou surpresa ao saber que uma pesquisa feita com mulheres executivas constatou que quatro em cada cinco praticavam esportes quando criança ou adolescente, e que 69% das participantes disseram que os esportes as ajudaram a desenvolver habilidades de liderança que contribuíram para seu sucesso profissional?

 

I’m not surprised at all, but I’m certainly grateful — I mean I’ve tweeted about this, I’ve posted it on Facebook, I’ve done as much as I possibly can about the research that EY has done. Having women as full participants in the workforce is so important for everybody.

Another really great study I quote all the time is from Betsey Stevenson, a former Chief Economist at the US Department of Labor and Associate Professor of Public Policy and Economics at University of Michigan. She was the first person to show a causation. We’ve known for three years that kids who play sports do better in school than kids who do not, but it could be that they came from parents like mine, who did figure out how to get their kids to and from practice, and that those kids would’ve done well anyway. She was able to show that sports is not just associated with doing well academically, but actually causes doing well academically.

So now, you have three pieces of research that are really powerful for moving into third world countries, using our sports-education model and saying, “Here’s why you should enmesh athletics in with your academic programming.”

Não fiquei nem um pouco surpresa, mas agradeço muito por essa constatação — digo, eu mandei mensagens no Tweeter sobre isso, postei no Facebook, já fiz tudo o que estava ao meu alcance para divulgar essa pesquisa que a EY fez. É muito importante para todos que as mulheres participem plenamente da força de trabalho.

Outro excelente trabalho que eu cito o tempo todo é o estudo feito por Betsey Stevenson, ex-economista chefe do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos e Professora Adjunta de Políticas Públicas e Economia da Universidade de Michigan. Ela foi a primeira pessoa a demonstrar um nexo de causalidade. Sabemos há três anos que crianças que praticam esportes vão melhor na escola do que crianças que não praticam, mas pode ser que essas crianças tenham tido pais como os meus, que encontraram um jeito de levar seus filhos para o treino, e que essas crianças teria se saído bem nos estudos de qualquer maneira. Ela conseguiu mostrar que os esportes não estão apenas associados a um bom desempenho acadêmico, mas na verdade levam o aluno a ter um bom desempenho acadêmico.

Então, veja, temos três pesquisas que são realmente contundentes para serem levadas a países do terceiro mundo, usando nosso modelo de esporte-educação e dizendo: "É por isso que vocês devem incluir o esporte no currículo acadêmico.”

Q

Do you feel that the Women Athletes Business Network is important?

Você acha que a Women Athletes Business Network é importante?

 

I think it has the potential of being crucial, and I absolutely think this is a noble endeavor. I hope that it has the spillover effect of not just Olympians, but for people to grasp the importance of sports for women on a broad basis.

One more thing. Under my umbrella of what I do today is looking at the way that women are treated in athletics. So whether that’s sexual harassment and assault, whether it’s participation, scholarship, pregnancy, I wrote the NCAA pregnancy guidelines, all of it.

Acho que a tem o potencial para ser fundamental, e tenho certeza de que se trata de um esforço nobre. Espero que produza efeitos não apenas em termos de Olimpíadas, mas para as pessoas compreenderem a importância do esporte para as mulheres de forma geral.

Mais uma coisa: um dos aspectos a que me dedico hoje em dia é olhar para a maneira como tratam as mulheres no esporte. Então, seja sobre assédio sexual e agressão, seja sobre participação, bolsa de estudos, gravidez,... Eu escrevi as orientações sobre gravidez da NCAA (Associação Norte-Americana dos Times Universitários), todas elas.

Q

If women athletes wanted to pursue a career similar to yours, what’s best way to do that?

Se outras mulheres atletas quiserem seguir uma carreira semelhante à sua, qual o melhor caminho?

 

They need a skill set that they can apply to this particular area. So go get the skill set first like I did. When I was working for a law firm, I did harvesting cases. I did medical malpractice. I did every kind of case that you could imagine. I wasn’t just doing Title IX cases.

If anybody’s interested in interning at the Women’s Sports Foundation for free, I usually have two or three interns, and they don’t need to be lawyers. My last intern had the opportunity to either intern with her senator or with me, and she said she got to do so much more with me. I had her writing the first draft of an American Bar Association article on Title IX.

Elas precisam de um conjunto de habilidades para poder seguir nessa área específica. Então, precisam adquirir essas habilidades primeiro, como eu fiz. Quando eu trabalhava no escritório de advocacia, eu cuidei de casos sobre colheita. Tive casos de erro médico. Fui responsável por todo tipo de caso que você possa imaginar. Não cuidava só de casos ligados ao Title IX. /p>

Se houver alguém interessado em estagiar na Women’s Sports Foundation de graça, eu em geral tenho dois ou três estagiários, e não é necessário que sejam advogados. Uma de minhas estagiárias, inclusive, fez o primeiro esboço de um artigo sobre o Title IX da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos.

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Nancy Hogshead-Makar, US

Nancy Hogshead-Makar, EUA

Athlete interview:

Entrevista com a atleta: