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Apesar de queda no 1º trimestre, expectativas para IPO são boas em 2013

São Paulo, 27 de março de 2013 - As atividades globais de IPOs cresceram em 1% no capital levantado, mas caíram 42% no volume de negócios desde janeiro até o momento, de acordo com a nova pesquisa Global IPO Update, divulgada pela EY. Segundo o estudo, foram realizadas 118 operações de abertura de capital, totalizando US$ 18,2 bilhões – contra 204 IPOs e US$ 18 bilhões levantados no primeiro trimestre de 2012. No entanto, outros 31 IPOs devem acontecer até o final do primeiro trimestre, levantando mais US$ 5 bilhões em capital.

O maior negócio fechado até agora neste trimestre foi o anúncio de uma empresa farmacêutica dos EUA, a Zoetis, que teve volume de US$ 2,6 bilhões. Globalmente, houve cinco IPOs, levantando mais de US$ 1 bilhão em capital, em comparação com apenas um IPO no primeiro trimestre de 2012 e nove no último trimestre do ano passado. O volume de negócios cresceu 75%, atingindo US$ 154 milhões, em comparação com US$ 88,2 milhões em 2012. Dois IPOs foram adiados e 15 foram cancelados, contra 2 e 51 em 2012, respectivamente.

"O 1º trimestre de 2013 apresentou resultados substanciais em relação à atividade no mesmo período do ano passado. O pipeline global é robusto, e temos informações de ao menos 300 novas empresas que estão se preparando ativamente para abrir capital em 2013. No Brasil, tivemos dois IPOs no primeiro trimestre: Senior Solution - listada no Bovespa Mais, e com R$ 62,2 milhões captados em março – e Linx, que abriu seu capital em fevereiro no Novo Mercado e levantou R$ 527,9 milhões. Há ainda mais quatro empresas em fase de registro de oferta na CVM”, aponta André Viola Ferreira, sócio-líder de Mercados Estratégicos da multinacional de auditoria e consultoria.

O executivo comenta ainda que investidores institucionais têm retornado aos mercados de IPO como uma classe de ativos, reunindo mais de 82% do investimento em IPOs em 2012, em comparação com apenas 18% - em 2010 e 2011, como mostra outro estudo recente da EY sobre investidores institucionais.

Mercado americano lidera

Em 2013, a bolsa de ações dos EUA computou até agora US$ 6,7 bilhões com 24 IPOs, sendo responsável por 37% do capital global levantado neste trimestre e tornando os EUA a região mais ativa globalmente. O capital levantado cresceu 4% em comparação com o mesmo período em 2012 – que totalizou US$ 6,4 bilhões de 41 IPOs.

Se o US$ 1,2 bilhão reunido por meio de oito IPOs no pipeline para o restante de março for bem-sucedido, os EUA vão estar empatados com o último trimestre de 2012, período no qual totalizou US$ 8,9 bilhões em 33 operações de IPO.

O setor imobiliário, científico, de tecnologia e óleo e gás devem liderar o mercado de abertura de capital americano. Tais setores representam mais de 50% do pipeline de IPOs dos EUA.

Em volume de negócios, a Ásia registrou o maior número, representando 57%. Em segundo lugar, aparecem os EUA (26%), seguidos da Europa e Oriente Médio (14%). Por último, aparecem a América Central e Sul, com apenas 3%. Os três países líderes em número de negócios são os EUA (25), Japão (14) e Coréia do Sul (8).

Cenário europeu progride

Bolsas europeias acumularam, no primeiro trimestre de 2013, US$ 2,7 bilhões com 15 IPOs –  15% do capital global levantado. A Europa contribuiu com o segundo maior IPO em nível mundial, o da empresa imobiliária alemã LEG Immobilien, que levantou US$ 1,5 bilhão.

A pesquisa da EY Global IPO pipeline analysis indica que há mais 11 IPOs previstos, com proventos esperados na casa dos US$ 2 bilhões, antes do final de março. Se tais operações forem adiante, irão aumentar em 68% o capital levantado em relação ao mesmo período de 2012 – que computou 39 ofertas no valor de US$ 2,9 bilhões. As atividades de IPOs são particularmente ativas na Alemanha, no Reino Unido e nos países nórdicos. Outras partes da Europa não devem se recuperar de forma significativa até a segunda metade de 2013.

"Governos com problemas de caixa provavelmente irão buscar capital por meio de IPOs de empresas estatais em 2013. Além disso, novas iniciativas governamentais para fomentar o acesso ao mercado de rápido crescimento das empresas e empresários também serão importantes para o restante de 2013. No entanto, as dificuldades políticas e econômicas da zona do ainda prejudicam os mercados de capitais", analisa Ferreira.

Atividade de IPOs cai na Ásia

O volume de negócios caiu drasticamente na Ásia no primeiro trimestre de 2013. As bolsas de valores asiáticas levantaram apenas US$ 5,1 bilhões em 58 IPOs, sendo responsáveis por 28% do capital global gerado neste trimestre. O capital levantado caiu 38% em relação ao mesmo período em 2012 – US$ 8,4 bilhões a partir de 97 ofertas – e houve queda de 40% no número de negócios.

O declínio é devido a uma parada nos anúncios de aberturas de capital nas bolsas chinesas, que ocorre desde novembro de 2012. A nova proposta para exames complementares aos anúncios em potencial, quando os mercados reabrirem, também deve diminuir as atividades.

Não houve IPOs nas bolsas da China continental em 2013, e o volume de negócio registrou ligeira redução em Hong Kong (US$ 1 bilhão a partir de 9 ofertas) – em comparação com US$ 1,4 bilhão  por meio de 14 ofertas em 2012.

“O mercado asiático será menor no primeiro semestre de 2013, mas é esperado que se torne mais ativo na segunda metade do ano, com mais operações de IPOs. Estamos vendo uma redução no número de empresas estatais nos mercados de IPO da China; outros mercados na Ásia têm sido mais ativos nesse tipo de IPO", finaliza Ferreira.

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No Brasil, a EY é a mais completa empresa de Auditoria e Consultoria, com 4.900 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.
 
Em 2011, a EY foi escolhida como Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de Assessoria e Auditoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da EY foi decisivo nessa escolha. Visite o site: http://www.ey.com.br
 
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