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Análises e Perspectivas - Pesquisa Global de Fraudes 2008 - Ernst & Young - Brasil

Ernst & Young divulga 10ª Pesquisa Global de Fraudes

Apesar do endurecimento na legislação antifraude, a corrupção no meio empresarial ainda é crescente. É o que revela a 10ª Pesquisa Global de Fraudes da Ernst & Young -Corruption or compliance – weighing the costs: the 10th Global Fraud Survey-, que ouviu executivos em 33 países para compreender como as empresas administram os riscos associados às fraudes.

O levantamento traz dados surpreendentes sobre a corrupção nos negócios. Um dos pontos que chamam a atenção é o desconhecimento do empresariado em relação às leis internacionais antifraudes. Embora quase 70% dos entrevistados acreditem que as medidas anticorrupção têm se fortalecido nos últimos cinco anos, apenas um terço dos participantes afirma conhecer o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), legislação anticorrupção considerada referência mundial – inclusive no Brasil – criada há mais de 30 anos nos Estados Unidos.

Outro dado que desperta a atenção é em relação aos prejuízos gerados pelas fraudes. Para se ter uma idéia, somente os dez principais processos do FCPA de 2007 somaram mais de US$ 175 milhões em multas. Já o número de casos investigados pelo comitê anticorrupção da OECD – que envolve 36 países – subiu de 51, em 2005, para 270, em 2007. Um em cada quatro entrevistados admite ter tido problemas em sua empresa relacionados à corrupção nos últimos dois anos.

O estudo pontua também o nível de corrupção de acordo com os segmentos de atuação. Para os empresários, o setor de mineração é o que tem maior suscetibilidade à corrupção (47%), seguido pela área de serviços públicos (43%) e seguros (41%).

Há ainda alguns dados curiosos. O Japão, por exemplo, é o país que relata o maior número de casos de fraudes: 72% dos empresários entrevistados no país afirmam ter enfrentado uma situação de corrupção na companhia nos últimos dois anos. O cenário também é negativo no Oriente Médio, na Índia e na África, com 48%, e Extremo Oriente, com 56%.

Os resultados revelam a necessidade urgente de criar políticas anticorrupção dentro das empresas. "Uma investigação independente, além de ajudar a organização a conquistar a confiança dos seus clientes, investidores e stakeholders, é fundamental para controlar e reduzir os efeitos negativos das fraudes", afirma José Francisco Compagno, sócio da área de Investigação de Fraudes e Serviços de Disputa da Ernst & Young Brasil.

Para produzir a 10ª Pesquisa Global de Fraudes, a Ernst & Young ouviu 1.186 líderes de grandes companhias, em 33 países, entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008. Destes, 58 empresários são da América Latina, sendo 26 do Brasil.

Confira a íntegra da 10ª Pesquisa Global de Fraudes (pdf 1,42MB, em inglês) e veja os outros resultados do estudo.
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