Empresas brasileiras entre as maiores do planeta
Petrobras, Vale e holding Itaú Unibanco têm maior valorização de mercado, segundo estudo da Ernst & Young
Depois do pico da recessão mundial, no segundo semestre do ano passado, as grandes companhias brasileiras melhoraram sua posição no ranking de maiores empresas do planeta e foram das que apresentaram maior valorização de mercado neste primeiro semestre. A conclusão é da última análise bianual de valor de mercado das maiores companhias globais de capital aberto realizada pela
Ernst & Young, com base no valor de negociação das ações no período.
Entre as 300 maiores organizações do planeta, o número de companhias brasileiras neste grupo seleto saltou de cinco, em dezembro de 2008, para sete ao final de junho de 2009, retomando os números de antes da crise. A novidade é que, pela primeira vez, três companhias brasileiras estão listadas entre as 100 maiores: além de Petrobras (8º) e Vale (46º), que já faziam parte da relação, mas ocupavam posições inferiores, aparece a holding Itaú Unibanco (76º). Completam a lista de empresas brasileiras entre as 300 maiores: Bradesco (120º), Cia. de Bebidas das Américas (147º), Banco do Brasil (204º) e Banco Santander-Brasil (254º).
Outros países ampliaram a presença de suas organizações entre as 100 maiores até de maneira mais expressiva, como a China, que, antes com oito, aparece agora com 11 empresas listadas. No conjunto, porém, as três companhias brasileiras deste ranking foram as que apresentaram maior valorização de mercado, totalizando juntas US$ 313,83 bilhões. Na comparação com dezembro de 2008, o grupo brasileiro foi o que apresentou a maior variação positiva (101%), muito à frente da Rússia (42%), que obteve o segundo melhor resultado.
Considerando-se apenas Petrobras e Vale, que já apareciam no ranking das 100 maiores em dezembro de 2008, a valorização conjunta foi de 62%: a Petrobras saltou de US$ 95,895 bilhões para US$ 164,818 bilhões, enquanto o total de papéis da Vale saltou de US$ 60,173 bilhões para US$ 89,317 bilhões.
"É mais um dado que ajuda a evidenciar que as grandes companhias brasileiras estão bem preparadas para o atual cenário e, por esse motivo, estão apresentando esse quadro de recuperação econômica mais rápida no mercado", afirma o sócio da Ernst & Young, Paulo Sergio Dortas. "Isso reforça nossa percepção de que o cenário já é de retomada do crescimento".
O estudo aponta ainda um movimento de declínio da participação europeia e crescimento da presença asiática entre as maiores empresas. Enquanto o número de companhias norte-americanas manteve-se estável, o de companhias europeias entre as 300 maiores em 30 de junho de 2009, quando comparado a 31 de dezembro de 2007, caiu de 110 para 95. No mesmo período, o número de companhias asiáticas cresceu de 63 para 73. Na relação das 100 maiores, o declínio da presença europeia é ainda mais notório: de 46 para 35.
A valorização de mercado do conjunto das 300 principais empresas do planeta foi de 8% - ou US$ 1,1 trilhão – entre 31 de dezembro de 2008 e 30 de junho de 2009, indicando uma retomada do crescimento depois de dois semestres com declínios expressivos (de 22% e 33%), que haviam reduzido o valor do grupo em US$ 11,3 trilhões.
Para ter acesso às principais conclusões do estudo, clique aqui (pdf, 193kb). E, para conhecer o ranking das empresas, acesse o link. (pdf, 53kb).