Martina Navratilova pede maior participação da mulher nos esportes

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Reportagem do site Globo Esporte.com publicada ontem registra que, três dias após o Dia Internacional da Mulher, seis ex-atletas de renome resolveram aproveitar o Prêmio Laureus para divulgar a causa feminina. Uma delas é a ex-tenista Martina Navratilova, que discursou sobre o tema ao lado da ex-ginasta Nadia Comaneci, em conferência realizada em um hotel no Rio. O intuito da iniciativa é descobrir lideranças dentre as mulheres desportistas, além de ampliar a participação feminina nos Jogos Olímpicos.

Completam o time de embaixadoras do projeto, a ex-paraatleta Tanni Grey-Thompson, a ex-corredora Cathy Freeman, a ex-nadadora Dawn Fraser e a ex-jogadora de basquete Beth Brooke. Todas integram a Academia Laureus, que realiza a entrega do prêmio na noite desta segunda-feira, no Theatro Municipal.

- A mulher tem que ser a força. Não temos mais que esperar que os homens façam por nós, é preciso gerar esse impulso. Fiquei impressionada ao viajar pela América e ver que na maioria das escolas, as meninas atuam apenas como cheerleaderes das competições. A mulher tem que trabalhar os seus impulsos desde cedo para virar uma líder - ressaltou Navratilova.

Segundo a reportagem, a vice-presidente global de políticas públicas da empresa EY, Beth Brooke afirmou que o esporte deve ser usado como formador de lideranças nas mais diversas áreas, já que as características encontradas em uma esportista são adequadas à função.

- Fizemos uma pesquisa e detectamos que, de cinco executivas de sucesso, pelo menos quatro têm alguma passagem pelo esporte. A mulher desportista desenvolve o perfil adequado ao que procuramos, pois ela se acostuma a lidar com a adversidade e a competitividade desde cedo, livrando-se da típica insegurança feminina - justificou a americana, que nesta terça-feira participa do lançamento do programa "Women Athletes Global Leadership Network", voltado para atletas que procuram uma carreira promissora após deixar os esportes.

Em seu discurso, a romena Nadia Comaneci lembrou que em seu país, a participação feminina no esporte é bem maior que nas demais nações. Dona de um centro de trinamento de ginástica, ela contou que aproximadamente 80% das suas atletas são meninas.

- Em países de regime comunista é mais fácil a mulher se libertar de determinados preconceitos existentes em outras partes do mundo. Só que nós precisamos ir além. Temos de ter cargos de comando também - frisou.

Oriunda dos povos aborígenas da Austrália, Cathy Freeman destacou ainda a importância da educação na formação de uma atleta competitiva.

- A criança tem que praticar esporte e estudar para ser uma pessoa capacitada. Não basta ser ótima no esporte e não compreender o que se passa no mundo - finalizou.