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Pequenas médias empresas responsáveis pela criação metade empregos G20 texto - Ernst & Young - Brasil

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Pequenas e médias empresas são responsáveis pela criação da metade dos empregos no G20, aponta Ernst & Young

Ainda assim, as empresas pequenas e médias recebem somente 6% dos investimentos

São Paulo, 28 de novembro de 2012 – Os empreendedores são peças fundamentais para uma breve recuperação da economia mundial. Porém, eles ainda enfrentam grandes desafios para obter financiamento em todo o mundo ­– é o que mostra o estudo Funding the Future, realizado pela Ernst & Young. Entre os cerca de mil empresários que foram entrevistados para o estudo, quase dois terços afirmaram encontrar dificuldades no acesso ao financiamento em seus países, sobretudo para as empresas que estão no início de sua trajetória.
 
Os entrevistados também afirmaram que a aversão ao risco entre as instituições e outros investidores tem tornado mais difícil a obtenção do financiamento. Ademais, as iniciativas regulamentares, que têm como foco fortalecer o sistema financeiro, podem agravar o desafio dos empreendedores.
 
PMEs recebem pequena parte do investimento global
 
O acesso ao financiamento é, ainda, um dos principais obstáculos para a criação, desenvolvimento e sobrevivência das pequenas e médias empresas, principalmente para os negócios que são inovadores. Além disso, sendo a chave do crescimento econômico, responsável por 50% da empregabilidade na maioria dos países que integram o G20, as pequenas e médias empresas atraem uma pequena proporção do investimento global.
 
O investimento global nas pequenas e médias empresas em todo o G20 é de US$ 714 bilhões. A maior fatia vem dos empréstimos bancários (US$ 569 bilhões). A China é o país que toma a liderança, ao investir pouco mais de US$ 400 bilhões em pequenas e médias empresas, dos quais US$ 385 bilhões vêm de empréstimos bancários. Na sequência, aparecem os Estados Unidos com US$ 116 bilhões. O financiamento em muitos países do G20 é liderado pelo empréstimo bancário, embora os Estados Unidos se destaquem por oferecer uma diversidade maior de fontes de capital. No Brasil, dos US$ 17.26 milhões investidos nas PMEs, a grande maioria (US$ 12.07 milhões) é de empréstimos bancários e US$ 4.41 milhões de IPOs.
 
“No momento em que muitos países desenvolvidos estão enfrentando fraca perspectiva econômica, a importância de sustentar os negócios é maior do que nunca. As companhias com alto crescimento empreendedor terão um papel importante no reequilíbrio da economia. Suas taxas de rápida expansão significam que eles têm grande potencial para criar postos de trabalho no momento em que muitos países do G20 estão encarando altos índices de desemprego”, afirma Liliana Junqueira, sócia-líder de Governo e Setor Público da Ernst & Young Terco.
 
Ela completa: “Enquanto as pequenas e médias empresas criam metade dos empregos na maioria dos países do G20, elas recebem apenas 6% do investimento. Claramente, há um desequilíbrio aqui. Quantos postos de trabalho a mais poderiam ser criados com mais apoio? Com poucas alterações, em 2020, o sistema de financiamento poderia dobrar o suporte ao número de pequenas e médias empresas comparado ao número atual”.
 
Segundo Liliana, isso não acontece somente nos países desenvolvidos: “O empreendedorismo também é vital para os mercados de rápido crescimento. Apesar de muitas dessas economias terem apresentado altas taxas de elevação do PIB na última década, o forte desempenho muitas vezes dependia de exportações de baixo custo, do ‘boom’ nos preços de commodities e os investimentos em infraestrutura de grande escala. Nos próximos anos, esses mercados devem reequilibrar suas economias para um consumo interno maior. A criação de um ambiente em que o empreendedorismo possa florescer será um passo importante para atingir esses objetivos”.
 
Melhorar o acesso ao financiamento
 
O estudo Funding the Future traz alguns pontos que mostram como é o quadro de financiamento global para os empresários e como poderia ser de modo a permitir acesso mais facilitado. Entre os destaques estão: 

  • O investidor-anjo está se tornando um canal importante de financiamento para as promissoras startups.
  • O acesso ao financiamento na fase embrionária e pré-embrionária continua a ser extremamente desafiador.
  • O sistema para garantir crédito surgiu como um importante meio de manter o empréstimo bancário acessível.
  • Nos mercados desenvolvidos, a mudança regulatória pode ajudar a desbloquear o mercado de IPO.
  • Nos mercados de rápido crescimento, o private equity está se tornando uma opção viável de financiamento para pequenos empreendedores. 

 
“Em cada país do G20, um fator crucial que determinará o sucesso do empreendedorismo é o acesso ao financiamento. Sem isso, empresas empreendedoras não serão capazes de atingir o crescimento esperado e podem não sobreviver”, explica Liliana. E completa: “Apesar de as principais conclusões sobre o acesso ao financiamento, especialmente na fase inicial, serem desanimadoras, o relatório traça recomendações relevantes que precisam ser abordadas com mais consideração. Com poucas mudanças regulatórias, nós poderíamos dobrar o número de pequenas e médias empresas”.
 
Sobre a Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco

 
A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e assessoria. Em todo o mundo, nossos 167 mil colaboradores estão unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. Nosso diferencial consiste em ajudar nossos colaboradores, clientes e as comunidades com as quais interagimos a atingir todo o seu potencial, em um mundo cada vez mais integrado e competitivo.
 
No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de auditoria e assessoria, com 4.300 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.
 
Em 2011, a Ernst & Young Terco foi escolhida como apoiadora oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de assessoria e auditoria para o comitê organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da Ernst & Young Terco foi decisivo nessa escolha.

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