Novas normas de convergência do IFRS afetarão joint ventures, analisa EY

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São Paulo, 19 de maio de 2011 – O Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês) emitiu dois pronunciamentos relevantes para as empresas brasileiras no último dia 12. De acordo com análise da EY, as novidades deverão impactar as operações de joint ventures. Um exemplo é o IFRS 11 (Joint Arrangements) que mudará a forma como as organizações reportam acordos conjuntos.

A aplicação da norma internacional teve início para muitas empresas de capital aberto neste ano e o novo padrão já tem sido contemplado nos balanços trimestrais das companhias de capital aberto.

Com as regras anteriores, as empresas podiam registrar a participação em joint ventures tanto por consolidação proporcional quanto por equivalência patrimonial. Mas, com o novo pronunciamento, a consolidação proporcional não será mais permitida. Isso irá gerar uma adaptação das empresas brasileiras, já que na adoção do IFRS no Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) havia vetado a utilização da equivalência patrimonial. Em outros países, o IFRS 11 será obrigatório a partir de 2013, mas ainda não há data para sua aplicação no Brasil, que dependerá do CPC e da Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

Paul Sutcliffe, sócio-líder para IFRS da EY, diz que companhias dos setores de mineração, petróleo e gás, imobiliário e de construção, nos quais são comuns joint ventures, podem sentir o impacto maior da adoção do IFRS 11.

“Entidades que têm investimentos em empresas controladas em conjunto e que são classificadas como joint ventures pelo IFRS 11 terão agora que aplicar equivalência patrimonial, o que mudará profundamente tanto seus balanços quanto suas demonstrações de resultados”, afirma Sutcliffe. No entanto, algumas entidades antes controladas em conjunto podem agora ser classificadas como operações conjuntas. Nesse caso, é necessário reconhecer sua parcela de ativos, passivos, receitas e gastos. Pode parecer com consolidação proporcional, mas não é”, afirma.

“Todas as companhias operando sob o IFRS devem analisar como serão afetadas e começar a planejar a adoção das novas normas o quanto antes. Gestores devem mudar a forma estruturam negócios e acordos conjuntos daqui para frente, à luz dessas mudanças”, conclui Paul Sutcliffe.

Novas mudanças

A partir do IFRS 12 as empresas terão que gerar informações que ajudem os usuários de suas demonstrações financeiras – como investidores - a avaliar tanto a natureza de seu envolvimento com outras entidades, quanto os efeitos financeiros disso em seus resultados. Esse padrão irá aumentar a quantidade de informações nas demonstrações financeiras sobre as relações de uma companhia com outra, segundo avalia Paul Sutcliffe.

“Mesmo que uma companhia julgue que não controle outra, a gestão deve revelar em sua demonstração financeira a informação que foi considerada para esta decisão que, assim, torna-se mais transparente”, afirma o sócio da EY. Isso vai ajudar os usuários dos balanços a fazer suas próprias avaliações.

Sobre a EY e sobre a EY: 

A EY é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, a empresa tem 141 mil colaboradores unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.

No Brasil, a EY é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com mais de 3.800 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes, sendo que 111 companhias são listadas na CVM (dado referente a  junho de 2010)  e fazem parte da carteira especial da equipe de auditoria.

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