Alta do preço do petróleo ameaça crescimento
Novo “choque do petróleo” é causado por revoltas no Oriente Médio e Norte da África e pelo desastre no Japão; projeções para o mercado de gás natural, por outro lado, são mais positivas São Paulo, 18 de maio de 2011 – Apesar de a oferta e a demanda de petróleo e gás continuarem relativamente balanceadas, os preços do petróleo subiram em uma antecipação a “choques” de fornecimento. Isso ocorre em um cenário de revoltas no Norte da África e no Oriente Médio, somadas ao terremoto seguido de tsunami no Japão. Como resultado, as projeções de crescimento da economia global estão sendo reduzidas para 4% em 2011, segundo a previsão trimestral do mercado de Oil & Gas, divulgado pela Ernst & Young.
Segundo Carlos Assis, sócio para o setor de Petróleo e Gás da Ernst & Young Terco, o mercado vive um novo tipo de “choque de petróleo”. “Os eventos anteriores foram causados por embargos, guerras ou crescimento da demanda. O atual é movido por fatores geopolíticos que ocorrem em uma vasta área geográfica. Os mercados estão reagindo de forma antecipada a um potencial problema de fornecimento, mas não necessariamente a questões que já estejam ocorrendo”, afirma.
Em boa parte de 2010, os preços de petróleo do tipo crude (WTI) oscilaram entre US$ 70 e US$ 80 o barril. Mas, com a volta do crescimento da economia mundial, a demanda global por petróleo voltou a crescer e os preços começaram a aumentar rapidamente no último trimestre do ano. O preço do barril WTI quebrou a marca dos US$ 100 no início de março passado, quando o fornecimento líbio foi cortado.
Gás
Uma combinação de fatores criou uma previsão mais otimista para o gás natural. A crise na usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, e a interrupção do fornecimento de gás pela Líbia estabeleceram um “piso” para preços globais do produto.
No curto prazo, mais GNL (Gás Natural Liquefeito) será necessário para repor a geração nuclear prejudicada pelo terremoto seguido de tsunami. Os riscos trazidos à tona pelos problemas no Japão podem também renovar um impulso para uma maior utilização no longo prazo do gás natural para geração de eletricidade nos EUA e em outros países.
Resultados
Apesar da forte alta nos preços do petróleo, as refinarias, em geral, registraram um bom primeiro trimestre. O desastre no Japão reduziu a capacidade de produção. Ao mesmo tempo, a perda do fornecimento do petróleo bruto de alta qualidade da Líbia tem criado problemas de fornecimento, principalmente para destilados médios.
Mesmo com o alto custo do petróleo bruto, a margem média de lucro subiu para além dos US$ 20 o barril. Refinarias com acesso a petróleo bruto relativamente desvalorizado, como o WTI e o canadense, geralmente têm ganhos mais altos do que aqueles expostos aos mercados globais. No entanto, recentes investimentos em capacidade adicional podem sobrecarregar o crescimento da demanda, criando condições mais fracas para margens de lucro no médio prazo.
Serviços
O segmento de serviços de campos de petróleo é encorajado pelo movimento de permissão de offshor. As sete primeiras permissões de exploração em águas profundas desde a moratória gerada pelo acidente envolvendo uma plataforma da BP no golfo do México foram emitidas no primeiro trimestre de 2011.
Os gastos aumentaram em 2008 em cerca de 20%, mas caíram em 2009 em 25%. Já em 2010, os gastos cresceram em torno de 15% a 20%, e a expectativa é a de que esse ritmo continue em 2011.
Transações
Quando o assunto são transações, o primeiro trimestre de 2011 representou o sexto consecutivo com bons resultados, com quase US$ 900 bilhões negociados. A BP voltou a ser compradora após vários trimestres apenas vendendo ativos. E ainda há um significativo investimento estrangeiro no gás da América do Norte.
A expectativa é que devem acontecer transações, incluindo joint ventures, por todo ano de 2011. “O crescimento da economia mundial continua robusto, mas é desafiado por revoltas políticas e o desastre natural no Japão, fazendo com o que o resultado seja imprevisível. Os mercados têm reagido rapidamente ao pressionar os preços do petróleo para cima. Preços mais altos podem enfraquecer a recuperação econômica e conter o crescimento da demanda”, conclui Carlos Assis.
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