África começa a despontar como um destino para investimentos, segundo EY

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São Paulo, 10 de dezembro de 2012 – O volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) na África tem aumentado significativamente na última década e essa tendência deve continuar, mas a decisão sobre o destino do investimento neste continente pode ser um desafio. Isso é o que mostra o novo estudo da multinacional de auditoria e consultoria EY: Africa by numbers: Assessing market attractiveness in Africa report out today. O relatório mostra o perfil de risco de 17 países mais populares para investimento na África.

“O tamanho do continente pode ser assustador para muitos investidores, bem como as diferentes regras, regulamentos, as partes interessadas e as dinâmicas de mercado que existem entre os 54 países. Embora não haja um modelo único para fazer negócios em toda a África, nós esperamos que este relatório seja uma referência útil para entender que as oportunidades e riscos variam dentro deste continente diverso”, afirma Ajen Sita, sócio da EY. 

Riscos e oportunidades

Os riscos e as oportunidades estão destacados no relatório em quatro grupos principais, para avaliar os prós e os contras dos diferentes mercados africanos. O menor risco é claramente o mais atraente, pois oferece um ambiente de negócio estável e elevado potencial de crescimento. A África do Sul se destaca não só por sua classificação de risco menor, mas também devido ao tamanho da economia, bem como os investimentos em curso que estão sendo feitos em ativos de capital fixo.

Gana também está em evidência nessa categoria, com sua alta taxa de crescimento econômico (impulsionada pela produção recente de petróleo), a estabilidade política e um ambiente que, geralmente, é propício para fazer negócios.

Apesar da atual instabilidade política, os países do Norte Africano e, particularmente, Tunísia e Marrocos, andam relativamente bem e atraem projetos de IED. A Zâmbia também está emergindo como um mercado cada vez mais atraente, enquanto a região do Oriente Africano (incluindo os países da Comunidade do Leste Africano do Quênia, Uganda e Tanzânia, e os países que fazem fronteira da Etiópia e Moçambique) estão se movendo rapidamente para esse quadrante.

Melhora nos investimentos

"Apesar dos avanços realizados ao longo da década passada, efetivamente, há questões e desafios que devem ser abordados, não só para aumentar a atratividade do investimento global no continente, mas também para garantir que os países africanos possam usufruir ao máximo desse montante”, afirma Micheal Lalor, sócio da EY.

A integração regional é fundamental para atrair mais investimentos. No entanto, isso somente poderá ocorrer se houver melhoras na infraestrutura, tanto para conectar os mercados, quanto para apoiar o desenvolvimento da indústria e de outros setores. A percepção de instabilidade política e corrupção são temas dominantes para aqueles que investem na África. Medidas complementares devem ser tomadas para melhorar a administração. Além disso, uma colaboração mais estreita e produtiva entre as empresas e o governo também ajudará a incentivar ainda mais o IED no continente.

A hora de investir é agora

“A África ganha cada vez mais notoriedade como destino de negócios, mas, em muitos setores, ainda há uma janela de oportunidades aberta. Porém, a concorrência está se intensificando e fazendo com que a janela se feche”, diz Lalor.

Por outro lado, a África continua a ser um ambiente complexo para fazer negócios. Além da questão da escala, o subdesenvolvimento também impõe que soluções precisam ser encontradas nas áreas de infraestrutura, logística, comunicações, transportes e energia.

“Para as empresas e investidores que estão à procura de crescimento de longo prazo sustentável, há dúvidas se o momento para investir na África é agora. Agora é a hora para investir em mercados consolidados, identificar parceiros, desenvolver oportunidades, configurar a indústria e construir marcas, e estabelecer credibilidade local”, conclui Lalor.


Sobre a EY e sobre a EY:

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No Brasil, a EY é a mais completa empresa de Auditoria e Assessoria, com 4.300 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.

Em 2011, a EY foi escolhida como Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de Assessoria e Auditoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da EY foi decisivo nessa escolha.