Após recorde em 2011, companhias globais planejam mais investimentos no Brasil

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São Paulo, 10 de agosto de 2012 – Uma economia estável, um mercado doméstico crescente e enormes reservas inexploradas de recursos naturais fazem com que investidores estrangeiros se interessem cada vez mais pelo Brasil. O primeiro relatório Brazilian Attractiveness Survey, realizado pela EY, mostra que 78% dos entrevistados apontaram o país como o destino mais atrativo para investimentos estrangeiros diretos (IED) no futuro e que 83% disseram acreditar que a atratividade brasileira aumentará nos próximos três anos – contra apenas 38% que apostam o mesmo em relação à Europa.

O relatório combina uma análise de investimentos estrangeiros diretos realizados no Brasil desde 2007 com uma pesquisa conduzida com 250 executivos globais, tomadores de decisão, sobre suas visões a respeito do Brasil como um potencial local para negócios no futuro.

Apesar de uma previsão de instabilidade para a economia mundial, o Brasil registrou um número recorde de projetos de IED em 2011, se estabelecendo como o segundo destino global mais popular em termos de valor de investimento estrangeiro direto e o quinto em termos de números de projetos. O valor e o número de projetos triplicaram desde 2007, passando de US$ 19 bilhões para US$ 63 bilhões, e de 165 projetos em 2007 para 507 no ano passado.

“O Brasil deixou de ser o país com poucas perspectivas econômicas na década de 1970 para se transformar em uma força formidável na economia global”, afirma Jim Turley, Chairman e CEO da EY global. “Parte dessa história de sucesso tem sido a habilidade do país em se posicionar como um lugar cada vez mais atraente para negócios. O futuro tem seus desafios, mas sediar a Copa do Mundo de futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 irá contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura e agirá como um catalisador para atrair ainda mais investimentos para o país.”

De onde vêm os investimentos?

Em 2011, os EUA continuaram sendo o maior investidor no Brasil em termos de números de projetos – 149, alta de 43% em relação a 2010 –, valor (US$ 12,4 bilhões) e empregos criados (35.195). O resultado é explicado principalmente pela proximidade geográfica e pelo desenvolvimento de acordos de comércio entre os dois países. Historicamente, investidores americanos têm mirado os setores brasileiros de Tecnologia da Informação e da Comunicação, indústria, serviços empresariais e serviços financeiros.

O Reino Unido pulou da quinta posição em 2010 para o segundo lugar no ano passado em número de projetos – foram 45 no total, que atraíram quase o mesmo montante que os projetos americanos, US$ 12,2 bilhões. Apesar de as companhias britânicas estarem presentes no Brasil há muitos anos, agora elas procuram expandir seus investimentos por meio de uma gama ampla de setores que incluem serviços empresariais, indústria, mineração e metais e Tecnologia da Informação e Comunicação.

A Espanha foi o terceiro maior investidor do Brasil, com a Alemanha em quarto em termos de número de projetos. Apesar de o valor dos investimentos alemães continuar baixo (US$ 3 bilhões), esse número deve aumentar, dado o envolvimento de corporações do país europeu com obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e os Jogos Rio 2016. Tanto a Alemanha quanto o Japão, que está em quinto no ranking e aumentou seus projetos de IED em 57% em 2011, também começam a investir fortemente no setor de energia brasileiro.

A China emergiu como o quinto maior investidor no Brasil em termos de valor de IED – seus investimentos no país aumentaram seis vezes desde 2010, e o número de projetos, 70%. Os chineses também ocupam o quinto lugar no ranking de empregos criados – 9.049, porém posiciona-se como o oitavo maior investidor em número de projetos. O boom recente do mercado consumidor brasileiro também gerou um aumento nos investimentos feitos por pequenas e médias empresas chinesas do setor industrial. No futuro, os investimentos do país comunista também devem ser direcionados para as áreas de tecnologia, logística e infraestrutura, e a dinâmica entre todos os setores deve aumentar como um resultado de um comunicado conjunto assinado em 2011 para promover a cooperação em comércio e investimento.

“O Brasil é um destino atrativo para investimentos de empresas chinesas graças a seus vastos recursos naturais em petróleo, gás e minerais”, explica Jorge Menegassi, CEO da EY para América do Sul e Brasil.

E para onde os investimentos vão?

Em 2011, 26% dos projetos de IED – ou 134 – foram realizados em São Paulo. O Rio de Janeiro respondeu por 8% do total, índice que representa um aumento de 87% na comparação com o ano anterior. Curitiba, Campinas e Porto Alegre completam as cinco primeiras posições do ranking de cidades que mais recebem investimentos externos.

São Paulo (56,8%) e Rio de Janeiro (24,6%) continuam as capitais brasileiras mais atrativas para os entrevistados pela Brazilian Attractiveness Survey. Entre as cidades secundárias, as que mais chamam a atenção são Curitiba (24,5%) e Belo Horizonte (20,2%) – ambas cidades-sede da Copa de 2014. Curitiba tem se destacado como um pólo de Tecnologia da Informação (TI), bom sistema de transporte e fácil conectividade com as demais regiões do Brasil. Já Belo Horizonte possui uma indústria de exploração mineral em desenvolvimento e atividades emergentes de biotecnologia e TI.

Construindo uma economia diversificada

Tecnologia da Informação e Comunicação e indústria foram os principais setores para IED em 2011, atraindo, respectivamente, 105 e 94 projetos. Na sequência, aparecem serviços empresariais e varejo e bens de consumo. Este último foi impulsionado pelo crescente poder de compra da cada vez maior – e mais rica – classe média brasileira. Uma demanda consumidora dinâmica e fácil disponibilidade de crédito também geraram investimentos no setor automotivo, criando o maior mercado da América Latina e o quarto maior do mundo.

Apesar do expressivo número de projetos em outros setores em 2011, a base do crescimento do Brasil na última década tem sido calcada em suas commodities. O setor de petróleo e gás apresenta um grande potencial com as recentes descobertas das reservas do pré-sal, que devem impulsionar a criação de empregos e estimular Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em exploração e produção, bem como ter um efeito positivo em outros setores da economia do país.

Porém, o país precisa agora olhar também para outras áreas para se diversificar ainda mais e proteger-se da volatilidade inerente no mercado global de commodities. Investimentos na atividade industrial, incluindo infraestrutura, junto com uma forte cultura empreendedora, irão impulsionar uma mudança em direção ao foco em bens industriais.

“A abundância de recursos naturais tem sido, por um lado, uma vantagem para o Brasil e permitiu que a economia crescesse. No entanto, também criou um desafio para o país ao afastar o investimento estrangeiro de setores com valor agregado e serviços baseados em inovação”, afirma Menegassi.

Estimulando o crescimento

O crescimento estável do Brasil na última década amplificou a necessidade de uma mão de obra qualificada e produtiva. Agora, há uma escassez de talentos que tem representado um alto custo trabalhista no país em comparação com outros mercados de rápido crescimento, como a Rússia, a China e o México. Quase um terço dos entrevistados pela EY, quando perguntados sobre como o país pode aumentar ainda mais sua atratividade, destacaram o desenvolvimento da educação e de habilidades para a força de trabalho. Do lado regulatório, eles também expressaram preocupação em relação às rígidas legislações trabalhistas brasileiras.

Outras melhorias que poderiam aumentar a atratividade do país incluem o investimento em grandes projetos de infraestrutura e urbanos, citado por 29% dos entrevistados, seguido por incentivos para diminuir a corrupção (24%), melhora da segurança urbana (23%) e um sistema fiscal mais transparente (17%). As altas taxas corporativas brasileiras de 34% também foram citadas como pouco atraentes quando comparadas com outros países latino-americanos, como Chile (18,5%) e México (30%).

Olhando adiante

Apesar da previsão otimista para o Brasil no longo prazo, os números de IED no primeiro trimestre de 2012 caíram significativamente, com apenas US$ 5 bilhões – cifra bem inferior aos US$ 23 bilhões investidos no mesmo período de 2011. O número de projetos caiu 19%.

“A tendência de longo prazo de investimento histórico é ascendente e o Brasil e sua população devem se sentir muito orgulhosos dos avanços econômicos que vêm sendo realizados nas duas últimas décadas. O declínio do valor de IED na primeira parte deste ano pode ser uma mudança temporária, mas o país precisa ouvir as preocupações dos investidores e empreendedores globais de que as autoridades poderiam fazer mais para encorajar a inovação ao responder a questões sobre a alta carga tributária e dos desafios de se começar um novo negócio. Da mesma forma, devemos fazer todo o possível para promover destinos alternativos de investimentos além de São Paulo e Rio de Janeiro”, conclui Jorge Menegassi.

Sobre a EY e sobre a EY:

A EY é líder global em serviços de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Assessoria. Em todo o mundo, nossos 152 mil colaboradores estão unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. Nosso diferencial consiste em ajudar nossos colaboradores, clientes e as comunidades com as quais interagimos a atingir todo o seu potencial, em um mundo cada vez mais integrado e competitivo.

No Brasil, a EY é a mais completa empresa de Auditoria e Assessoria, com 4.300 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.

Em 2011, a EY foi escolhida como Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de Assessoria e Auditoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da EY foi decisivo nessa escolha.
 
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