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Release - Estudo Rapid Growth Markets - 2012 - Ernst & Young - Brasil

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Recuperação nos mercados de rápido crescimento deve acontecer em 2013

Segundo relatório, os investimentos em projetos de infraestrutura devem impulsionar a retomada do crescimento nesses países

São Paulo, 1º de novembro de 2012 – Embora o ambiente econômico global tenha se alterado desde o início deste ano – impactando as perspectivas para os mercados de crescimento rápido, as exportações e a capacidade de atrair o investimento estrangeiro direto (IED) – esse será um fenômeno temporário, de acordo com o estudo Rapid-Growth Markets Forecast (RGMF), elaborado pela
Ernst & Young.

Apesar da previsão dos 25 principais países de rápido crescimento terem sido revistas para baixo para este ano e o próximo, o crescimento desses países deve apresentar recuperação em 2013. Isso será estimulado tanto pelos investimentos em projetos de infraestrutura, especialmente na Ásia, quanto pela procura crescente de seus próprios consumidores, que ajudará a compensar o fraco ambiente externo. O Brasil também terá seu desenvolvimento beneficiado por projetos em infraestrutura, impulsionados por eventos como Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016).

No entanto, entre os países de crescimento rápido, o Brasil foi o que mais sofreu ao longo do ano com uma forte desaceleração, o que trouxe impacto negativo para os resultados da América Latina. Apesar da queda da taxa de juros de 11,5%, em dezembro de 2011, para os atuais 7,5%, o cenário interno continua fraco, especialmente no setor industrial. Em 2012, o Brasil deve crescer apenas 1,4%. A previsão no início do ano era alcançar 3,1%. Em 2011, o país registrou 2,7%. Para o próximo ano, o relatório prevê a recuperação, chegando a 4,5%.

Cenário global

A maioria das economias dos países de rápido crescimento também precisará de espaço para desapertar a política interna. Para isso, eles precisam de um novo impulso. No entanto, os riscos negativos para a previsão de manter o aumento dos preços das commodities e nova decisão do Federal Reserve (Banco Central americano) de flexibilização quantitativa, podem criar novas pressões inflacionárias.

No geral, as economias dos mercados de rápido crescimento podem expandir 4,5% este ano, com expectativa de chegar em 5,5% em 2013. As taxas de crescimento vão acelerar nos próximos dois anos - desde que a economia da Zona do Euro se estabilize, a recuperação dos EUA ganhe força e os países de crescimento rápido consigam destravar a política monetária.

As variações regionais em termos de expansão econômica são evidentes em todos os países de rápido crescimento, porém, a maioria, incluindo todos os Brics, experimentará um crescimento moderado este ano. As economias do leste asiático serão impactadas pela desaceleração do crescimento chinês, e a Europa (Central e Oriental) será duramente atingida pela atual crise da zona do euro. No entanto, o crescimento robusto é esperado para retomar na maioria dos países em 2013.

“A atratividade para negócios nos mercados de rápido crescimento, no longo prazo, continua favorável. Este ano, o crescimento tem abrandado um pouco mais do que o esperado, mas uma rápida recuperação deve acontecer antes do previsto”, afirma André Viola Ferreira, sócio-líder de Mercados Estratégicos da Ernst & Young Terco. E completa: “Um forte crescimento é esperado no próximo ano. No entanto, os mercados de rápido crescimento - com algumas exceções – necessitam aliviar a política fiscal. Porém, o alcance para aliviar a política monetária pode ser limitado nos próximos meses pelo aumento dos preços de alimentos. Embora essa não seja uma grande preocupação atualmente, com novos aumentos, isso seria um risco para a perspectiva de crescimento dos mercados de rápido crescimento no curto prazo.”

Crescimento no médio prazo deve vir dos investimentos em infraestrutura

Os governos de alguns mercados de rápido crescimento estão tomando medidas para reacender a expansão. Ao lado de políticas monetária e fiscal mais flexíveis, grandes programas de investimento em infraestrutura estão surgindo na China, Índia, Brasil, Indonésia e Colômbia. Em alguns países, esses programas podem ajudar a aumentar o comércio, e torná-lo mais fácil de encontrar novos mercados para as exportações para substituir a baixa demanda nas economias desenvolvidas. Os gastos com estradas e ferrovias, portos e aeroportos, pode facilitar o comércio e reduzir os custos de fazer negócios para as empresas em ambos os mercados interno e externo.

“O aumento de investimento em projetos de infraestrutura em mercados de rápido crescimento é bem-vindo. No entanto, para que isso seja benéfico a longo prazo, é necessário que os governos também incentivem o investimento privado, tornando o crédito disponível a preços mais acessíveis”, afirma Ferreira.

Ao atender a crescente demanda dos mercados de rápido crescimento, se espera despertar o interesse das multinacionais desses mercados por fusões e aquisições para adquirir tecnologia. Segundo o relatório, há grandes possibilidades de aceleração em fusões e aquisições na Europa com interessados vindos da Ásia, em sua maioria, interessados ​​em adquirir conhecimentos e tecnologias que melhorem a sua capacidade para competir com os rivais ocidentais. Essa tendência já foi observada em diversos setores, como: aço, informática, automotivo e de tecnologia. O relatório mostra que é esperado que esse movimento se estenda aos setores em que a demanda doméstica em mercados de rápido crescimento deva ter um grande aumento, como em produtos farmacêuticos.

Enquanto o crescimento deve reacelerar a partir de 2013, um aumento contínuo dos preços das commodities poderá pesar sobre o crescimento em muitos mercados de rápido crescimento. O preço das commodities de alimentos pode ser uma preocupação especial e tem diversas consequências para as empresas que operam nestes mercados. Se os preços dos alimentos subirem rapidamente, eles vão empurrar a inflação, criando uma pressão e exigências de salários mais elevados.

O baixo crescimento das economias desenvolvidas oferece uma boa oportunidade para desenvolver estratégias de negócios nos mercados de rápido crescimento. O relatório destaca Indonésia, Turquia, Vietnã, Índia e China. A estimativa é que esses países cresçam, pelo menos, 5% ao ano ao longo dos próximos 25 anos. Todos têm grandes mercados domésticos, as tendências demográficas são favoráveis ​​e os rendimentos domésticos crescentes. E todos devem contribuir com uma parcela muito maior do PIB global nos próximos 25 anos.

De olho no futuro

Os 25 principais países de rápido crescimento abordados no relatório não são economicamente importantes apenas agora, mas serão o motor de crescimento para a economia global daqui para frente. No ano passado, quase dois terços da população mundial vivia em um desses 25 países, mas apenas um terço do PIB mundial em termos nominais, foi produzido por estas economias.

A previsão para o PIB nos próximos 25 anos também ilustra as perspectivas de crescimento dos mercados de rápido crescimento. Nove desses países devem crescer pelo menos 5% ao ano nos próximos 25 anos, em contraste com o Japão e a Alemanha, que crescerão ambos menos de 1,5% ao ano.

De acordo com o relatório, em 25 anos, os Brics - Brasil, Rússia, Índia e China - estarão entre as seis maiores economias do mundo. A Indonésia deverá estar no top 10 e África do Sul e Nigéria se juntarão ao top 20.

 

Sobre a Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco:

A Ernst & Young é líder global em serviços de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Assessoria. Em todo o mundo, nossos 152 mil colaboradores estão unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. Nosso diferencial consiste em ajudar nossos colaboradores, clientes e as comunidades com as quais interagimos a atingir todo o seu potencial, em um mundo cada vez mais integrado e competitivo.

No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de Auditoria e Assessoria, com 4.300 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.

Em 2011, a Ernst & Young Terco foi escolhida como Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de Assessoria e Auditoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da Ernst & Young Terco foi decisivo nessa escolha.

 

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