Empresas de consumo precisam inovar para crescer e manter lucros, aponta EY

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São Paulo, 05 de novembro de 2012 – Em um ambiente de acelerado ritmo de mudanças e alta complexidade, quase 74% das empresas de bens de consumo afirmam que precisam mudar significativamente seus modelos de negócios, a fim de sustentar o crescimento e as margens históricas que vinham apresentando. Isso é o que mostra o estudo Disrupt or be disrupted, elaborado pela EY.

“As empresas de bens de consumo estão enfrentando um ritmo de mudança dramático, no qual as tentativas de criação de valor não são mais suficientes. Esse ambiente que chamamos de ’nova ordem‘, apresenta às companhias enormes oportunidades, mas também grandes desafios”, afirma Alfredo Della Savia, sócio de Consultoria da EY.

O relatório, para o qual foram ouvidos 285 executivos globais, incluindo os CEOs e CFOs de empresas de bens de consumo, identificou que mais de dois terços dos empresários estão se sentindo sob pressão para reavaliar o seu modelo operacional.

Para atingir um novo modelo, as empresas precisam romper com modelos de negócios estabelecidos e com as abordagens antigas para a criação de valor. Para tanto, elas precisam se concentrar em três pontos:

1.      Reformular escolhas estratégicas

Setenta e quatro por cento dos entrevistados afirmaram que mudanças significativas são necessárias se tiverem como meta sustentar as margens previsíveis de lucro que os analistas e investidores esperam do setor. As estratégias que funcionaram no passado não são mais confiáveis. Os mercados que têm apresentado crescimento ao longo de décadas estão sob ameaça, pois os consumidores que sempre foram leais ​estão abertos para novidades. Gerenciar neste ambiente exige que as empresas adotem soluções transformadoras.

No entanto, poucos empresários estão confiantes para tomar a decisão correta em um cenário incerto, onde as mudanças são contínuas. Ao decidir onde competir, menos de um terço deles disse que acreditavam que sua empresa era “muito boa” e esta opinião variou consideravelmente em cada mercado. Trinta e sete por cento dos entrevistados dos EUA relatam forte confiança; na Ásia, o índice fica em 31%, e na Europa, 20%.

“Com recursos limitados, as empresas devem fazer escolhas difíceis sobre onde investir. Essas decisões são extremamente complexas e os empresários devem depender cada vez mais de dados e análises em um cenário de incertezas”, afirma Della Savia.

2. Realinhar a cadeia de valor

A crescente complexidade e os custos estão pressionando as empresas a buscarem novos métodos de produção, comercialização e venda de produtos. A complexidade dos negócios e os custos de toda a cadeia estão crescendo devido a dois fatores: o aumento mundial da demanda por matérias-primas; e a necessidade de atender consumidores cada vez mais exigentes, antenados, e presentes no mercado online.

As empresas devem criar e gerenciar uma cadeia de valor apta a esse novo cenário. A cadeia de abastecimento deve ser resiliente para resistir a impactos; ágil para responder rapidamente a mudanças repentinas; flexível para personalizar produtos, e eficiente para manter as margens de lucro. No entanto, apenas 26% dos entrevistados classificaram a sua empresa como “muito boa” em criar uma cadeia de suprimentos enxuta e ágil. O aumento dos custos e escassez de recursos foram os riscos mais mencionados por 60% dos empresários.

Quando o assunto é demanda, as empresas reconhecem que precisam mudar a maneira de se relacionar com os consumidores e, apesar de mais de metade das empresas participantes da pesquisa afirmar que as mídias sociais têm transformado as relações, mais de um quarto (28%) classificaram-se como “precária” em criar engajamento da marca e atingir os consumidores.

“Os canais de marketing tradicionais ainda são importantes, mas estão perdendo sua força”, diz Della Savia. “As companhias desse setor precisam reformular o pensamento para abraçar novas mídias”.

3.      A implacável execução para capturar valor

Ter uma grande estratégia de negócios não é suficiente. As empresas devem ser capazes de colocá-las em prática de forma consistente. No entanto, apenas 30% dos entrevistados pela EY dizem que são “muito bons” em criar uma estratégia clara e alinhá-la com os recursos disponíveis. Ao olhar para os desafios que dificultam a implantação de estratégias, 36% dos entrevistados apontam o talento e a capacidade de executar como a maior barreira. Todavia, apenas 20% dos entrevistados identificaram sua empresa como “muito boa” em atrair e alinhar talentos e recursos.

“Os três maiores desafios identificados pela pesquisa para manter a margem de lucro foram : programas de aumento de eficiência (42%), modelos colaborativos de logística (23%) e lançamento de novos produtos (19%).

Ao enfrentar consumidores e varejistas cada vez mais relutantes à elevação de preços, apenas 16% das empresas se sentem confiantes em aumentar o poder de precificação de marcas e 37% classificam sua performance como “precária”.

“As demandas em mercados maduros e pressões em mercados emergentes obriga as empresas a adotarem uma abordagem transformadora para gerenciar os múltiplos aspectos de seus negócios, buscando ser altamente inovadores, competitivos e eficientes”, afirma o sócio da EY.

 

Sobre a EY

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No Brasil, a EY é a mais completa empresa de Auditoria e Assessoria, com 4.300 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande porte.

Em 2011, a EY foi escolhida como Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e fornecedora exclusiva de serviços de Assessoria e Auditoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da EY foi decisivo nessa escolha.