Brasil ocupa 34º lugar em ranking de maturidade em fusão e aquisição

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São Paulo, 10 de setembro de 2012 – Ser a maior economia da América Latina não bastou para o Brasil ficar entre os primeiros colocados no ranking do estudo M&A Maturity Index 2012, realizado pela EY, que mede a maturidade dos países para fusões e aquisições. O país subiu duas posições em relação a 2011, alcançando o 34º lugar. No estudo – realizado anualmente em parceria com o centro de pesquisa em fusões e aquisições da Cass Business School –, outros países dos BRICs aparecem mais bem colocados: a Rússia manteve seu 28º lugar e a China aparece em 9º. Já a Índia encontra-se atrás do Brasil, na 38ª colocação.

Ao todo, 148 países foram analisados. Entre os itens observados estão: habilidades para atrair fusões e aquisições no mercado doméstico e externo. O ranking se baseia na análise das regulamentações, política, economia, além da capacidade tecnológica, socioeconômicas e ativos.

O Brasil se destaca quando o assunto é tecnologia, conquistando uma pontuação de 87% para a inovação e 72% para as exportações de alta tecnologia – embora a pontuação para o uso da Internet seja de apenas 63%, com destaque para níveis mais baixos de conhecimentos de informática entre a população. Os pontos negativos, em um cenário aparentemente favorável, é o ambiente regulatório opressivo, que poderia limitar as perspectivas no longo prazo. O Brasil tem a pontuação de 3% para a capacidade de completar transações e operações sem obstáculos e apresenta apenas 24% na execução de contratos, apresentando apenas resultados medianos para registro de propriedade.

“O potencial brasileiro também é destacado por meio de seus recursos naturais, por fazer parte do BRICs e por ser hoje um destino-chave para os investidores internacionais”, afirma Viktor Andrade, diretor de fusões e aquisições da EY. “Além disso, foi essencial a forma pela qual o Brasil passou pela crise econômica de 2008. Manter na última década um crescimento de 3% ao ano contribuiu para mostrar que o país tem força para estimular ainda mais o desenvolvimento, por meio de investimentos na área de infraestrutura e de educação. “Além disso, há muitos fatores que contam a favor do Brasil: um extenso território, grande população e força de trabalho em potencial.”

“No entanto, o ambiente regulatório é o principal fator para que o país não esteja mais bem colocado no ranking. Se tivesse pontuado bem nesse quesito, poderíamos estar 15 posições à frente”, completa.

Panorama mundial

Os EUA e Cingapura são os mercados mais atraentes do mundo para fusões e aquisições, de acordo com a pesquisa. O Reino Unido aparece na terceira posição, seguido por Hong Kong. O bom resultado de Cingapura no ranking mostra que a maturidade da Ásia como centro global para transações aumentou. Agora, os países do continente fazem parte de metade das dez primeiras colocações, com Cingapura e Hong Kong juntando-se a Coréia do Sul (5º), China (9º) e Japão (10º).

“A posição elevada de Cingapura e Hong Kong são movidas principalmente por suas infraestruturas desenvolvidas, a disponibilidade de recursos significativos para compra e ambiente regulatório propício para negócios. Isso difere da maioria dos outros países do Top 10, os quais devem seu desempenho ao forte nível de maturidade tecnológica, incluindo exportações de alta tecnologia e inovação em termos de patentes registradas, o que demonstra negócios altamente qualificados que podem atrair investimentos”, afirma Viktor Andrade.

Anna Faelten, vice-diretora do centro de pesquisa em fusões e aquisições da Cass Business School, destaca que, apesar dos EUA continuarem sendo o país mais maduro para fusões e aquisições, é visível que a Ásia é uma região em ascensão. “O fato de um país estar no topo do ranking não significa que ele tenha altos valores ou volumes de fusões e aquisições – isso ainda não faz parte de muitos países emergentes. Mas estar no topo sugere boas condições para operações, o que traz crescimento.” O desenvolvimento da tecnologia de um país e características socioeconômicas foram citados como os fatores mais importantes para direcionar o volume de fusões e aquisições, à frente de suas economias e características financeiras.

Entre as estrelas em ascensão estão os Emirados Árabes Unidos, que saltou seis lugares nos últimos cinco anos, alcançando o 20º - embora tenha caído uma posição desde a última atualização do estudo, em 2011. “Os Emirados Árabes têm se beneficiado da evolução da sua infraestrutura financeira e crescimento econômico, o que têm ajudado a aumentar a colocação no ranking. Enquanto a infraestrutura e ativos dos Emirados Árabes ajudam a tornar suas fusões e aquisições atraentes para o mercado, o país está mal classificado nas categorias tecnológicas que serão a chave para o seu crescimento futuro”, diz o diretor da EY.

A Malásia, por sua vez, saltou sete posições, conquistando a 18ª. Por mais de cinco anos, o país tem sido impulsionado por melhorias significativas em seus ambientes regulatórios e políticos. Outras altas significativas, durante os últimos cinco anos, incluem a Polônia (subiu cinco posições e chegou ao 30º lugar); Romênia (subiu 13 posições e alcançou o 36º lugar); Turquia (saltou sete lugares até a 37ª posição), Índia (subiu cinco posições e chegou ao 38º), Cazaquistão (subiu seis posições e alcançou 40º lugar) e Marrocos (saltou oito posições e chegou ao 47º lugar).

Volatilidade da Zona do Euro

Sem surpresa, a ascensão dos mercados emergentes veio à custa de países desenvolvidos da Europa, onde a crise econômica afetou o estabelecido mercado de fusões e aquisições, o que refletiu em mudanças no ranking. Como exemplo, a Grécia (53º) caiu 12 posições desde 2011 e 23 posições nos últimos cinco anos. Portugal (39º) despencou oito posições desde 2011.

“Fusões e aquisições são ferramentas importantes para as empresas que desejam crescer mais que a concorrência. Para muitos, isso envolverá analisar novos mercados como fonte de aquisição. Os desafios aqui dizem respeito à familiaridade com os riscos locais e oportunidades. Os investidores deveriam dominar esses itens antes de embarcar nessas transações”, afirma Viktor Andrade. “O desafio óbvio de fazer negócios fora do país de origem é superar a falta de familiriadade com o país de destino. Além das especificidades do negócio que devem estar claras, ainda há inúmeras questões bem amplas. Sem consciência desses fatores os riscos podem transformar boas oportunidades em maus negócios”, conclui.


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