Nacionalização de recursos é o maior risco enfrentado pelas empresas de mineração
Empresas precisam promover o entendimento do valor que um projeto pode gerar aos países e à comunidade para equilibrar interesses e mitigar riscos São Paulo, 20 de agosto de 2012 – A nacionalização de recursos continua ocupando o primeiro lugar no ranking de riscos para empresas de mineração e metais em todo o mundo. A conclusão é do relatório anual Business risks facing mining and metals 2012-2013, elaborado pela Ernst & Young. A falta de qualificação profissional e o acesso à infraestrutura ocuparam o segundo e o terceiro lugares respectivamente, já que mais países têm vivenciado essas limitações.
A nacionalização de recursos representa hoje um risco maior do que 12 meses atrás, devido ao fato de que, desde então, diversos governos ao redor do mundo instituíram medidas como proibição da exportação de matérias-primas não processadas, elevação de impostos para o comércio exterior, e limitações em participação estrangeira.
“Não há dúvidas de que projetos foram adiados, e em alguns casos, investimentos foram cancelados em virtude da equação de risco/benefício”, afirma Mike Elliot, líder global da área de Mineração e Metais da Ernst Young. “As empresas do setor precisam continuar a trabalhar com os governos para promover um maior entendimento do valor que um projeto é capaz de gerar aos países e à comunidade, para poder negociar melhor os trade-offs que preservem o valor a todas as partes interessadas”, explica Elliot.
A falta de mão de obra qualificada, antes vista em países como Austrália e Canadá, no último ano passou a atingir também países como Indonésia, Mongólia, Brasil, Chile, Peru e Moçambique. O alto preço das commodities e a confiança nos fundamentos do setor no longo prazo revigoraram investimentos em mineração e metais para rapidamente desenvolver novos projetos ou aumentar a produção a partir dos já existentes. Esse aumento de investimento está, por outro lado, gerando demanda por profissionais qualificados – e a escassez desses trabalhadores pode desacelerar o crescimento e aumentar os custos.
“Os altos preços das commodities e a confiança no longo prazo geraram um recorde de investimentos em expansão de minas, que por sua vez, ocasiona uma demanda por profissionais qualificados em todo o mundo e faz uso do mesmo pool global de talentos para desenvolver e operar esses projetos”, diz Elliot.
Acesso à infraestrutura é o terceiro principal risco para o setor. O ciclo de metais de longa duração transformou depósitos de baixa qualidade ou remotos viáveis, mas a falta de infraestrutura adequada representa o principal obstáculo ao seu desenvolvimento. Os governos não são mais o meio natural pelo qual projetos são financiados – o que tem, cada vez mais, tornando-se responsabilidade do setor privado.
Estreia no ranking
A prosperidade relativa do setor de mineração e metais em um momento em que muitos outros setores da economia global estão tendo dificuldades encontrou um novo risco – os benefícios compartilhados, que faz sua estreia no ranking de 2012, ocupando a nona colocação.
“Governos, trabalhadores, investidores, comunidades locais e fornecedores sentem que têm direito a um percentual maior do valor gerado pelas empresas”, explica Elliott. “As empresas são forçadas a equilibrar as expectativas e necessidades de todas as partes. Se não conseguirem, isso pode acabar resultando em greves, interrupções no fornecimento, ativismo de acionistas, agitação da comunidade e governos exercendo seu poder por meio de nacionalização de recursos.”
Licença para operar, execução de projetos de capital, volatilidade cambial e de custos, alocação de capital e fraude e corrupção completam os 10 maiores riscos do setor.
Riscos de Negócios para o setor de Mineração e Metais
1. Nacionalização de recursos (mesma posição em 2011)
2. Escassez de profissionais qualificados (mesma posição em 2011)
3. Acesso à infraestrutura (mesma posição em 2011)
4. Aumento de custos/ inflação (8º em 2011)
5. Execução de projetos de capital (5º em 2011)
6. Licença para operar (4º em 2011)
7. Volatilidade cambial e de custos (6º em 2011)
8. Gestão e acesso à capital (7º em 2011)
9. Benefícios compartilhados (novo em 2012)
10. Fraudes e corrupção (10º em 2011)
Riscos mais complexos e mais críticos
“Quase todos os 10 riscos apontados pelo relatório estão mais complexos e mais críticos ao setor de mineração hoje do que no ano passado. A necessidade de gerenciamento desses riscos e entendimento da equação risco/benefício provavelmente nunca foi tão grande”, afirma o líder global da Ernst & Young.
“Em um mercado em crescimento, o retorno justifica assumir mais riscos. Enquanto a perspectiva para a demanda continua forte no longo prazo, os picos de aumento de preços já passaram, e as empresas mineradoras não são mais capazes de confiar em aumento de preços para equilibrar um risco maior”, conclui Mike Elliot.
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