Brasil está pela primeira vez no top 15 para investimentos em energias renováveis
Impulsionado pelo setor eólico, País ocupa o 12º lugar em ranking global produzido pela Ernst & Young São Paulo, 30 de junho de 2011 – O Brasil destaca-se pela primeira vez entre os top 15 do ranking trimestral da Ernst & Young que desde 2003 estabelece um índice dos 35 países mais atrativos para investimentos relacionados à energias renováveis - “Renewable Energy Country Attractiveness Indices”. Turbinado por um crescimento expressivo no mercado de energia eólica, o país subiu quatro posições e agora figura no 12º lugar. Os demais países mais bem classificados registraram uma discreta queda em seus índices – em grande parte, refletindo redução de incentivos e restrição de acesso ao capital.
A principal constatação da nova edição do estudo é que os países tendem a ampliar o escopo de seus portfólios de energias renováveis em meio às desafiadoras condições do mercado global. A despeito do choque no cenário internacional de geração de energia provocado por eventos de impacto transnacional, como o tsunami no Japão (seguido por um desastre nuclear) e a turbulência geopolítica no Oriente Médio e Norte da África, a crescente viabilização comercial de distintas tecnologias – como geração eólica no mar e energia solar concentrada (CSP, na sigla em inglês)– proporciona novas oportunidades para o aprimoramento desse mercado.
A China dita essa tendência e permanece no topo do ranking que compila outros nove índices. O gigante asiático está na liderança da classificação global desde o mês de agosto de 2010. Na atual edição, obteve sua pontuação recorde, na esteira de projetos de geração de energia eólica em águas marítimas rasas e, principalmente, pela divulgação do “mais verde” plano quinquenal de sua história. Este planejamento inclui a meta de geração de 11,3% de energia primária por combustíveis não fósseis até 2015.
Os EUA mantêm a segunda colocação no trimestre na medida em que as controvérsias sobre o futuro de sua política de energias limpas continuam na pauta. Projetos de energia solar em escala comercial permanecem em alta a despeito das incertezas. Contudo, empreendimentos de energia eólica foram afetados, especialmente diante da perspectiva da pressão sobre o preço do gás nos EUA.
“O quadro para as energias renováveis neste trimestre sem dúvida traz sinais dúbios”, aponta Luiz Claudio Campos, sócio da área de financiamento de projetos da Ernst & Young Terco. “Acontecimentos globais tiveram impacto expressivo na abordagem das energias renováveis, com ímpeto crescente no Japão, Oriente Médio e diversas economias em desenvolvimento. Ainda que o fenômeno tenha perdido força na Europa (como conseqüência da crise econômica), a necessidade de os países diversificarem suas matrizes energéticas e apresentarem reservas seguras indica um panorama robusto e prolongado para o mercado.”
Comparação entre países
A Índia manteve sua lenta subida no ranking, ultrapassando a Alemanha para se isolar no terceiro lugar. Isso sinaliza que os empreendedores responsáveis pelo desenvolvimento das novas tecnologias têm favorecido países com crescimento econômico mais expressivo.
A segunda metade do ranking –agora foi expandido para 35 países– revela alguns ascendentes e quatro novos entrantes. Respaldado por importantes fontes de energia solar e eólica e uma alta na demanda, o Marrocos figura em 27º.
A cadeia produtiva de energia solar e o potencial de energia eólica marítima de Taiwan são atrativos para os investidores. Por outro lado, a exploração do potencial natural de Bulgária e Chile são minados por barreiras políticas de curto prazo.
O Japão perdeu três posições no ranking em virtude de uma estratégia de curto prazo: o foco em gás natural e importação de petróleo para substituir a capacidade de geração de energia nuclear tende a minar investimentos em energias renováveis. No longo prazo, porém, o governo já sinalizou que vai promover cada vez mais energias renováveis.
“O panorama na China e em diversas outras economias em desenvolvimento prometem sustentar um crescimento ao setor como um todo, na medida em que a corrida global por diversidade energética e crescimento econômico segue em curso. Podemos estar diante de uma redução temporária do ritmo de investimento como reflexo da queda no respaldo a energias renováveis em determinados mercados. Mas a redução de custos em algumas novas tecnologias é um fator determinante para um cenário mais otimista no futuro”, conclui Ben Warren.
Enfoque setorial
As especificações por setor são distintas no trimestre. A indústria de energia solar aparenta estar se adaptando às peculiaridades financeiras atuais melhor que as de biomassa e energia eólica – com ganho de 40% desde maio de 2010 a despeito de mudanças tarifárias na Europa. Enquanto isso, os preços de ativos eólicos indicam uma retomada após queda de 20% no mesmo período.
“Está claro que o setor solar está diante de desafios e oportunidades de crescimento. É um bom momento para as empresas continuarem focadas na redução de custo, eficiência da cadeia produtiva e gerenciamento de risco e capital”, avalia Campos.
Ele acrescenta: “A partir de uma perspectiva governamental, é fundamental superar o conceito equivocado de que energias renováveis são caras demais, na medida em que verificamos contínuas reduções de custo fruto de avanços na produção, em tecnologia e na eficiência da cadeia produtiva”.
Sobre a Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco:
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No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com mais de 3.800 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes, sendo que 111 companhias são listadas na CVM (dado referente a junho de 2010) e fazem parte da carteira especial da equipe de auditoria.
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