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Release Investidores - EY - Brasil

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Investidores recuam de mercados de rápido crescimento, mas cenário é positivo a médio prazo

Londres, 15 de agosto de 2013 – A fraca recuperação do comércio e dos investimentos nos mercados de rápido crescimento manterão o cenário retraído ao longo de 2013, de acordo com o relatório trimestral da EY, Rapid-Growth Markets Forecast (RGMF). Nas últimas semanas, foi possível testemunhar uma reviravolta nos fluxos de investimentos dos mercados maduros para aqueles em rápido crescimento, conforme os investidores reavaliaram os riscos relativos à prospecção nos mercados maduros. As preocupações residem no fato de que os novos investimentos estão sofrendo e o ritmo das reformas econômicas é lento. A maioria das moedas dos países emergentes também registrou uma queda de valor nas últimas semanas.

Estes obstáculos detiveram as expectativas de crescimento de curto prazo dos emergentes. Como resultado, as previsões dão conta de uma lenta recuperação, com crescimento esperado de 4,6% em 2013, índice similar a 2012. No entanto, os principais vetores de crescimento nos mercados emergentes permanecem intactos. No médio prazo, eles crescerão a aproximadamente 6% em 2015-16, muito além das economias desenvolvidas.

Embora o crescimento mais lento do que a expectativa na China impacte certos mercados asiáticos, outros como Indonésia e Vietnã, seguem avançando, enquanto Chile e Colômbia tendem a registrar um bom desempenho na América Latina. No entanto, os países dos BRICs e Europa devem experimentar um crescimento mais moderado, por conta da recessão na Zona do Euro.

Rajiv Memani, líder do Comitê de Mercados Emergentes da EY, afirma que “Apesar de um período de confiança crescente no avanço das perspectivas para a economia global, parece que a era de turbulências e imprevisibilidade ainda não ficou para trás. No curto prazo, acreditamos que as perspectivas de crescimento para os mercados emergentes estarão retraídas, no entanto, há notícias melhores sobre o médio prazo, quando o desenvolvimento será conduzido pela expansão da classe média e o amadurecimento dos fluxos de comércio entre os países emergentes”.

Rain Newton-Smith, consultor econômico sênior do relatório Rapid-Growth Markets Forecast, diz que “Talvez a maior surpresa do primeiro semestre de 2013 tenha sido a fraca recuperação no comércio e nos investimentos, e seus impactos nos mercados emergentes. Precaução é a palavra de ordem. O crescimento esse ano será decepcionante com, acreditamos, o crescimento real adiado para 2014”.

Moedas fracas levam a ganhos de competitividade

A desvalorização persistente de uma moeda pode indicar alta inflação (com altos preços dos importados, como no caso da Índia), o que retrai a atividade econômica. Mas também torna as exportações mais competitivas e pode ser um estímulo ao avanço do comércio mundial.

O setor industrial no Brasil, por exemplo, tem lutado nos últimos anos contra questões relacionadas à competitividade, em parte causadas por um câmbio supervalorizado. No entanto, a recente depreciação do Real pode ajudar a tornar o país mais competitivo e estimular a inovação na indústria.

No México, o setor industrial, por outro lado, é muito mais competitivo. Assim, conseguiram expandir rapidamente suas exportações de produtos de alto valor agregado, como carros. Apesar de o México ter enfrentado bem a crise global em 2011 e 2012, o país tem sido afetado mais recentemente pela retração dos fluxos internacionais de comércio. 

Já a economia indiana permanece retraída e o desempenho frágil do setor industrial dão sinais de continuidade nos próximos meses. No entanto, a recente redução de tarifas pode ajudar na recuperação da atividade no segundo semestre de 2013, levando a um crescimento próximo de 7,5% em 2015-16.

Crescimento abaixo do esperado na China e os impactos nos emergentes asiáticos

Os indicadores de investimentos das maiores economias se mostraram relativamente estáveis nos últimos meses, assim como o comércio internacional. Enquanto a demanda em algumas economias desenvolvidas tem se mantido razoavelmente bem, em alguns países emergentes importantes, a demanda doméstica fraquejou. Os fluxos comerciais, particularmente na Ásia, têm sido mais fracos do que o previsto no segundo trimestre de 2013.

Com a desaceleração econômica mais grave do que o esperado, principalmente na China, há sérios impactos para outros países da Ásia e mundialmente – incluindo países mais sensíveis aos preços de commodities que atendem a demanda chinesa. O relatório RGMF reduziu as previsões de crescimento do PIB chinês para 7,5% esse ano, ante uma previsão anterior de 8% apontada no último relatório. No entanto, o padrão de crescimento está mais balanceado, com o consumo contribuindo com mais da metade de todo o crescimento da China no primeiro trimestre d e2013. Esse fator deve beneficiar países como o Vietnã, uma vez que eles podem atender a crescente demanda de consumo do país vizinho.

Se a demanda chinesa diminuir consideravelmente, ela pode impactar muitas economias, incluindo a do Brasil e Índia, onde há o risco de as reformas estruturais desacelerarem.

Juros baixos e o incremento da demanda doméstica

Baixas taxas de juros e crescimento do crédito estão impactando menos a demanda doméstica nos países emergentes, e há preocupações sobre o retorno de novos investimentos e o ritmo das reformas desacelerando.

Os investimentos nos países emergentes europeus, por exemplo, têm sido moderados nos últimos trimestres. O relatório RGMF prevê que a Rússia tenha um crescimento inferior a 3% esse ano. Na Polônia, a economia teve um bom desempenho em relação à República Checa em 2011 e primeiro semestre de 2012. O relatório RGMF espera que o PIB da República Checa retraia cerca de 1% este ano, e há sinais promissores de que os gastos dos consumidores e os investimentos estão começando a melhorar. “A perda de valor monetário e as boas condições de acesso ao crédito podem beneficiar o crescimento em muitos países emergentes ao longo desse ano. Mas, com a confiança abalada nos negócios e no consumo, a recuperação deles tende a ser mais gradual”, comenta Newton-Smith.

Investimento Estrangeiro Direto (IED) irá ajudar a sustentar o crescimento

Ao longo de 2012, pela primeira vez, o IED em economias emergentes ultrapassou aqueles nos mercados desenvolvidos. O capital está fluindo entre os países abaixo da linha do Equador.
Acesso facilitado ao crédito, fluxo consistente de IED e o crescimento do empreendedorismo estão alimentando o desenvolvimento de novos negócios e setores pelos países emergentes e ajudando a diversificar essas economias. A África, por exemplo, está atraindo mais IED, especialmente da Ásia, e não apenas por conta dos recursos naturais. O setor de serviços está se desenvolvendo rapidamente no continente, com as atividades relacionadas a finanças, mercado imobiliário e seguros representando mais de 20% do PIB da África do Sul.

Olhando adiante

“A previsão de forte crescimento e melhorias na gestão de riscos levaram a uma alta na demanda por investimentos nos países emergentes na última década. Ao mesmo tempo, o afrouxo monetário quantitativo nos Estados Unidos, Reino Unido e Japão elevaram a oferta de liquidez. Estes fluxos ajudaram a baixar as taxas de juros nos países emergentes e estimular os investimentos domésticos. Uma classe média crescente, particularmente na Ásia, e o desenvolvimento de fluxos comerciais entre os países emergentes, como a Turquia e o Oriente Médio, por exemplo, irá ajudar a sustentar o crescimento a médio prazo nos mercados emergentes ”, conclui Memani.

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