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Brics enfrentam a concorrência de novos emergentes com avanço da globalização, aponta EY

Países como México, Turquia, África do Sul e Vietnã passam a chamar cada vez mais a atenção dos investidores

São Paulo, 22 de janeiro de 2013 - Apesar do fraco crescimento em 2012 e da perspectiva de incerteza econômica em muitos mercados em 2013, a globalização ainda cresce entre as 60 maiores economias, segundo estudo Looking beyond the obvious: globalization and new opportunities for growth, da EY, que será lançado amanhã, em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial.  O relatório se baseia em duas fontes: o Globalization Index da EY, que mede as 60 principais economias do mundo no quesito globalização em relação ao PIB, e uma pesquisa sobre globalização com 750 executivos sêniores em todo o mundo, realizada no final de 2012.
 
Enquanto a maioria dos analistas acredita que o PIB mundial ficará entre 3% e 3,5% em 2013, com um aumento modesto nos anos seguintes, o índice sugere que a globalização avançará, impulsionada principalmente pela tecnologia e pelo fluxo transfronteiriço de ideias. O índice também destaca que a classificação melhorou nos últimos 12 meses para os mercados de rápido crescimento, de médio porte, como Vietnã, Malásia, Tailândia e Filipinas, assim como pequenos países europeus, incluindo Bélgica, Eslováquia e Hungria.
 
“A globalização ainda define o nosso cenário de negócios com níveis crescentes de comércio transfronteiriço de capitais e integração de trabalho. Apesar do cenário econômico altamente volátil, a tendência para uma maior integração e uma cooperação mais estreita continua a superar a ameaça do protecionismo para a maioria dos mercados”, afirma Jim Turley, presidente e CEO da EY. 
 
No entanto, os entrevistados expressam preocupação por causa do fraco crescimento combinado com a crescente concorrência global que poderiam provocar mais protecionismo nos próximos 12 meses. Os entrevistados também apontaram especificamente para o desafio de operar em algumas economias do BRIC, por causa da desaceleração do crescimento nesses países. Como resultado, quase a metade dos entrevistados espera um aumento do protecionismo nos países do BRIC, assim como um aumento nos mercados desenvolvidos. Em contraste, os entrevistados enxergam um provável declínio no protecionismo em outros pequenos mercados de crescimento rápido.
 
Crescimento de segunda divisão

 
O Globalization Index destaca que os mercados de rápido crescimento estão surgindo como destinos atraentes para os negócios globais, graças à percepção de serem mais integrados globalmente em comércio, investimento, cultura e critérios tecnológicos do que os BRICs. Estes mercados também mostram consistente crescimento econômico próximo ao dos países líderes dos BRICs. Turquia, México e Indonésia devem chegar perto da China e da Índia em crescimento do PIB, no período de 2000 a 2015. Peru, Colômbia, Venezuela, Malásia e Vietnã, assim como vários países e regiões da África, também ganham força como as regiões mais dinâmicas do mundo para investimentos. Os empresários de todas as regiões pretendem aumentar o investimento nestes mercados (82%); 4 entre 10 executivos esperam aumentá-lo em mais de 10%.
 
“As grandes empresas estão adotando uma abordagem multi-mercado. Enquanto os BRICs recebem críticas às suas estratégias, os executivos também estão olhando de perto as oportunidades em mercados emergentes fora dos BRICs, onde eles estão observando melhorias na facilidade de fazer negócios, infraestrutura, políticas governamentais e produtividade do trabalho”, diz Turley.
 
Mercados desenvolvidos continuam críticos
 
Nos próximos três anos, o número de entrevistados que espera terceirizar as funções mais operacionais para fornecedores em mercados desenvolvidos subirá para 36%. Hoje o porcentual é de 22%. O relatório também destaca como a inovação e o intercâmbio de tecnologia e ideias pode dar aos mercados desenvolvidos uma vantagem sobre os mercados de rápido crescimento. A difusão da banda larga, mídias sociais e avanços em telecomunicações é muito maior nesses mercados, permitindo-lhes manter uma cota de alta na exportação de bens e serviços. “Os EUA poderiam muito bem ser um destino de investimento surpreendentemente atraente para a próxima década, com a sua forte recuperação da produção nacional, a descoberta de novas reservas de xisto, o que aumentaria o crescimento de alta tecnologia e de exportação”, afirma John Ferraro, diretor global de Operações, da EY.
 
“A globalização evolui e muda constantemente. A tecnologia ativa e melhora o fluxo de capitais, ideias e inovação, de maneira que é cada vez mais difícil de antecipar. O desafio para as empresas é a forma de monitorar, avaliar e responder mais rapidamente e, de forma eficaz, quanto possível, a um ambiente dinâmico”, conclui Turley.
 
Zona do Euro

 
Um novo momento é esperado para os países da Zona do Euro. Com a recessão que atingiu os 17 países do bloco, o terceiro trimestre de 2012 acabou com a ilusão de que a crise estava perto do fim. Isso é o que mostra o estudo Eurozone Forecast, da EY, lançado recentemente. Segundo o relatório, 90% das empresas entrevistadas esperam que o mercado europeu seja mais desafiador nos próximos dois anos.
 
De acordo com o estudo, a Zona do Euro ainda passará por uma estagnação em 2013, antes de engrenar um crescimento de apenas 1,3% ao ano em 2014-16. O número de desempregados deve atingir a marca de 20 milhões de pessoas ainda este ano.

O risco de a Grécia sair do bloco diminuiu, especialmente pelas ações tomadas pelo Banco Central Europeu, que afastaram as especulações de uma ruptura na zona euro. Houve também avanços significativos feitos por economias periféricas, como Irlanda e Espanha, por exemplo, que conseguiram um grande aumento de produtividade, ajudando a inverter as tendências negativas de competitividade.
 
Sobre a EY 
 
A EY é líder global em serviços de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Consultoria. Em todo o mundo, nossos 152 mil colaboradores estão unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. Nosso diferencial consiste em ajudar nossos colaboradores, clientes e as comunidades com as quais interagimos a atingir todo o seu potencial, em um mundo cada vez mais integrado e competitivo.
 
No Brasil, a EY é a mais completa empresa de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Consultoria, com 4.900 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande portes.
 
Em 2012, a EY tornou-se Apoiadora Oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016TM e fornecedora exclusiva de serviços de Consultoria para o Comitê Organizador. O alinhamento dos valores do Movimento Olímpico e da EY foi decisivo nessa iniciativa.
 
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