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Release mineracao - EY - Brasil

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Alocação de capital é o grande desafio para o crescimento das mineradoras, aponta EY

Estudo da multinacional de consultoria e auditoria identifica os dez maiores riscos de negócios para o setor de mineração e metais

Belo Horizonte, 23 de agosto de 2013 – A alocação adequada do capital foi alçada da oitava posição em 2012 para o topo da lista dentre os dez principais riscos para as mineradoras e siderúrgicas em todo o mundo neste ano, segundo o relatório anual Business risks facing mining and metals 2013-2014 da EY (antiga Ernst & Young).

Para o líder de Mineração e Metais da EY, Carlos Assis, esses desafios ameaçam não apenas as perspectivas de crescimento no longo prazo das grandes mineradoras, mas também a sobrevivência das pequenas empresas com problemas de caixa.

Os empresários consultados pela EY consideram que a proteção de margem de lucratividade e a melhora da produtividade é o segundo maior risco para o setor. No ano passado, essa questão constava na quarta posição da lista. Já a ameaça de substitutos aparece pela primeira vez no ranking, na décima posição. “Nesse momento, a prioridade é gerenciar as expectativas de diversos públicos de interesse, preservando ao máximo os retornos. Esses resultados contrastam com os de 12 a 18 meses atrás, quando a produção acelerada ainda era a pauta principal e a limitação da capacidade definia as preocupações de negócios”, diz Assis.

Para as mineradoras de grande porte, o rápido declínio no preço das commodities em 2012, a elevação acelerada do custo e a queda no retorno criou um desequilíbrio entre as perspectivas de investimento de longo prazo das mineradoras e a expectativa de retorno de curto prazo dos acionistas sedentos por resultados que recém ingressaram no setor. “Devido aos anos de alto crescimento de receita e de valorização do capital, um grupo diferente de investidores foi atraído à mineração. Eles têm horizontes de investimento de curto prazo e não se sentem confortáveis com o cenário de desenvolvimento e retorno de longo prazo e normalmente anticíclico do setor”, afirma Assis.

“Existe a possibilidade de outro período de baixo investimento, gerando volatilidade de preço no futuro. Há ainda um grande risco das decisões tomadas hoje por mineradoras e siderúrgicas prejudicarem suas perspectivas de crescimento, arruinando o valor do acionista no longo prazo”.

Os “dilemas de capital” afetam ainda mais as mineradoras de pequeno e médio porte. Essas empresas ficaram expostas ao equilíbrio frágil entre a sede dos investidores e a baixa tolerância ao risco. A situação se agrava ao avaliar a posição de caixa e de capital do giro dessas empresas de menor porte do setor. Empresas com valor de mercado inferior a US$ 2 milhões - cerca de 20% das mineradoras listadas nas principais bolsas de valores – possuem em média menos de US$ 1 milhão em caixa em seu balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2012.

Proteção de margem e melhoria da produtividade é essencial

Uma década de preços elevados camuflou o impacto da alta acelerada dos custos, da queda da produtividade e da má gestão de capital no setor. O enfraquecimento dos preços das commodities em 2012, o legado da fase de “crescimento a qualquer custo” do superciclo, e o aumento dos custos criaram uma "tempestade perfeita", que estreitou as margens e diminuiu a lucratividade.  Como resultado, a proteção de margem e a melhora da produtividade saltaram para o segundo lugar no ranking de riscos. “A produtividade do setor está em declínio por quase uma década. O foco agora é a otimização da produtividade, por meio do uso mais criterioso da mão de obra e de equipamentos” – comenta Assis.

A nacionalização de recursos continua a ser difundido

A nacionalização de recursos continua a ser uma questão crítica para as empresas do setor. Impostos e royalties cada vez mais altos, a posse pelo governo e as restrições às exportações continuam a se propagar por todo o globo.

“Na medida em que a nacionalização de recursos tornava-se cada vez mais endêmica, as mineradoras e siderúrgicas aperfeiçoaram a gestão deste risco. Há sinais de que a retração nos investimentos por empresas do setor pode obrigar os governos a adotarem uma abordagem mais cautelosa, mas o setor deve continuar a interagir com os governos para fomentar um melhor entendimento sobre o valor que um projeto proporciona ao governo, país e comunidade."

Ameaça de substitutos

A expansão do gás xisto nos Estados Unidos e a substituição do carvão pelo gás na América do Norte ressaltam a ameaça da substituição para empresas que produzem uma única commodity, ou para empresas em que uma commodity domina o mix de produtos.

Outros exemplos dessa ameaça incluem: alumínio em lugar do aço; paládio em vez de platina; alumínio, plástico, fibra ótica ou aço e grafeno no lugar do cobre, e o ferro gusa substituindo o níquel puro.

A primeira indicação da existência de uma ameaça pode ser vista em fatores como: mudanças regulatórias; custo das commodities ou problemas de suprimento; produtos com margens de lucro baixas e menor dependência na qualidade e desempenho; preocupações ambientais e avanços tecnológicos.

“Uma vez iniciada, a substituição é potencialmente irreversível, pois pode causar mudanças estruturais nos hábitos dos consumidores”.

Os 10 maiores riscos de negócios globais para o setor de mineração e metais em 2013:

1.   Dilema de capital – alocação e acesso (8º em 2012)
2.   Proteção de margens e melhora de produtividade (4º em 2012)
3.   Nacionalização de recursos (1)
4.   Licença social para operar (6)
5.   Escassez de talentos (2)
6.   Volatilidade de preços e câmbio (7)
7.   Execução de investimentos (5)
8.   Partilha de benefícios (9)
9.   Acesso à infraestrutura (3)
10. Ameaça de substitutos (new)

Sobre a EY

EY é líder global em serviços de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Consultoria, comprometida em fazer sua parte para construir um mundo de negócios melhor. Os insights e os serviços de qualidade prestados ajudam a criar confiança nos mercados de capital e nas economias do mundo. A empresa desenvolve líderes excepcionais que inspiram suas equipes a entregar excelência a todos seus stakeholders. Dessa forma, a companhia desempenha um papel fundamental na construção de um mundo de negócios melhor para seus profissionais, clientes e comunidades.

A EY refere-se a uma ou mais empresas-membro da Ernst & Young Global Limited (EYG), organização privada constituída no Reino Unido, limitada por garantia e que não presta serviços a clientes.

Mais informações em www.ey.com.br

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