Operações em mercados emergentes
Negócios com emergentes ganham destaque na agenda de companhias globaisSetores como telecomunicações, consumo, transporte, energia e infraestrutura são alvos em potencial para transações nos próximos anos. No ambiente global, o otimismo também cresce. Pesquisa global da Ernst & Young aponta que 57% das companhias multinacionais afirmam que podem ou devem adquirir outras empresas em 2010, quase o dobro dos 33% que afirmavam o mesmo há seis meses. Além disso, 47% esperam que as ações se concretizem em seis meses, ante 25% com a mesma expectativa no fim do ano passado.
No segmento middle-market, as empresas estão tendo mais acesso ao crédito, o que garante a elas musculatura para realizar investimentos e toda uma gama de transações corporativas. No primeiro semestre de 2010, os financiamentos do BNDES para pequenas e médias empresas representaram 36,2% do total.
Nesse sentido, nota-se que transações com os mercados emergentes representam desafios consideráveis para executivos de companhias globais. A Ernst & Young Terco auxilia seus clientes a identificar os fatores de sucesso em cada fase do ciclo da transação.
Por exemplo, na etapa de análise estratégica, o fundamental é a clareza dos objetivos. Um erro comum é as equipes não alinharem as estratégias com a tática. Já no momento da análise da oportunidade, o conhecimento local é essencial para enfrentar os principais desafios comerciais existentes em mercados emergentes.
No desenvolvimento da transação, a etapa seguinte, o desconhecimento pode virar prejuízo. Informações incompletas significam que uma auditoria redobrada é essencial. Na fase de negociação e execução, o “melhor” negócio é o negócio mais viável. Investidores de sucesso são sensíveis à diversidade cultural, mesmo no caso de culturas pouco conhecidas.
Por fim, a eficiência da transação depende dos acertos no começo. Sem uma equipe de integração dedicada, as sinergias do plano de negócio provavelmente não serão obtidas. Equipes de negociação modernas praticam o que chamamos de “os cinco As” para obter sucesso em transações em mercados emergentes: Alinhamento do objetivo, Aliança, Apreensão, Adaptabilidade e Aplicação das experiências aprendidas.