A Internet das Coisas: os riscos de uma revolução

A crescente interconectividade da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) gera novas possibilidades de inovação e envolvimento do consumidor — mas a que custo para sua segurança de dados?

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O crime cibernético aumenta a cada ano. Todos os dias, empresas são atacadas por hackers que, na maioria dos casos, tentam roubar dados. Para ladrões de identidade, quanto mais informações pessoais puderem descobrir sobre uma pessoa, mais dinheiro ganharão no mercado negro.

A hiperconectividade de hoje facilita o acesso a esse tipo de informação e seu compartilhamento. E, na medida em que objetos físicos contendo tecnologia de compartilhamento de informações se tornam cada vez mais presentes, a vulnerabilidade das empresas a ataques cibernéticos só aumenta.

A revolução da Internet das Coisas

A IoT está mudando o modo como interagimos com objetos e serviços. Por exemplo, motoristas informam um acidente por meio de câmeras de painel, pacientes  monitoram sua própria saúde e empresas controlam a segurança de suas instalações.

Os aplicativos de smartphone agora permitem controlar remotamente os sistemas de aquecimento, segurança e entretenimento da casa, enquanto os amantes de fitness  podem customizar seus calçados com sensores de  movimento em tênis com cadarço que se amarra sozinho.

Para o futuro, os especialistas em tecnologia preveem um mundo com carros autônomos, cidades que usam big data para um planejamento urbano mais eficaz e ágil e um aumento na fabricação mais barata e rápida de sensores e circuitos necessários para a IoT (em razão de uma maior viabilidade comercial de impressoras 3D).

Para as organizações, a abundância de dados da IoT oferece uma oportunidade de melhorar as experiências do consumidor e aumentar seu envolvimento.

 Objetos inteligentes como armas inteligentes?

Os ladrões de identidade podem ser apenas a ponta do iceberg. Outras preocupações sobre segurança específicas da IoT incluem o controle de objetos inteligentes por criminosos e o uso indevido de suas funções físicas  — uma perspectiva alarmante quando falamos de carros autônomos, por exemplo.

A privacidade e a proteção de dados também podem ser impactadas, já que os dispositivos da IoT potencialmente tornam o monitoramento de empresas ou pessoas — seja legítimo ou clandestino —  muito mais fácil.

A computação em nuvem oferece uma plataforma para o amadurecimento da IoT, com a maior parte dos dados armazenada em serviços desse tipo. No entanto, as normas de segurança dos prestadores de serviços em nuvem podem não ser suficientes.

Três perguntas a serem feitas à sua equipe de segurança da informação

Embora a IoT seja conveniente aos consumidores e forneça às empresas uma vasta quantidade de dados sobre seus hábitos, isso também significa que tais empresas precisam aumentar o escopo de sua gestão de riscos a fim de incluir todos os dispositivos conectados. Esses dispositivos que interagem com seus produtos devem ter uma segurança embutida robusta.

Nosso relatório sobre Segurança Cibernética e Internet das Coisas (em inglês) identificou algumas perguntas-chave que toda organização deve fazer sobre sua resiliência cibernética:

  • Quais medidas são tomadas para se defender de um ataque cibernético ou roubo de dados com informações passando pela IoT?
  • Há alguma equipe de resposta a incidentes para garantir que suas metas continuem a ser atingidas no caso de um ataque cibernético?
  • Há organizações — principalmente fornecedores — que operam em total conformidade com suas políticas de proteção de dados?
     

Na era dos dados conectados, ter uma segurança cibernética robusta é mais crucial do que nunca.