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O preparo para o líder de 2028 em 2018

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Estar preparado para liderar as novas gerações agora e daqui a dez anos, e distinguir quais competências para liderar em um mundo completamente desconhecido, são alguns dos desafios dos líderes atuais.

As perspectivas para o mercado de trabalho em 2025 revelam que 75% da força de trabalho será constituída pela geração dos millennials. A previsão é que ainda em 2018, 60% das posições de liderança serão preenchidas pela Geração Y.

É possível que se sintam-se preparados para lidar com jovens de 24 anos em 2018. Mas e em 2028? Os jovens talentos do futuro provavelmente serão muito diferentes dos atuais. O perfil de liderança mudará com o tempo? E para qual direção? Estas e outras perguntas terão que ser respondidas agora.

Não temos dez anos para nos preparar como bons líderes. E é nesse cenário que devemos refletir se estamos preparados para um futuro de muitas incertezas e inovações, além é das demais diversidades que também podem surgir e serão desafiadoras.

Tentar adivinhar os próximos cenários pode ser um exercício de futurologia em vão. Deste modo como saber quais serão as competências necessárias? Ou como desenvolver a liderança?

Devemos nos desenvolver para diferentes cenários e para isso, a adaptabilidade e um aprendizado ágil são duas das competências-chave essenciais para trabalhar em possíveis cenários.

Mudanças sempre ocorreram no mundo, a principal diferença de hoje é a velocidade com que elas acontecem. É muito comum ouvirmos que profissionais seniores são mais resistentes que os jovens. Ao mesmo tempo, percebo diariamente profissionais seniores com baixa resistência a inovação e jovens com alta resistência a mudanças.

Desta forma, a competência de adaptabilidade é essencial, pois independente do possa acontecer no futuro precisamos nos manter atualizados e preparados para todas e possíveis mudanças.

Ao mesmo tempo, não adianta acharmos que estamos seguros por dominar determinado conhecimento, pois ele pode não ter mais sentido em pouco tempo. Nos próximos anos, teremos novas formas de contratação, da intermitente até mesmo nas startups uma nova forma de aquisição de competências (gig economy).

Questões sobre como desenvolveremos estas pessoas que ficarão períodos curtos nas empresas, como faremos com que elas acreditem na cultura das nossas organizações, e, como nós as remuneraremos são desafiadoras.

Todo esse aprendizado reforça a importância da competência de Aprendizagem Ágil, segunda habilidade vital dos atuais e futuros líderes.

Não é necessário se ater a uma lista de características pessoais para se considerar um líder, neste caso, o primeiro pensamento seria: preciso ser um super-herói. O que precisamos fazer é procurar estar em constante desenvolvimento e abertos ao aprendizado. A melhor pergunta, neste caso, talvez seja: teremos líderes nas empresas do futuro atuando da mesma forma como fazem hoje?

Pense nisto.
 

armando_eyu
Armando Lourenzo. Doutor em Administração e Mestre em Recursos Humanos pela FEA/USP. Presidente do Instituto EY (Ernst & Young).
Diretor da EY University. Professor e autor de artigos e livros na área de negócios. Palestrante em eventos nacionais e internacionais.