18 promessas para 2018: resoluções digitais para líderes empresariais

A nossa previsão certa para o Ano Novo: 2018 verá mais disrupção. Essas resoluções digitais lhe ajudarão a estar um passo à frente

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Quer fazer de 2018 o ano em que você vai encarar a disrupção e realmente se colocar à frente das transformações que continuam a impactar todos os setores? Dentro do espírito de ver o Ano Novo como um momento de começar a fazer mudanças, aqui estão 18 maneiras pelas quais as empresas podem se preparar para tirar proveito das oportunidades e encarar os desafios da disrupção em 2018, e transformarem-se, passando de empresas lagartas para negócios borboleta.

 


 
Capítulo 01

A sua missão digital, caso decida aceitá-la.
 

Resolução 1: incutir um senso de urgência

Sim, a palavra disrupção, provavelmente, é usada excessivamente, o que pode explicar por que alguns executivos podem tapar os ouvidos cada vez que ela aparece. Isso é um erro, pois o potencial de causar ou sofrer disrupção é um perigo real e imediato para empresas em todos os setores, e em todas as partes do mundo. Mudanças que podem causar disrupção ao seu negócio estão acontecendo agora. Por isso, é preciso incutir uma mentalidade organizacional que lhe ajude a detectá-las e a reagir a elas. Os negócios que sofrem disrupção são aqueles que deixam de agir. Por isso, não deixe para fazer isso mais tarde.


Resolução 2: aceite uma mentalidade de dualidade

É claro que as empresas precisam continuar operando de maneira eficaz aqui e agora, ao mesmo tempo em que mantêm um olho em direção ao futuro. E não causa surpresa o fato de que tantas empresas estejam focadas no uso do mundo digital, para otimizar, em vez de transformar, seus negócios. Em 2018, as lideranças digitais precisarão fazer os dois — simultaneamente — e fazer de 2018 o ano da coexistência pacífica entre a otimização e a transformação.


Resolução 3: estabeleça um propósito geral, a fim de acertar o rumo

Caso uma organização esteja procurando se engajar num programa de inovação e transformação radicais, ela precisa saber para onde está indo. Para saber disso, você precisa criar um senso compartilhado de propósito, para focar os seus esforços e alinhar as partes interessadas e parceiros, a fim de atender às mudanças nas necessidades do cliente. E isso está apoiado numa pesquisa da EY junto a executivos, segundo a qual 84% dos entrevistados disseram que um propósito compartilhado melhorou a capacidade da empresa de transformar.


Resolução 4: olhe de ponta a ponta

A inovação verdadeiramente disruptiva não se limita a pequenas melhorias. Ela leva em conta toda a experiência do usuário final e serve para melhorar essa experiência, e não apenas partes dela. A inovação pode ser um produto ou um modelo de negócios. Qualquer que seja ela, deve ser impulsionada por uma visão holística que leve em conta suas dependências e efeitos colaterais. Da retaguarda à linha de frente, passando pelo meio de campo, todas as partes de um negócio precisam estar envolvidas no processo de transformação.
 

Resolução 5: promova uma cultura do “sim”

A inovação diz respeito a se abrir e explorar novas possibilidades, e a melhor maneira de fazer isso é criar uma cultura onde as pessoas digam “sim” a novas ideias. E as empresas não devem simplesmente relegar projetos fracassados à lata de lixo, mas explorar o que funcionou e usar isso para construir o sucesso futuro.


Resolução 6: reavalie o seu modelo de negócios

Com o ritmo atual da mudança tecnológica, só porque os modelos de negócios da atualidade funcionaram por anos, ou mesmo décadas, isso não quer dizer que eles continuarão funcionando daqui a um ano. Há sinais de que o seu setor está convergindo com outro? Em quais partes da cadeia de valor esses recém-chegados estão ingressando? O seu negócio principal ainda é o seu principal motor de crescimento? Quais atividades periféricas têm o maior potencial de preencher esse espaço? Faça a pergunta apresentada pela Resolução 16 e responda-a com honestidade. Em seguida, volte à Resolução 1.


Capítulo 02

Progresso movido pelas pessoas

Resolução 7: seja obcecado em relação aos clientes

Os maiores disruptores da atualidade não se tornaram o que são por aguardarem que os clientes viessem até eles. Eles colocaram a experiência do cliente no centro de sua oferta de produtos e serviços. Em 2018, qualquer empresa que queira sobreviver precisa fazer o mesmo. Buscar entender de verdade os trabalhos que os seus clientes estão tentando fazer e descobrir maneiras de ajudá-los a fazê-los melhor. Numa época em que a fidelidade à marca está desaparecendo devido ao aumento das escolhas e da concorrência, aqueles que são obcecados a respeito de seus clientes vencerão.


Resolução 8: contrate pensando em fomentar a diversidade cognitiva

Como um negócio espera buscar, adaptar-se e reagir à disrupção, se as mesmas cabeças ficam martelando as mesmas ideias ultrapassadas? Contratar talentos com formações e experiências diversas é fundamental para dar um novo vigor para o negócio. A EY constatou que empresas com diretorias formadas por pelo menos 30% de mulheres superam a concorrência em 6%. Mas diversidade também significa contrapor diferentes conjuntos de habilidades, por exemplo, pessoas criativas, tecnólogos e ciberespecialistas, para gerar novas perspectivas.


Resolução 9: certifique-se de que o CEO tome a frente da agenda da disrupção

Um estudo recente da EY classificou empresas como lagartas, crisálidas ou borboletas, de acordo com seu grau de disposição de aceitar a disrupção e a inovação. Nas empresas borboletas mais prontas para a inovação, os CEOs estavam mais preparados para conduzir a agenda da inovação, definindo padrões de liderança e visão a serem seguidos pelo resto da empresa.


Resolução 10: transforme o C-level no D-level

Se o CEO deve tomar a frente da agenda da disrupção, cabe aos diretores (C-level) marchar em sintonia. Para trazer transformação de verdade, o mundo digital deve estar realmente internalizado nas atividades diárias da organização. Não basta simplesmente que ele exista como uma opção adicional ou como algo necessário para melhorar a eficiência operacional. A diretoria precisa liderar essa iniciativa.


Resolução 11: engaje-se com os investidores

Muitas vezes, as lideranças empresariais sentem que os investidores querem que elas busquem segurança, mas o oposto pode ser verdadeiro. Uma pesquisa recente da EY descobriu que 67% dos investidores querem que as empresas sigam em frente com projetos inovadores potencialmente disruptivos — mesmo que eles sejam arriscados e possam não oferecer retornos no curto prazo. Engajar-se com essas partes, para explicar a sua agenda de inovação, pode ajudar a promover a confiança e a segurança nas estratégias de crescimento de longo prazo.


Resolução 12: permita uma autosseleção dos seus campeões da mudança

Mesmo quando os CEOs conseguem definir metas, estratégias e o propósito de longo prazo, pode ser difícil comunicá-los dentro de uma organização. Muitas vezes, as empresas confiam demais na estratégia de identificar pessoas na “média gerência”, para tentar conseguir sua cooperação. Atualmente, as lideranças digitais permitem que todos os níveis da organização participem, e façam uma autosseleção. Ofereça recursos para os pioneiros e entusiastas e veja-os seguir adiante. 


Capítulo 03

Estruturação para o sucesso

Resolução 13: busque métricas de inovação baseadas nos resultados

Em vez de amarrar as suas métricas de inovação ao processo de preparação do orçamento anual, concentre o foco nos resultados — e não nos cronogramas. Esteja você experimentando um novo produto, serviço ou modelo operacional de negócios, pense mais no resultado que deseja alcançar e menos no tempo que vai levar até você chegar lá. Você quer ver um resultado que prove que um produto ou serviço está funcionando, ou que existe demanda para ele. Assim, é possível interromper um projeto rapidamente, ou oferecer financiamento adicional.


Resolução 14: tome decisões mais rapidamente

Entender quais resultados você quer obter é uma coisa, mas você também precisa escolher as suas batalhas. Para ficar no topo de tendências que mudam rapidamente nas áreas de negócios, política e tecnologia, as organizações precisam adotar uma mentalidade de start-up, de testar e aprender com os erros, e mudar rapidamente a orientação em direção a novas abordagens. É melhor fracassar rápido e virar a página.


Resolução 15: evite o teatro da inovação

Então você montou um escritório aberto, fez uma turnê pelo Vale do Silício e instituiu uma equipe de inovação. E agora? O “teatro da inovação” diz respeito a criar iniciativas de alta visibilidade sem torná-las parte de uma estratégia abrangente de inovação englobando toda a empresa. Não participe dessa peça.


Resolução 16: responda à pergunta - “Quais partes do meu negócio já estão mortas?”

Não é nada fácil para as empresas abrir mão e deixar para trás seus fracassos, especialmente partes do negócio com longa história. Mas aprender a identificar e excluir os fracassos é fundamental para liberar recursos e aceitar a inovação e a disrupção conforme elas surjam.


Resolução 17: conecte as equipes de inovação de volta ao negócio

Menos da metade dos CEOs investiu no estabelecimento de uma equipe específica para monitorar tendências externas potencialmente disruptivas. É preciso que as empresas não apenas criem essas equipes, mas também se certifiquem de que elas não operem na periferia do negócio principal. Conectividade em todo o negócio é fundamental para aumentar a escala de produtos e serviços, e perceber seu verdadeiro potencial.


Resolução 18: procure por parcerias multissetoriais

Organizações já estabelecidas podem ver além dos limites de seu próprio setor e buscar oportunidades para trabalhar em equipe com parceiros potenciais e descobrir novas abordagens tecnológicas e modelos de negócios que possam ajudá-los a melhor atender às necessidades de seus clientes. Parcerias, especialmente aquelas que transcendam setores, podem reunir diversos conjuntos de especialização e abrir as portas para oportunidades e valores previamente ocultos.


Conclusão

Estar à altura das demandas da disrupção será um desafio profissional definitivo para muitas lideranças empresariais. Aqueles que abraçarem de maneira efetiva a dualidade do inovador, de otimizar negócios existentes enquanto identificam novas oportunidades revolucionárias, serão aqueles que irão prosperar na Era da Transformação, para alcançar o sucesso de longo prazo.


Por

Laurence Buchanan
Líder de Serviços Digitais da Área de Consultoria para a região da EMEIA, EY

Woody Driggs
Líder de Serviços Digitais da Área de Consultoria para as Américas, EY

Tony Qui
Líder Global de Serviços de Transações Corporativas Operacionais & Diretor de Informações Digitais