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Economia do Mar em Portugal

A EY – AM&A lançou um estudo sobre a Economia do Mar em Portugal. Fique a saber as principais conclusões aqui

Economia do Mar

A Economia do Mar tem vindo a ganhar uma importância crescente ao longo das últimas décadas e deverá continuar a manter ou até reforçar essa importância no futuro, dada a crescente necessidade de recursos no globo para responder ao aumento da população mundial e ao aumento do seu nível de vida (lado da procura), bem como à evolução que está a ocorrer ao nível da capacidade tecnológica, económica e logística para explorar esta derradeira fronteira do planeta (lado da oferta).

O contexto internacional favorável tem incentivado o desenvolvimento de importantes projetos e investimentos em Portugal relacionados com o mar

Portugal detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) do mundo e possui uma localização geoestratégica privilegiada

Existem em Portugal universidades e centros de investigação com forte capacidade para potenciar a I&D e a inovação em diversas atividades da Economia do Mar

As dinâmicas recentes da atividade dos portos marítimos, criam condições para uma aposta segura no aproveitamento do crescimento rápido do transporte marítimo de mercadorias

A renovação dos terminais de cruzeiros em Lisboa e no Porto e o aumento do número de turistas de cruzeiros materializam, igualmente, fatores relevantes para Portugal se afirmar cada vez mais neste segmento do turismo.

As características e equipamentos existentes no país para a náutica de recreio oferecem condições excelentes para potenciar esta atividade, que apresenta uma tendência de crescimento em toda a Europa.

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Economia do mar no contexto mundial, europeu e nacional

A Economia do Mar, segundo o estudo “The Ocean Economy in 2030” da OCDE, responde anualmente por cerca de 2,5% do PIB mundial e por cerca de 1%-1,5% do emprego mundial.

Os cenários mais conservadores apontam para a duplicação do VAB global da Economia do Mar entre 2010 e 2030, com algumas das suas atividades em forte ascensão.

Distribuição do Valor Acrescentado Bruto e do Emprego da Economia do Mar a nível mundial pelas suas principais componentes | 2030
EY - Distribuição do Valor Acrescentado Bruto e do Emprego da Economia do Mar a nível mundial pelas suas principais componentes | 2030

A distribuição geográfica mundial da Economia do Mar – estimativas mais recentes

Distribuição geográfica do VAB de algumas das principais atividades da economia do mar | 2030

Offshore Oil & Gas
EY - Distribuição geográfica do VAB (em milhares de milhão de dólares) de algumas das principais atividades da economia do mar | 2010 - Offshore Oil & Gas
Turismo Costeiro e Marítimo
EY - Distribuição geográfica do VAB (em milhares de milhão de dólares) de algumas das principais atividades da economia do mar | 2010 - Turismo Costeiro e Marítimo
Atividade Portuária
EY - Distribuição geográfica do VAB (em milhares de milhão de dólares) de algumas das principais atividades da economia do mar | 2010 - Atividade Portuária
  • A Economia do Mar é bastante diversa e tem um peso económico a nível global muito significativo.
  • No globo, a Economia do Mar é marcada pelo peso da Europa e da Ásia. No caso da Europa, destaca-se também a sua aposta em atividades emergentes.
  • Segundo os dados disponíveis mais recentes, a Economia do Mar responde por 3,1% do VAB e 3,8% do emprego nacional, tendo vindo a demonstrar uma dinâmica de resiliência e de crescimento acima da média nacional.
Quota de mercado europeia de algumas das principais atividades da economia do mar | 2030

EY - Valor Acrescentado Bruto (em milhares de milhão de dólares) de algumas das principais atividades da economia do mar na Europa e respetiva quota mundial | 2010

Drivers e trends da economia do mar

O mar é um elemento determinante nas dinâmicas económicas. Dada a sua dimensão e abrangência, existe um conjunto alargado de fatores influenciadores que determinam os drivers e trends das economias que nele e dele se desenvolvem.

Numa visão alargada, sobressaem os seguintes oito determinantes-chave:

Densidade demográfica

A crescente urbanização e a intensificação da povoação costeira exercem uma pressão crescente na saúde dos oceanos e no estado dos seus recursos.

Oferta de alimentos

A procura por maiores quantidades e variedades de alimentos irá intensificar-se no futuro, tendo os oceanos um papel determinante no suplemento dos alimentos provenientes da agricultura.

Desenvolvimentos tecnológicos

Prevêem-se avanços e disrupções tecnológicas com impactos transversais às atividades relacionadas com a Economia do Mar.

Interação oceano-atmosfera e alterações climáticas

As alterações climáticas têm repercussões sérias nas operações de pesca e aquicultura, na indústria offshore de petróleo e de gás, nas comunidades costeiras vulneráveis de baixa altitude, nas companhias de navegação, no turismo costeiro e marinho e na bioprospecção marinha para fins médicos e industriais.

Energia e transição para os sistemas sustentáveis

Esperam-se incrementos relevantes ao nível da produção de energia eólica offshore como da energia oceânica e desenvolvimento de biofuel baseado na aquicultura de algas marinhas.

Evolução económica global

O crescimento do PIB nas próximas décadas motivará um impulso substancial num conjunto alargado de indústrias da Economia do Mar entre as quais as associadas ao comércio internacional, ao turismo costeiro e às pescas.

Intensificação do conhecimento cientifico dos ecossistemas oceânicos e fundos marinhos

Desenvolvimento de tecnologia incremental na economia oceânica (e.g. materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia, sistemas autónomos), de inovações disruptivas combinando várias tecnologias (e.g. mapeamento do solo oceânico, rastreabilidade), sinergias intersectoriais de tecnologia com elevado potencial, plataformas multiusos indutoras de integração de sistemas na mesma infraestrutura oceânica de diferentes tecnologias e conhecimento.

Desenvolvimentos geopolíticos e segurança marítima

As tensões políticas internacionais e os conflitos armados tendem a negligenciar as questões da sustentabilidade dos oceanos. A fragmentação de poder no mundo dificulta a obtenção de consensos a nível global e regional em questões determinantes para o ambiente e para as indústrias relacionadas com o mar.

Políticas de gestão e regulação da economia do mar

A Política Marítima Integrada da UE integra as chamadas políticas do setor marítimo (energia, mudanças climáticas, proteção ambiental e conservação, pesquisa e inovação, competitividade e criação de emprego, comércio internacional, transporte e logística) e estabelece cinco políticas transversais, incluindo:

I.   O crescimento azul
II.  O conhecimento e dados sobre o meio marinho
III. O ordenamento do espaço marítimo
IV. A vigilância marítima integrada
V.  As estratégias para as bacias marítimas

Ao nível nacional, merece referência a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 (ENM), definida pela resolução do Conselho de Ministros n.º 12/2014 que pretende assumir o Mar como um desígnio nacional e que se consubstancia num plano de ação – o Plano Mar-Portugal (PMP) – cujo horizonte temporal foi fixado para o período 2013-2020.

Desafios que deveriam ser aprofundados para uma melhor Política Marítima Integrada:

  1. aprofundar o modelo de desenvolvimento assente no conhecimento azul e na proteção dos ecossistemas marinhos numa logica de desenvolvimento macrorregional;
  2. Articular a politica de desenvolvimento macrorregional com o quadro financeiro para que todos os fundos europeus possam ter uma maior expressão marítima;
  3. Fomentar o enraizamento de uma cultura de baixo carbono e da economia circular em todas as atividades da economia do mar;
  4. Apostar na identidade e cultura marítima do atlântico e que se cruze com outras áreas governativas;
  5. Promover um modelo de cooperação em torno dos objetivos comuns como os da Agenda 2030 para o Mar das Nações Unidas.

Prioridades do governo português:

  1. A implementação de uma “estratégia industrial para as energias renováveis oceânicas “;
  2. A criação de um Centro de Observação Oceânica (Observatório do Atlântico) nos Açores;
  3. O fortalecimento de redes de I&D e da transferência de conhecimento e tecnologia marinha e marítima entre academia e empresas;
  4. A qualificação dos RH em atividades relacionadas com a pesca, marinha mercante e atividades com elevada exigência cientifica e de gestão;
  5. A correta comunicação e divulgação junto dos jovens e do público em geral para os projetos que têm sido apoiados no âmbito do Horizonte 2020, quer nas áreas de I&D quer na indústria, com o intuito de valorizar o que melhor se faz em Portugal e eventualmente captar o interesse de mais pessoas para a Economia do Mar.

Fonte: Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e Governo Português

O estudo “The Ocean Economy in 2030” da OCDE anteriormente citado apresenta as grandes possibilidades de evolução para a Economia do Mar no médio e longo prazo.

As perspetivas mais conservadoras apontam para um crescimento da Economia do Mar que acompanha a evolução da economia como um todo. No entanto, dado o seu elevado potencial geral, a crescente importância das suas atividades, a evolução científica e tecnológica assim como o desenvolvimento de novas atividades emergentes, a Economia do Mar deverá continuar a ganhar um crescente protagonismo ao longo das próximas décadas.

Projeção de evolução do valor acrescentado bruto das principais atividades da economia do mar no cenário business as usual | 2010-2030

EY - Projeção de evolução do valor acrescentado bruto das principais atividades da economia do mar no cenário business as usual | 2010-2030

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Fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado

A fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado tem uma base histórica muito significativa em Portugal.

Grandes números da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado | 2017

4.964 Empresas

20.257 Pessoal ao serviço

1.794 m€ Volume de negócios

404 m€ Valor acrescentado bruto

94 m€ Investimento (FBCF)

Dinâmica recente da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado medida pelo valor acrescentado bruto | 2009-2017
EY - Dinâmica recente da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado medida pelo valor acrescentado bruto | 2009-2017
Dinâmica recente por elo da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado | 2009-2017

EY - Dinâmica recente por elo da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado | 2009-2017 - Pesca

Pesca

Recorrendo às estatísticas oficiais do desembarque de pescado, é possível ter uma primeira ideia dos principais países europeus na atividade piscatória.

São eles a Noruega, a Islândia, a Espanha, a Itália, o Reino Unido e a França.

Verifica-se entre eles alguma variabilidade ao nível da intensidade da geração de valor (€/ton).

EY - Dinâmica recente por elo da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado | 2009-2017 - Aquicultura

Aquicultura

Os principais países com atividade neste elo da fileira são os mesmos identificados para a pesca, com a notória exceção da Grécia, que se afigura como um caso assinalável nesta atividade.

A Noruega, por si, produz mais em valor e quantidade do que a UE28 como um todo.

Portugal, apresenta uma produção muito reduzida no contexto da UE28, mas com valor unitário excecionalmente elevado.

EY - Dinâmica recente por elo da fileira da pesca, aquicultura e indústria do pescado | 2009-2016 - Pesca e Aquicultura

Pesca e Aquicultura

Analisando a pesca e a aquicultura como um todo, é possível posicionar Portugal no cômputo da UE28, surgindo o nosso país em 8.º lugar, com uma quota de cerca de 3,9% do VAB total.

Estas atividades apresentam um elevado grau de concentração geográfica, com os 5 principais países a responderem por 68,5% do VAB comunitário.

Desafios e perspetivas em Portugal
  • Definição, segmentação e exploração de áreas de potencial aquícola em paralelo com a definição das áreas ambientalmente protegidas (para que se crie um sistema económico sustentável);
  • Definição e implementação de um novo modelo de comercialização do pescado, designadamente através da aposta no controlo de origem como instrumento de qualidade e valorização da produção (criação de “regiões piscícolas demarcadas”);
  • Reconfiguração, consolidação e valorização da indústria transformadora de pescado, pelo desenvolvimento de prestígio internacional e estabelecimento de joint-ventures com agentes internacionais que facilitem o esforço de consolidação dos atores nas suas várias componentes.

Em suma, é necessário valorizar, capacitar e modernizar a frota pesqueira, bem como investir na criação de novas e mais modernas unidades produtivas.

Grandes números da indústria do pescado na UE28 | 2015

EY - Grandes números da indústria do pescado na UE28 | 2015

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Fileira dos transportes marítimos, portos e logística

A fileira dos transportes marítimos, portos e logística apresenta-se como uma das mais relevantes da Economia do Mar em Portugal.

Grandes números da fileira dos transportes marítimos, portos e logística | 2017

540 Empresas

5.080 Pessoal ao serviço

1030 m€ Volume de negócios

479 m€ Valor acrescentado bruto

139 m€* Investimento (FBCF)

Dinâmica recente da fileira dos transportes marítimos, portos e logística medida pelo Volume de Negócios e pelo VAB | 2009-2017
EY - Dinâmica recente da fileira dos transportes marítimos, portos e logística medida pelo Volume de Negócios e pelo VAB | 2009-2017

* Não inclui os operadores de terminais dos portos
Fonte: estimativa EY-AM&A com base em dados do INE e de BvD SABI

Dinâmica recente de cada elo da fileira dos transportes marítimos, portos e logística | 2012-2017
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira dos transportes marítimos, portos e logística | 2012-2016 - Transportes por água
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira dos transportes marítimos, portos e logística | 2012-2016 - Transportes marítimos de mercadorias
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira dos transportes marítimos, portos e logística | 2012-2016 - Atividades auxiliares, portos e logística

Fonte: estimativa EY-AM&A com base em dados do INE e de BvD SABI

Desafios e perspetivas em Portugal

Ao nível dos grandes desafios que a fileira enfrenta em Portugal, destaca-se a:

  • Modernização e especialização da rede portuária nacional;
  • Adoção de uma lógica empresarial na gestão integrada dos portos;
  • Melhoria das infraestruturas e acessibilidades marítimas e terrestres e a dotação do país de uma rede de plataformas logísticas e ligações em TMCD (Transporte Marítimo de Curta Distância), de forma integrada com o projeto europeu Autoestradas do Mar e novas acessibilidades rodo-ferroviárias;
  • Promoção das estruturas logísticas integradas, com aposta na especialização da atividade de cada porto de acordo com o seu hinterland
  • Simplificação de procedimentos, com adequação da legislação e enquadramento fiscal da atividade dos transportes marítimos,
  • Promoção do know-how necessário ao desenvolvimento das atividades marítimo-portuárias, através do desenvolvimento do Ensino e Formação Profissionais Especializados, com certificação internacional
Grandes números fileira dos transportes marítimos, portos e logística na UE28 | 2015

EY - Grandes números fileira dos transportes marítimos, portos e logística na UE28 | 2015

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Fileira da construção, manutenção e reparação naval

379 Empresas

3.133 Pessoal ao serviço

334 m€ Volume de negócios

105 m€ Valor acrescentado bruto

9 m€ Investimento (FBCF)

Dinâmica recente da fileira da construção, manutenção e reparação naval medida pelo valor acrescentado bruto | 2009-2017
EY - Dinâmica recente da fileira da construção, manutenção e reparação naval medida pelo valor acrescentado bruto | 2009-2017
Dinâmica recente de cada elo da fileira da construção, manutenção e reparação naval | 2009-2017
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira da construção, manutenção e reparação naval | 2009-2017 - Construção de embarcações e estruturas flutuantes
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira da construção, manutenção e reparação naval | 2009-2017 - Construção de embarcações de recreio e de desporto
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira da construção, manutenção e reparação naval | 2009-2017 - Reparação e manutenção de embarcações

Fonte: Elaboração própria a partir de dados do INE

A fileira da construção, manutenção e reparação naval representa cerca de 48 mil milhões de euros de faturação e emprega diretamente mais de 247 mil pessoas na União Europeia.

Desafios e perspetivas em Portugal
  • Criação de condições para a modernização, reconversão e criação de estaleiros para novas atividades como serviços de manutenção para embarcações de recreio
  • Especialização e integração em rede dos estaleiros nacionais para um maior aproveitamento da capacidade instalada, apoio à especialização setorial e repartição de encomendas
  • Estruturação de redes de subcontratação e flexibilização laboral da fileira e organização e treino de equipas que possam trabalhar em diversos estaleiros.
Grandes números da fileira da construção, manutenção e reparação naval na UE28 | 2015

EY - Grandes números da fileira da construção, manutenção e reparação naval na UE28 | 2015

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Fileira do turismo e lazer ligados ao mar

A fileira do turismo e lazer ligado ao mar apresenta-se como a fileira mais relevante da Economia do Mar em Portugal.

77.004 Pessoal ao serviço

4.819 m€ Volume de negócios

1.697 m€ Valor acrescentado bruto

Dinâmica recente da fileira do turismo e lazer ligado ao mar medida pelo valor acrescentado bruto | 2010-2017
EY - Dinâmica recente da fileira do turismo e lazer ligado ao mar medida pelo valor acrescentado bruto | 2010-2017
Dinâmica recente de cada elo da fileira do turismo e lazer ligado ao mar | 2012-2017
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira do turismo e lazer ligado ao mar | 2012-2017 - Alojamento e restauração
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira do turismo e lazer ligado ao mar | 2012-2017 - Transportes
EY - Dinâmica recente de cada elo da fileira do turismo e lazer ligado ao mar | 2012-2017 - Lazer e entretenimento

Desafios e perspetivas para o futuro

O turismo de Sol & Mar na Europa enfrenta importantes desafios que podem ditar sua insustentabilidade (como a sazonalidade, a baixa criação de valor local ou pressão sobre a sustentabilidade dos territórios).

O turismo náutico ainda tem potencial por explorar, especialmente em Portugal.

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Conclusão

Tendo em consideração as valências e recursos de Portugal assim como as perspetivas de evolução quantitativa e qualitativa da Economia do Mar, apresenta-se de seguida um conjunto de desafios que se colocam ao nosso país no horizonte dos próximos 10 a 15 anos:

Investimento em infraestruturas
  • Execução, de acordo com o previsto, dos investimentos estabelecidos na Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026, capacitando Portugal para as necessidades das cadeias logísticas do futuro;
  • Investimento nas restantes infraestruturas necessárias para a eficaz ligação ao hinterland e integração de Portugal na Rede Transeuropeia de Transportes (e.g. ligação ferroviária Sines-Espanha), permitindo capitalizar efetivamente a sua posição geoestratégica.
Promoção de atividades emergentes e de novos regimes e apoios
  • Aposta incisiva no ensino e formação superior, assim como na I&D ligada ao mar, designadamente nas áreas consideradas prioritárias na agenda temática de investigação e inovação para o mar definida pela FCT;
  • Criação de incentivos que promovam a transferência e valorização de conhecimento, bem como o investimento, em novas atividades de elevado valor acrescentado ligadas ao mar (e.g. produção de eólicas offshore, aquicultura, biotecnologia azul, robótica multi-domínio, algas);
  • Desenvolvimento de regimes (regulamentares, fiscais, investimento, entre outros) e de apoios financeiros atrativos à investigação e à exploração da ZEE nacional;
  • Aumento do foco estratégico nas energias renováveis do mar (e.g. eólica offshore, exploração energética das ondas e marés) no âmbito dos apoios à modernização e descarbonização da economia.
Renovação dos modelos de negócios das atividades tradicionais da Economia do Mar em Portugal
  • Desenvolvimento de esforços para a atração de investimento com vista à reconversão e qualificação dos estaleiros nacionais, capacitando-os para a inserção (individual e em colaboração) nas cadeias produtivas europeias e globais da produção de componentes avançados e construção de navios de maior valor acrescentado;
  • Capitalização da dinâmica do turismo para apostar na redefinição e renovação dos modelos de negócio do turismo costeiro, com vista à sua diversificação e qualificação (reduzindo o peso do turismo de massas e focando numa oferta de maior valor acrescentado, menos sazonal e mais sustentável);
  • Desenvolvimento de incentivos à modernização da frota pesqueira (navios maiores e mais eficientes e com outras valências como, por exemplo, processamento inicial em alto mar) e desenvolvimento de esforços diplomáticos para permitir o seu acesso a outras áreas de pesca (como ocorre nos principais países europeus);
  • Revisão estratégica do regime de transporte marítimo com vista à simplificação de procedimentos, adequação da legislação e enquadramento fiscal da atividade, potenciando uma maior atratividade e um maior desenvolvimento futuro deste segmento de atividade nuclear da Economia do Mar.

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