Quanto melhor a pergunta. Melhor a resposta. Melhor trabalha o mundo.

Como é que os empreendedores podem transformar o acesso à água potável

Com o apoio certo, empreendedores e investidores de impacto podem ter um maior papel no abastecimento de água potável a preços acessíveis para milhões.

Ribeiro poluído em favela
(Chapter breaker)
1

Quanto melhor a pergunta

Como é que um fio de água se pode tornar uma torrente?

O crescimento das SWE como uma melhor resposta à crise da água.

Imagine uma vida sem água potável. Não é fácil. Muitos de nós tomamos como garantido o facto de podermos simplesmente abrir uma torneira e encher um copo com água. Mas isto não é uma opção para aproximadamente uma em cada quatro pessoas do mundo — as 2,1 bilhões de pessoas que hoje ainda não têm acesso a água potável.

Com metade de todas as camas hospitalares em países com baixos rendimentos ocupada por pessoas com doenças transmitidas pela água é essencial alcançar o Sustainable Development Goal (SDG) da UN de acesso equitativo a água potável segura e acessível para todos até 2030.

Embora a atual taxa de mudança não seja suficientemente rápida para atingir esta meta em 2030, a EY está otimista no crescente número de SWEs empresariais que criam novos modelos para o fornecimento de água segura em comunidades carenciadas.

Ao ver este potencial, a Unilever contratou uma equipa da EY para ajudá-la a desenvolver uma compreensão mais profunda destes novos modelos, bem como a sua viabilidade económica e operacional. Tendo fornecido já quase 100 biliões de litros de água potável a mais de 55 milhões de pessoas através da sua marca Pureit, a Unilever queria saber que modelos de negócio, com o foco e investimento certos, poderiam ser capazes de fornecer água potável a centenas de milhões de pessoas.

Rapaz e camião de água
(Chapter breaker)
2

Melhor a resposta

Redefinição do ROI para água potável

Lançando uma nova luz sobre a eficiência de capital das SWEs com uma métrica que permite o investimento em escala.

A Unilever precisava de avaliar a capacidade de uma SWE em escalar e tornar -se verdadeiramente auto-sustentável. O desafio foi a falta de estruturas ou metodologias para analisar a dinâmica do modelo de negócios das SWEs. Além disso, num setor nascente, com inúmeras abordagens adaptadas às condições do mercado local, diferentes modelos não podiam ser comparados.

Quando os modelos podem variar de uma SWE na Índia utilizando cloro para tratar a água com outra na América utilizando osmose inversa e suportando custos dramaticamente mais elevados, como é que se encontra uma forma de comparar maçãs com maçãs?

Uma opção é criar uma métrica totalmente nova — que não ajude apenas a facilitar a comparação direta entre os diferentes modelos de SWE, mas também a reformular radicalmente a forma de avaliação do potencial de crescimento e de retorno sobre o investimento nas SWE.

Impacto Gerado sobre o Capital Investido

Esta nova métrica é o Impacto Gerado sobre o Capital Investido (IROC – Impact Return on Invested Capital) que, no caso da água potável, representa o número de pessoas cujas necessidades diárias de água podem ser atendidas por mil dólares de capital investido.

O que torna esta nova perspetiva tão valiosa e importante é que métricas de investidores mais tradicionais, como o retorno sobre o capital investido (Return on Investment - ROI) são insuficientes para avaliar a eficiência de capital das SWEs. Por exemplo, o ROIC não tem em consideração os trade-offs das SWEs, que muitas vezes operam intencionalmente o mais próximo possível do ponto de equilíbrio para baixar os preços para os clientes.

Sendo a inovação claramente essencial para alcançar acesso equitativo à água potável para todos, o mundo não se pode dar ao luxo de ignorar qualquer modelo com potencial para acelerar este acesso. A combinação de IROC e ROI abre uma abordagem nova e mais ampla para criar e avaliar casos de negócio e decidir investimentos que ajudam a proteger contra esta eventualidade.

A impressionante combinação de ideias estratégicas, rigor analítico e o pragmatismo da EY tem sido fundamental para posicionar a Unilever na procura de uma série de parcerias valiosas.
Clive Allison
Global Director, Innovation & New Business Models, Unilever
Água potável em África e na Índia
(Chapter breaker)
3

Melhor trabalha o mundo.

Mudar vidas com água potável

As SWEs estão a fornecer água potável segura e acessível para milhões.

Um dos sete insights resultantes da análise da EY sobre a dinâmica do modelo de negócio de várias das SWEs (Safe Water Enterprises – Empresas de Água Segura) na Índia, África e América Latina foi a importância de se usar o Impact Return on Invested Capital (Impacto Gerado pelo Capital Investido) como métrica de avaliação incluída num balanced scorecard.

Consolidado em Como é que um fio de água se pode tornar uma torrente? — um relatório conjunto com a Unilever, lançado na Semana Mundial da Água em Estocolmo — estas ideias ajudam a iluminar o caminho para as SWEs que ajudam centenas de milhões de pessoas e aceleram drasticamente o progresso em direção ao objetivo de acesso equitativo a uma água potável segura para todos.

Escala é crítica

Este estudo destaca a necessidade de os investidores terem uma visão mais equilibrada do potencial das SWEs para gerar retornos. Também ilustra a criticidade da escala para alcançar a verdadeira sustentabilidade e de como a escala, por sua vez, depende de encontrar a melhor adequação a uma mistura particular de condições de mercado.

Apesar de a osmose inversa seja a tecnologia líder na purificação de água, o seu custo exclui-a como opção escalável e sustentável em certas partes do mundo. Pode mesmo ser desnecessária em locais onde tornar a água potável requer apenas a remoção de agentes patogénicos biológicos. Em conjunto, estas perceções alimentam o conselho de que as SWEs devem manter os seus modelos de negócio simples.

Com este e outros insights, a EY e a Unilever esperam conseguir melhorar o entendimento e a confiança dos investidores no setor das SWE: para encontrar caminhos mais viáveis para a escala; para estimular maior investimento; e para direcionar mais apoio à construção de capacidade pelas SWEs de alto potencial.

As empresas na base do nosso relatório servem mais de 15 milhões de pessoas. É nossa crença partilhada que apenas estamos a arranhar a superfície do que estes — e outros como eles — poderiam alcançar. Com o foco e apoio certos, estas empresas têm o potencial para fornecer água potável e acessível a milhões de pessoas que vivem na base da pirâmide.