3 minutos de leitura 8 mai 2020
EY businesswoman taking a notes

Trabalho Para Um Regresso Seguro

por Marta Santos

Associate Partner, People Advisory Services, Ernst & Young, S.A., Ernst & Young Angola, Lda.

Tem ajudado a construir a equipa de People Advisory Services em Angola e Portugal, desde que o PAS foi criado em 2015. Mãe orgulhosa de um rapaz. Adora cantar, viajar e descobrir novas culturas.

3 minutos de leitura 8 mai 2020

Um regresso seguro ao trabalho, exige medidas que assegurem a segurança, a confiança e a produtividade, para promover a continuidade do negócio.

Épreciso começar a reabrir a economia.

Mesmo mantendo o Estado de Emergência, a reabertura de algumas atividades, mesmo com restrições, leva muitas pessoas a tentar retomar a normalidade possível, depois de longo período de confinamento, em que muitas empresas em Angola tiveram pessoas em regime de teletrabalho.

Sabemos que o regresso à presença física nos locais de trabalho é faseado e que tem de ser cuidadoso… Muito cuidadoso!

As autoridades divulgam várias recomendações para as empresas e para os trabalhadores, que passam pela higienização de espaços, o distanciamento físico, os equipamentos de proteção individual, a ventilação dos espaços, a etiqueta respiratória. Medidas que são devidamente pensadas de acordo com o que é emanado pelas entidades reguladoras da Saúde e que estão também alinhadas com as medidas defendidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Este regresso é também condicionado, obviamente, pelas questões relacionadas com o cuidado das crianças, mantendo-se as escolas fechadas, mas também com a falta de outras respostas sociais que impedem os trabalhadores de terem uma total disponibilidade para esse retorno.

Estas medidas impõem às empresas uma adaptação da sua operação e da sua força de trabalho, de forma a promover a continuidade do negócio.

Assim, é preciso:

Planear o regresso com segurança.

É preciso identificar quem será responsável pelo planeamento da retoma. Esta equipa deve acompanhar as recomendações das entidades responsáveis, de forma incorporar no plano de regresso as melhores práticas, atendendo em primeiro lugar à segurança das pessoas, à estrutura da empresa e à atividade das suas diversas áreas naquilo que é a realidade operacional.

O que a empresa precisa de adaptar em termos dos seus processos, das suas instalações, dos equipamentos, dos horários de trabalho? Quem é responsável pala avaliação de riscos, pela monitorização e pela comunicação? 

Definir quem vai retomar o trabalho presencial.

É preciso definir quais são as atividades que vamos priorizar em termos de regresso ao trabalho presencial. Conhecer as competências críticas que necessitamos. Reconhecer que é fundamental que essas competências sejam alvo de um plano de transferência de conhecimento que permita a sua duplicação.

Como vamos organizar o espaço físico de trabalho? Quantos trabalhadores podem estar simultaneamente nas instalações? Quem são os trabalhadores que têm de voltar a estar fisicamente no local de trabalho? Quem não tem condições para retomar a atividade presencial (trabalhadores em grupos de risco, com filhos menores, em quarentena obrigatória…)?

Proteger a nossa força de trabalho.

Só conseguimos tomar decisões de gestão devidamente fundamentadas, se tivermos dados reais que as sustentem. Para proteger os nossos trabalhadores, precisamos de conhecer as suas necessidades, a sua situação real face a um contexto que para todos é novo, as suas expectativas relativamente ao trabalho, os seus receios… Precisamos de monitorizar a sua reação na fase de retoma e o impacto que as políticas e procedimentos adotados têm no seu bem-estar e na sua produtividade.

A confiança que os trabalhadores têm na capacidade de a empresa promover as condições necessárias para um regresso seguro vai ter um impacto muito significativo na sua motivação e na sua produtividade.

A capacidade das empresas em transmitir este sentimento de proteção, segurança e apoio é fundamental para a sua sustentabilidade, para a sua imagem e para garantir a continuidade.

Resumo

Planear o regresso com segurança. Definir quem retoma o trabalho presencial. Proteger a força de trabalho.

Sobre este artigo

por Marta Santos

Associate Partner, People Advisory Services, Ernst & Young, S.A., Ernst & Young Angola, Lda.

Tem ajudado a construir a equipa de People Advisory Services em Angola e Portugal, desde que o PAS foi criado em 2015. Mãe orgulhosa de um rapaz. Adora cantar, viajar e descobrir novas culturas.

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