EY Global Family Business Index 2021

Por Carolina Queiroz

Sócia de Consulting e Business Transformation da EY Recife

Líder de Consultoria na EY Recife, Business Trasformation para a Região Nordeste de Family Enterprise da EY para LAS.

2 Minutos de leitura 8 out 2021
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A EY e a Universidade de St. Gallen acabam de lançar o Índice das Empresas Familiares de 2021, baseado no ranking das 500 maiores empresas de propriedade familiar do mundo de acordo com o seu faturamento. Estas empresas, juntas, somam uma receita de US$ 7,28 trilhões e empregam 24,1 milhões de pessoas.

No topo da lista das maiores empresas familiares do mundo aparece a empresa americana Walmart Inc. Entre as dez empresas brasileiras listadas temos a JBS S.A, classificada na 22ª posição. As demais empresas que aparecem no ranking são: Marfrig Global Foods S.A., Metalúrgica Gerdau S.A., Votorantim Participações S.A., Companhia Siderúrgica Nacional, Magazine Luiza S.A., Cosan Ltd., Energisa S.A, WEG SA, Porto Seguro S.A.

Na publicação completa é possível acessar uma ferramenta interativa e conhecer a distribuição das empresas por região entre as 45 jurisdições assim como pelo valor de receita, número de empregados, ano de fundação, região geográfica, percentual de membros da família que atuam como conselheiros,  diversidade dos CEO’s (por sexo e se familiar ou não) e  setor de atuação.

Ao analisar os resultados é possível perceber que, apesar do impacto que estas empresas sofreram ao longo destes dois anos de pandemia, a sua resiliência se sobrepôs. Muitas destas organizações conseguiram pivotar os seus negócios, rapidamente se adaptando e inovando para apoiar as comunidades, confirmando o compromisso com a responsabilidade social.  

Muitas das empresas familiares do índice operam no setor de bens de consumo tradicional ou no setor de manufatura, o que é um reflexo da idade destas organizações. Muitos dos produtos e serviços tecnológicos, de telecomunicações e financeiros que são comuns hoje não existiam, em média, 70 anos atrás. No entanto, as empresas familiares mais jovens estão se inserindo nestes setores.

O sucesso nos negócios geralmente leva tempo - o que explica por que 75% das empresas familiares do Índice têm mais de 50 anos. E 32% têm mais de 100 anos, gerando US$ 2,1 trilhões em receitas. A maioria das empresas tem entre 50 e 100 anos, e é responsável por quase metade de todas as receitas do Índice.

A questão da diversidade feminina tanto nos conselhos quanto na gestão executiva continua sendo um desafio para as empresas familiares. Das 500 maiores empresas, 17% dos assentos dos conselhos são ocupados por mulheres, e das empresas que têm mulheres membros da família empresária, o número de conselheiras sobe para 31%, em linha com a referência mundial. Já em posição de CEO, apenas 5% das empresas familiares têm uma mulher no seu comando executivo, enquanto a referência mundial é de 8%.

A média de idade dos membros do conselho de uma empresa familiar é de 61 anos, mas a geração seguinte está a caminho. Uma em cada cinco empresas do Índice tem um membro da próxima geração (com 40 anos ou menos) no conselho ou no time de gestão. Isso representa uma grande oportunidade para que os conselhos diversifiquem e ampliem o seu pool de talentos.

As questões ambientais, sociais e de governança (ESG) estão se tornando mais proeminentes à medida que funcionários, clientes, investidores e outras partes interessadas estão exigindo que as empresas desempenhem um papel mais ativo
para enfrentar os desafios atuais. No índice, 53% das empresas familiares reportam formalmente as suas métricas de ESG. As empresas familiares precisam se adaptar a esta nova realidade para conseguir atrair novos talentos, ganhar consumidores e continuar crescendo.

Saiba mais acessando o estudo completo aqui

Resumo

A EY e a Universidade de St. Gallen acabam de lançar o Índice das Empresas Familiares de 2021, baseado no ranking das 500 maiores empresas de propriedade familiar do mundo de acordo com o seu faturamento. Estas empresas, juntas, somam uma receita de US$ 7,28 trilhões e empregam 24,1 milhões de pessoas.

Sobre este artigo

Por Carolina Queiroz

Sócia de Consulting e Business Transformation da EY Recife

Líder de Consultoria na EY Recife, Business Trasformation para a Região Nordeste de Family Enterprise da EY para LAS.

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