Comunicado de imprensa

12 mar 2019

Pesquisa da EY revela o grau de integração entre sustentabilidade e negócios no Brasil

Análise contou com a participação de mais de 260 empresas que atuam no país e destaca que 84% delas enxerga relação de ser sustentável com a reputação

São Paulo, março de 2019 – Sustentabilidade deixou de ser apenas um conceito e passou a permear os negócios das empresas. Para comprovar essa realidade, a EY desenvolveu uma pesquisa que analisou a relevância das práticas de Governança em Sustentabilidade de mais de 260 companhias de médio e grande porte de diversos setores atuantes no Brasil. O estudo foi estruturado em três categorias: visão e direcionamentos estratégicos; execução e operação; e gestão de desempenho e reporte.

Dentre outras descobertas, a análise destaca que 67% das organizações têm área de sustentabilidade, ressaltando que 84% delas possuem uma percepção clara entre a sustentabilidade e a reputação, enquanto 58% conseguem relacionar com a geração de receita e o valor de mercado da companhia. Esse cenário positivo se explica quando 66% dos entrevistados possuem um comitê de sustentabilidade - ou outros - que tratem do tema e 50% deles têm uma auditoria que monitora estas atividades.

Já no quesito da incorporação da sustentabilidade nas práticas de governança corporativa, (propósito, valores, práticas de gestão e estratégias de negócio), 48% das organizações confirmaram que essa é uma realidade interna, mas apenas 4% delas possui uma gestão de riscos corporativos integrados com a sustentabilidade, embora a interação dessas áreas ocorra em 60% das empresas entrevistadas.

Raio-x da sustentabilidade

O estudo também revelou que ainda existem barreiras nas ações de sustentabilidade dentro das companhias, como questões sociais, políticas, econômicas, interesses privados e conflitos entre países. Porém, o fator mais apontado são os custos associados (46%), seguido da falta de relevância do tema (42%) e mesmo diante de uma questão que está em voga atualmente, apenas 13% das práticas de sustentabilidade adotadas estão voltadas para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

Internamente, a área de sustentabilidade de 38% das organizações possui influência na tomada de decisões de outros setores, 14% delas têm autonomia para definir diretrizes e ações e 38% sentem dificuldade em implementar iniciativas. Já em relação à política das empresas, 58% delas não tem a sustentabilidade como critério na avaliação de desempenho e remuneração dos colaboradores. Mas, quando se trata da contratação de fornecedores são avaliados parâmetros como: meio ambiente (54%), práticas trabalhistas e de saúde (67%) e direitos humanos e responsabilidade social (58%).

Sobre a autoimagem das companhias, 33% classificou seu grau de maturidade no tema de sustentabilidade como básico (iniciativas com foco nas operações e/ou em relações públicas) e a mesma quantia se avaliou como estabelecido (relação proativa com stakeholders e a existência de metas). Já 17% afirmaram ter um grau avançado (metas alinhadas à estratégia, tecnologia de suporte na gestão e métricas de desempenho divulgadas externamente) e o restante declarou estar no nível de liderança (sustentabilidade é parte da estratégia e da tomada de decisão, há engajamento permanente, métricas holísticas e reportes externos auditados por terceira parte).

Informações não-financeiras

Um estudo global (2018 Global Climate Change and Sustainability Services), desenvolvido pela EY, verificou que os investidores de grande porte (variam de até US$1 bilhão até mais de US$50 bilhões) estão olhando para questões relacionadas ao meio ambiente, social e governança antes de decidir em qual empresa vão aportar capitais. A análise realizada com mais de 260 investidores revelou que 97% deles olham para essas informações, sendo que 65% afirmaram fazer avaliações informais e 32% verificam dados estruturados desses ativos.

Além disso, 96% dos entrevistados declararam que as informações não financeiras tiveram papel fundamental na tomada de decisão e foram consideradas no ajuste da avaliação de risco (70%), em exames da dinâmica e regulação da indústria (63%) e na revisão de resultados (61%).

Mesmo diante desse cenário, o estudo mostrou que as companhias com interesse em receber investimentos de grande porte têm o desafio de apresentar métricas de geração de valor no longo prazo referentes às suas iniciativas ambientais, sociais e de governança. Para isso, a consultoria sugere que as organizações devem se basear no tripé: transparência, consistência e dados comparativos.

Sobre a EY

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