Comunicado de imprensa

27 jun 2019

Economia global e nacional têm retomada de confiança dos executivos, ressalta estudo da EY

Análise da consultoria também destaca que o Brasil continua figurando entre os principais destinos de investimentos internacionais

O cenário econômico global não é mais uma preocupação para as empresas no Brasil e no mundo. É isso que afirma a nova edição do estudo “Global Capital Confidence Barometer” elaborado pela EY. Dos 2.900 profissionais entrevistados - mais de 1,5 mil CEOs, CFOs e executivos C-level brasileiros e de outras de 46 nacionalidades - 93% deles acreditam que a economia está evoluindo.

Já no recorte nacional, o índice registrou um leve declínio, se comparado ao global, e 76% dos brasileiros que participaram do levantamento permanecem confiantes de que a economia local está melhorando. Para 40% dos entrevistados a expectativa é de crescimento entre 6% e 10% na receita das empresas até o fim desse ano, enquanto 28% apontaram que o maior risco externo para estratégia das suas companhias é a queda da atividade econômica.

“Também percebemos um forte otimismo no mercado de M&A, já que 60% dos brasileiros preveem um avanço no segmento, enquanto 47% deles afirmaram que vão buscar algum tipo de aquisição em 2020 e 52% apostam que esses futuros deals sejam a “porta de entrada” para novos mercados, clientes e na propriedade intelectual”, destaca Felipe Miglioli, sócio de estratégia da EY.

Ainda segundo o estudo, o aumento do custo de produção foi indicado como o maior desafio (28%) a ser enfrentado pelas companhias, mas nem mesmo isso deve afetar os planos de expansão para setores adjacentes que ainda é o objetivo de 29% dos participantes da pesquisa no Brasil. “Para que isso aconteça, vale ressaltar que 36% dos entrevistados estão focados no capital de giro e otimização do fluxo de caixa, a fim de obter resiliência no mercado e 48% revisam seu portfolio durante o trimestre ou continuamente”, finaliza Felipe.

A pesquisa também ressalta que o Brasil está em segundo lugar no ranking de destinos de investimentos internacionais liderado pelos EUA. Enquanto México, Índia e China, respectivamente, ocupam as demais posições.

Mundo

Mesmo com a tensão do comércio internacional, a situação delicada dos mercados emergentes e a incerteza do Brexit, os executivos do mundo todo (93%) continuam confiantes em relação ao crescimento econômico. Assim como no Brasil, 33% destacaram a evolução lenta da economia como o maior risco externo para estratégia das companhias e apontaram o aumento do custo da produção como o principal entrave na expansão dos negócios (17%). Para 76%, a receita das suas empresas deve ser, em média, de 6% a 15% maior em 2020 e 27% têm planos de ampliar a participação no mercado local.

Já em relação ao cenário de fusões e aquisições, os entrevistados têm perspectivas positivas de melhora (92%), enquanto 59% afirmaram que pretendem fazer alguma operação de M&A nos próximos 12 meses para acelerar a reformulação do portfólio da empresa. A mesma quantia de executivos destacou a intenção de abranger novos mercados, clientes e a propriedade intelectual, na medida em que reinventarem seus modelos de negócios no futuro.