Comunicado de imprensa

18 jun 2020

Saneamento lidera expectativas de investimento em infraestrutura após a crise

Barômetro da Infraestrutura Brasileira mostra que executivos também veem oportunidades em infraestrutura social e energia elétrica, mas cobram aprovação de reformas

São Paulo, 18 de junho de 2020 - Executivos do setor de infraestrutura esperam um 2020 com queda em investimentos, baixa geração de empregos e atraso das reformas estruturantes. É o que aponta a nova edição do Barômetro da Infraestrutura Brasileira, sondagem semestral realizada pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e EY. Contudo, há oportunidades para minimizar os impactos da crise, afirmam os entrevistados, e elas podem estar em setores com o saneamento, infraestrutura social e energia elétrica.

Considerado o setor com maior potencial para investimentos nos próximos três anos por 64,94% dos respondentes, o saneamento também dividiu expectativas positivas com a infraestrutura social, como construção de escolas e hospitais. Em 2019, menos de um quarto dos entrevistados via potencial no setor. Já em 2020, o índice passou para 42,2% e pode estar relacionado ao surgimento da pandemia de covid-19, que expôs fragilidades no sistema público de saúde.

Questionados sobre o potencial de aprovação de reformas estruturantes, os executivos responderam, numa escala de um a dez, que as maiores chances estão na Reforma do Saneamento Básico (5,58) e na Lei Geral das Concessões (5,11). As concessões, aliás, são outro ponto de preocupação levantado pela pesquisa. 97,4% não acreditam que seja possível cumprir o cronograma de concessões federais e estaduais em 2020, enquanto apenas 1,9% acreditam que os governos sejam capazes de manter os prazos do programa.

"A crise deteriorou o ambiente. O setor privado está pensando no curto prazo, em ajustar os contratos de concessão com os devidos reequilíbrios. Mas há apetite para os ativos de infraestrutura. Isso vale para o governo federal, estados e municípios. Os cronogramas das concessões que estão sendo estudadas vão sofrer atrasos, o que é natural, pois estudos precisam ser analisados com mais cuidado. O importante é modelar projetos bem qualificados e leilões de concessões com disputa", disse Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib.

Parcerias Público-Privada

A pesquisa também trouxe uma visão sobre projetos de Parceria Público Privada (PPP). Para 39,61% dos respondentes, a União aproveita muito pouco o potencial para investimento em infraestrutura por meio de concessão e PPP.

Os municípios também são percebidos como entes que poderiam utilizar o potencial para investimentos em saneamento básico, resíduos sólidos, mobilidade urbana, iluminação pública e outras áreas que estão dentro da esfera municipal. Assim como na pesquisa anterior, aproximadamente 60% dos entrevistados demonstram que há interesse em que os municípios façam mais e que o setor está à procura de oportunidades de investimentos nas cidades.

“A ausência de padronização torna a curva de aprendizado no Brasil muito extensa, o que impacta diretamente na estruturação e realização de projetos no que diz respeito às esferas governamentais, empresariais e à infraestrutura do país - além de impactar negativamente a sociedade. Precisamos buscar um panorama em que repactuações, soluções de conflitos e imprevistos serão abordados em um cenário no qual existam confiança e a previsibilidade na tomada de decisões”, afirma Gustavo Gusmão, diretor-executivo para o setor público e infraestrutura da EY.


Sobre o Barômetro da Infraestrutura Brasileira

O Barômetro da Infraestrutura Brasileira é uma sondagem semestral realizada pela Abidb e EY de forma digital que captura a opinião de gestores de investimentos e especialistas que apoiam a estruturação de projetos de infraestrutura. As repostas capturadas em abril e contaram com 154 participantes.

Leia o estudo na integra

 

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