Comunicado de imprensa

7 abr 2021

Mineração brasileira fatura R$ 209 bi em 2020, diz estudo

Desenvolvido pela EY em parceria com o IBRAM, pesquisa mostra os fatores que mais impactaram o setor e aponta riscos e oportunidades. Foco para os próximos anos inclui desenvolvimento de talentos e investimento em inovação

São Paulo, 7 de abril de 2021 – A EY, líder em serviços de Auditoria, Consultoria, Impostos, Estratégia e Transações, lança nesta quarta-feira (07/04) o estudo "Riscos e oportunidades de negócios em Mineração e Metais no Brasil", em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). O objetivo é apresentar os principais temas de interesse e de maior impacto sobre o setor de mineração no atual contexto do país.

O material teve como foco os desafios e as oportunidades sociais, ambientais e de governança, com ênfase na gestão de riscos, no desenvolvimento sustentável e na adaptação às mudanças regulatórias do setor, bem como os investimentos em inovação e o desenvolvimento de talentos como agentes impulsionadores da produtividade e da segurança.


O estudo é uma adaptação do material global produzido pela EY em 2020 e com a participação de 250 executivos. O conteúdo produzido no Brasil traz uma análise qualitativa, obtida a partir de entrevistas com executivos da área, cujas respostas foram analisadas por especialistas da EY e do IBRAM sobre o cenário atual e as perspectivas da mineração no país.

“O setor de mineração é hoje um dos principais responsáveis por fomentar a inovação tecnológica no território brasileiro, tendo grande parte dos recursos necessários direcionados a projetos com foco em melhoria da eficiência energética e na redução dos impactos ambientais”, explica o líder de Mineração e Metais da EY na América do Sul, Afonso Sartório.

Sendo uma das atividades mais estratégicas para a economia brasileira, a mineração é responsável por um importante legado, sob o ponto de vista social e tecnológico, contribuindo não apenas na arrecadação de tributos, mas na geração de 1,9 milhão de empregos diretos e indiretos, segundo informações da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O IBRAM está à frente de um momento de ampla transformação do setor mineral, segundo seu diretor-presidente, Flávio Penido. “Nossa principal preocupação é trabalhar em prol de uma mineração ainda mais responsável e sustentável. A mineração que o IBRAM defende e representa é aquela alinhada à sustentabilidade, indutora das boas práticas de ESG (ambiental, social e governança) em tudo o que faz. Isso é o que os investidores e a sociedade estão observando em todo o mundo. Não há escolhas, precisamos atentar a todas as questões socioambientais e tratá-las como prioridade”, diz


Riscos e oportunidades


O aspecto social desempenha papel fundamental para o futuro da mineração no Brasil. Com a necessidade de conquistar a imagem de fonte responsável e sustentável de minerais no mundo, o setor precisa reconstruir a confiança com as comunidades locais em relação à maneira como opera no país. Para isso, é necessário direcionar suas atenções à gestão de risco e à adaptação às mudanças regulatórias no intuito de atender expectativas, criar um ambiente de oportunidades e gerar valor de longo prazo.

A pandemia da Covid-19 possibilitou a aproximação entre o setor e as comunidades onde atua. Ainda assim, é possível notar incertezas decorrentes da falta de percepção de valor e o pouco conhecimento de grande parte da população sobre a contribuição socioeconômica atrelada ao setor de mineração.

Outro aspecto a ser levado em conta são as oportunidades associadas à ampliação da segurança nas barragens de rejeitos, cuja gestão ainda é um dos principais riscos atrelados ao setor no Brasil. Além da publicação do Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos, em agosto de 2020, o setor passou a contar com novas regras que definem a necessidade de descaracterização das barragens de rejeitos inativas, em paralelo à migração daquelas ainda em operação para um modelo alternativo de acumulação dos rejeitos.

Este fato tem levado as empresas a desenvolver soluções e tecnologias para atender aos novos requisitos operacionais. Mas é importante ressaltar que, ao mesmo tempo em que tais mudanças geram impacto positivo sob o ponto de vista da segurança operacional, também aumentam os custos em decorrência dos investimentos necessários para atender às atuais demandas regulatórias do setor.

Agenda geopolítica e de capitais


O estudo também traz uma breve análise dos impactos diretos nos mercados globais - e consequentemente no brasileiro -, em decorrência da mudança da política externa resultante da troca do governo dos Estados Unidos. Nesse sentido, o Brasil mantém um papel de destaque no debate ambiental internacional, mesmo levando em consideração as possíveis críticas sobre a preservação da Amazônia e maior pressão internacional por políticas ambientais.

A agenda de capital também ganhou espaço no estudo, levando em conta que os investimentos das mineradoras nos próximos anos deverão se concentrar no aumento da eficiência, da produtividade e da segurança. Como consequência, a estabilidade decorrente dessas decisões levará o setor a investir no desenvolvimento de novas áreas de prospecção e exploração de níquel, zinco e cobre, além do aumento de projetos voltados à geração eólica e solar. Por outro lado, está prevista uma agenda de desinvestimentos no setor resultante da descarbonização da cadeia produtiva na mineração.

A possibilidade de o governo aumentar os tributos associados à produção no setor também ganhou espaço no estudo, sendo este um dos principais impactos causados pela pandemia da Covid-19, o que poderá se refletir na rentabilidade e na capacidade de investimentos.

A mineração brasileira em 2020

A mineração brasileira conquistou uma receita bastante favorável em 2020. Em faturamento, o valor alcançado foi de R$ 209 bilhões - tendo o minério de ferro como responsável por 66% desse valor -, com um aumento de 36% em relação ao montante de 2019, calculado em R$ 153 bilhões.

Os principais fatores responsáveis por esse resultado foram o crescimento da produção, o aumento dos preços das commodities e a desvalorização cambial do real. As elevações nos preços internacionais de outros metais como ouro e cobre também exerceram forte influência nesse resultado. Minas Gerais e Pará representaram sozinhos 80% do faturamento de 2020, com aumentos expressivos na Bahia (62%), no Mato Grosso (58%), no Pará (45%) e em Minas Gerais (31%).

Pode-se dizer o mesmo em relação aos impostos e tributos, com registro de aumento de 36% na arrecadação do setor, gerando um total de R$ 72,2 bilhões, tendo novamente Pará e Minas Gerais como responsáveis pela maior parte desses números.

No que se refere às exportações, o setor enviou 362 milhões de toneladas para fora do país, com 90% sendo de minério de ferro, tendo a China como principal destino (72%), ao lado de Japão e Malásia. Já as importações tiveram retração de 30% em 2020, com as maiores quedas sendo representadas pelo potássio e o carvão mineral. O saldo comercial ficou calculado em US$ 32 bilhões, equivalente a 64% do saldo Brasil em 2020.

O cenário é favorável aos investimentos no setor, com expectativa de chegar a cerca de US$ 38 bilhões até 2024, sendo 40% superior ao previsto no período 2019-2023. O foco estará voltado à tecnologia e o desenvolvimento de soluções direcionadas ao descomissionamento de barragens e à disposição de rejeitos.

Essa perspectiva de investimentos mantém a elevação observada dos últimos anos e tem como sustâncias mais representativas o minério de ferro, a bauxita e os fertilizantes. Do total, 86% estão concentrados nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Pará.

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