Comunicado de imprensa

5 mai 2021

Estudo da EY aponta uso cada vez maior da tecnologia no dia a dia de cidadãos e empresas após a pandemia

Dados também mostram que as pessoas querem maior presença dos serviços públicos nos meios digitais

São Paulo, 5 de maio de 2021 – Líder em serviços de auditoria e consultoria, a EY anuncia o lançamento do estudo Will Governments return to the past or nurture a digital future?, desenvolvido com o objetivo de entender melhor de que maneira a vida das pessoas está se modificando em um mundo conectado, o que elas valorizam, o que as preocupa em maior escala e como elas se sentem em relação aos avanços tecnológicos. Outro objetivo é analisar suas expectativas quanto ao papel do governo e dos serviços públicos no ambiental digital.

O estudo foi produzido com base em dados coletados na pesquisa EY Connect Citizen Survey 2020, realizada pela EY no segundo semestre de 2020 com mais de 12 mil pessoas de 12 países, incluindo o Brasil, e traz informações que servem de base para governos que tentam lidar com o aumento da digitalização de serviços provocada pela pandemia Covid-19. Ele revela que a maioria das pessoas prevê um maior uso de tecnologia em suas vidas, se comparado a um cenário caso a pandemia não tivesse acontecido. África do Sul (75%), Malásia (73%), Índia (71%) e México (69%) são os países que mais demonstraram essa realidade, enquanto no Brasil figura na lista com 60%.

Os dados mostram, ainda, que os entrevistados esperam que a tecnologia provocará mudanças favoráveis em um ou mais aspectos de suas vidas. Como resultado, as populações serão mais exigentes quanto à presença dos serviços públicos nos meios digitais, hoje ainda em desvantagem em relação a outros setores cujo foco seja voltado a melhorias na experiência do cliente. Entre as áreas que mais se destacam, estão a forma como realizam operações bancárias (70%), fazem compras (67%), trabalham ou estudam (65%) ou acessam serviços na área da saúde (64%), entre outras.

O público consultado tem percepções distintas sobre a eficácia de seu governo quanto ao uso da tecnologia durante a pandemia, variando de acordo com o país. No Brasil, 46% acharam ineficaz a maneira como o governo, por meio dos serviços públicos, usou a tecnologia para lidar com a crise. Tal cenário indica que a baixa possibilidade de esses governos ampliarem de forma repentina o grau de uso das novas tecnologias, embora o estudo indique que as populações irão exercer cada vez mais pressão sobre eles em prol de uma atualização digital de forma ampla.

O papel do governo no ambiente digital

Os governos deverão ser capazes de criar o ambiente propício para uma economia digital que seja próspera, por meio da infraestrutura correta, políticas, regulamentações, plataformas digitais, entre outros aspectos. Nesse sentido, sua atuação estará baseada em quatro principais funções:

1 - Criação de infraestrutura digital e fomentação da inclusão (5G) - Os governos buscarão investir e regulamentar a criação de uma infraestrutura digital robusta, confiável e de alta velocidade, baseada em data centers e redes de telecomunicações avançadas - incluindo 4G e 5G aprimoradas -, que representam a base da economia digital;


2 – Movimentação rumo à transformação e à colaboração - Alguns países, como é o caso de Malta e Estônia, já desenvolveram uma estratégia digital nacional, muitas vezes alinhada com sua estratégia nacional de desenvolvimento, promovendo uma colaboração integrada entre seus diversos departamentos, em vez de soluções isoladas;

3 – Facilitação do acesso digital e contínuo aos serviços – A pesquisa mostra que 53% dos entrevistados acham que os riscos de privacidade e segurança em torno de como seus dados são compartilhados superam os benefícios. Entre os brasileiros, 61% sentem-se confortáveis em ter um único ID digital para usar em serviços públicos;

4 - Definição e aplicação de políticas, regulamentos e padrões - Conforme novas tecnologias começam a marcar presença em todos os aspectos da vida das pessoas, os governos têm a responsabilidade de garantir os direitos básicos dos cidadãos e protegê-los contra riscos.

Em um cenário mais amplo, não apenas os indivíduos, mas também as empresas, passaram a adotar soluções digitais que até pouco tempo pareciam muito distantes. Como consequência, 61% se mostraram dispostos a participar de treinamentos do governo no intuito de melhorar suas habilidades digitais. Enquanto 72% disseram acreditar que a tecnologia pode ser usada para beneficiar a sociedade, não descartam as preocupações com as desigualdades sociais - 32% acreditam que a tecnologia aumentará as desigualdades e 34% afirmaram que a tecnologia dá mais poder para aqueles que já são ricos e poderosos.

Sobre a EY

A EY existe para construir um mundo de negócios melhor, ajudando a criar valor no longo prazo para seus clientes, pessoas e sociedade e gerando confiança nos mercados de capitais. Tendo dados e tecnologia como viabilizadores, equipes diversas da EY em mais de 150 países oferecem confiança por meio da garantia da qualidade e contribuem para o crescimento, transformação e operação de seus clientes. Com atuação em assurance, consulting, strategy, tax e transactions, as equipes da EY fazem perguntas melhores a fim de encontrarem novas respostas para as questões complexas do mundo atual.

EY se refere à organização global e pode se referir a uma ou mais afiliadas da Ernst & Young Global Limited, cada uma delas uma pessoa jurídica independente. A Ernst & Young Global Limited, companhia britânica limitada por garantia, não presta serviços a clientes. Informações sobre como a EY coleta e utiliza dados pessoais, bem como uma descrição dos direitos individuais de acordo com a legislação de proteção de dados, estão disponíveis em ey.com/privacy. As afiliadas da EY não exercem o direito se essa prática for proibida pelas leis locais. Para mais informações sobre a nossa organização, visite ey.com.


Informações para a imprensa - EY

In Press Porter Novelli

ey@inpresspni.com.br