Comunicado de imprensa

24 jun 2021

Investidores demonstram maior interesse em energias renováveis, aponta índice EY

Ranking anual avalia nível de atratividade dos principais mercados do mundo quanto aos investimentos em energia renovável. Estados Unidos lidera em nível global e o Brasil é líder na América Latina

São Paulo, 24 de junho de 2021 – A EY, líder global em serviços de Auditoria, Consultoria, Impostos, Estratégia e Transações, anuncia o lançamento da 57ª edição do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (RECAI - Renewable Energy Country Attractiveness Index), que, apesar do cenário econômico impactado pela pandemia da Covid-19, mostra o quanto as metas de meio ambiente, sustentabilidade e governança estão cada vez mais presentes na agenda dos investidores, ao mesmo tempo em que aumenta o interesse deles sobre o tema das energias renováveis.

Produzido desde 2003, o RECAI classifica os 40 principais mercados do mundo em relação à atratividade de seus investimentos em energia renovável, parte fundamental da transição energética, e às oportunidades de implantação. As classificações refletem as avaliações da EY sobre a atratividade e as tendências do mercado global.

A edição atual destaca as mudanças ocorridas entre os dez primeiros mercados desde maio de 2019. Os Estados Unidos e a China seguem nas primeiras posições, ao mesmo tempo em que o Leste Asiático surge como destino com alto potencial para investimentos. O Brasil subiu quatro posições em relação ao ano anterior e hoje encontra-se em 11º lugar, sendo o primeiro colocado da América Latina.


Avaliação sobre o Brasil

Segundo o RECAI, o Brasil tem demonstrado avanços quanto aos planos de implantação de capacidade eólica offshore. No momento atual, o país não possui turbinas na Costa Atlântica, mas o novo Projeto de Lei apresentado ao Congresso em fevereiro indica que, se aprovado, daria abertura ao setor.


O Brasil vem debatendo sobre como as águas brasileiras devem ser objeto de concessões ou arrendamentos para o desenvolvimento eólico offshore. Uma nova lei, se sancionada, exigiria dos desenvolvedores o pagamento de até 5% da produção de energia e outros encargos.

Um Projeto de Lei mais antigo sobre o mesmo tema, já aprovado pelo Senado e hoje debatido na Câmara dos Deputados, propõe a implantação de um sistema baseado por ordem de chegada, sem que haja cobrança de bônus ou aluguel. A expectativa é que os dois projetos sejam combinados quando o mais novo entre eles chegar à Câmara dos Deputados.

Para que as expectativas do Brasil se concretizem em relação à energia eólica, será primordial reduzir os custos. Hoje, é necessário seguir regulamentações que obriguem a uma ordem de contratação que combine preço mais baixo com segurança de abastecimento, visando a facilitar o fechamento de novos negócios de energia em uma possível licitação do governo.


Cenário global

Os investimentos em energia renovável cresceram 2% em todo o mundo, saltando para US$ 303,5 bilhões, o segundo maior valor anual registrado até o momento, apesar do impacto da pandemia. O RECAI 57 aponta que, mesmo com números promissores, o desenvolvimento necessário para atingir o valor líquido zero irá exigir um investimento adicional de US$ 5,2 trilhões e destaca o papel que os investidores terão que desempenhar no financiamento da transição energética.

Este cenário configura uma pressão contínua sobre governos e investidores por ações efetivas relacionadas às mudanças climáticas, e que aumenta de acordo com a proximidade da realização da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em novembro, no Reino Unido.

A COP26 é vista por muitos como uma oportunidade de fechar a lacuna entre o que os governos prometeram fazer e o que fizeram até o momento. De acordo com o RECAI 57, a política atual e o histórico de promessas dos países líderes do ranking indicam que há um maior compromisso em busca de uma definição mais clara de novas medidas políticas que estimulem o investimento em energias renováveis.

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