Comunicado de imprensa

15 dez 2021

Estudo da EY-Parthenon revela que 38% dos brasileiros pretendem gastar menos neste final de ano

Em nível global, 60% dos consumidores planejam economizar mais devido às incertezas geradas pela pandemia e demonstram preocupação com a situação do planeta

São Paulo, 15 de dezembro de 2021 – Passados quase dois anos após o início da pandemia da Covid-19, 77% dos consumidores em todo o mundo se mostram ansiosos para voltar à normalidade e indicam que novos hábitos e mudanças de comportamento adquiridos nesse período terão continuidade no pós-pandemia. É o que aponta a atualização do estudo EY Future Consumer Index 2021 (FCI), produzido pela EY-Parthenon, braço estratégico da EY, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo.

O levantamento foi produzido em outubro de 2021, com base em pesquisas realizadas em 21 países. No Brasil, foram consultados 1.022 consumidores, entre homens e mulheres maiores de 18 anos e de todas as classes sociais. Os dados também apontam algumas tendências sobre os hábitos de compras dos brasileiros durante o período das festas de fim de ano.

Com quase 70% da população brasileira totalmente vacinada contra a Covid-19 e a consequente diminuição das internações e mortes causadas pela doença, as pessoas estão se adaptando aos poucos a uma nova realidade na indústria de consumo. Nesse cenário, o ambiente digital ganhou destaque, dividindo espaço com as lojas físicas na preferência dos consumidores. A redução dos gastos com itens não essenciais e a valorização de produtos com alta qualidade são outros aspectos predominantes em todas as gerações no cenário pós-pandemia.


Novas tendências no consumo

A pandemia mudou rapidamente a relação do consumidor com as tecnologias digitais. Se antes era impossível fazer compras, trabalhar e socializar sem o intermédio de uma interface digital, mais de 63% dos entrevistados preferem hoje realizar grande parte de suas compras no ambiente digital, enquanto 28% afirmaram que irão se dividir de forma igualitária entre as compras online e presenciais.

Outra tendência apontada reside na diferença do volume de compras entre as gerações. Os dados mostram que 36% dos brasileiros consultados pretendem gastar mais em 2021, no período que antecede as festividades de fim de ano, do que em 2020, ao mesmo tempo em que 38% afirmaram que irão gastar menos na comparação com o ano passado. Entre aqueles dispostos a gastar mais, os millenials lideram, com 41%, seguidos pelas gerações X e Z (35%) e baby boomers (30%).

Fenômeno global                            

Para Cristiane Amaral, sócia e líder do segmento de Consumo, Produtos e Varejo para a EY na América Latina, tais mudanças são percebidas em todas as faixas etárias e não ocorrem apenas no Brasil. “Os números mostram que elas vêm acontecendo em nível global. As pessoas querem voltar a ter uma vida normal, mas agora dando maior importância à qualidade dos produtos e suas experiências, com especial atenção ao futuro do planeta.”

Em todo o mundo, 48% dos entrevistados perceberam, durante a pandemia, que possuem mais roupas do que de fato necessitam. Na África do Sul, no Reino Unido e no Brasil, esse percentual foi um pouco maior, chegando a 49%, 50% e 51%, respectivamente, ao passo que, na Índia, 69% dos entrevistados relataram essa percepção.

Com o aumento nas demandas de compras online, crescem os desafios. As maiores reclamações globais sobre a crescente do digital nas compras referem-se ao frete, considerado caro para 32% no mundo e 33% no Brasil, e a falta de controle sobre o frescor dos produtos com 31%. Na China e na Índia, o maior problema enfrentado são os danos causados durante o transporte dos produtos. 30% dos chineses, 27% dos indianos e 28% dos brasileiros relatam este problema, enquanto nos Estados Unidos é algo que afeta apenas 16% dos consumidores em sua jornada de compras.

A preocupação com o ESG

A sociedade também está mais preocupada com o impacto ambiental e social que suas ações poderem gerar, buscando, assim, itens de maior qualidade e durabilidade. Os gastos com produtos não essenciais sofreram enormes quedas durante a pandemia. Enquanto 66% da população global pretende reduzir suas despesas com esse tipo de compra nos próximos 12 meses, 52% estão dispostos a desembolsar um valor maior por produtos que tenham alta qualidade.

Além disso, para 80% dos entrevistados, as empresas precisam priorizar a transparência sobre as suas ações nas áreas social e ambiental, de modo que ela seja considerada essencial para aumentar o grau de confiabilidade dos consumidores em relação às marcas. E baseados nessa confiança, mais de 70% dos consumidores afirmaram estar dispostos a compartilhar seus dados, desejando, assim, receber recomendações de produtos de acordo com seu perfil e preferências.

“O estudo nos mostrou que 65% dos entrevistados estão prestando mais atenção ao impacto social que os produtos e serviços que consomem causam à sociedade. Isso é uma clara mudança nos hábitos de consumo gerada pela pandemia. As pessoas não se importam mais apenas com o produto, mas com o que ele pode agregar ao meio ambiente e à sociedade”, afirma Sergio Menezes, sócio de Transações Corporativas da EY-Parthenon.

A crescente preocupação, por parte dos governos federais e das empresas, sobre a neutralização das emissões de carbono tem atingido também os consumidores finais. Para as empresas que não se preocuparem com estas questões até 2030, será necessário repensar seus objetivos, pois 53% dos entrevistados alegam que pretendem diminuir as compras de companhias que não estiverem comprometidas com o conceito do carbono zero.

Segundo Menezes, as empresas precisam mostrar aos clientes quais são suas ações efetivas em relação ao ESG. “A clientela está cada vez mais exigente e cobra das empresas uma posição mais clara sobre suas ações. O estudo da EY-Parthenon mostra que 80% dos entrevistados no mundo acreditam que as empresas devem atuar de forma transparente quanto ao seu impacto social e ambiental. Para essas pessoas, o comportamento de uma organização é tão importante quanto os produtos e serviços que oferecem.”

O cuidado pessoal também é um tema que mudou muito durante a pandemia. Em nível global, 67% dos entrevistados planejam maiores cuidados com sua saúde física e 62% têm em seus planos uma preocupação maior com a saúde mental. Para Cristiane Amaral, esse é um dos movimentos já percebidos na sociedade, e que foi impulsionado pela pandemia. “Entre os entrevistados para o estudo, 54% afirmaram que vão comprar apenas de empresas que estejam alinhadas aos seus valores, mesmo que isso signifique abandonar marcas nas quais confiam e já utilizam.”

Com tantas mudanças em um intervalo curto de tempo, as empresas do setor de varejo e consumo precisam estar atentas em alguns pontos nessa nova fase. “É necessário facilitar a presença dos clientes nos canais físico e digital, investir em dados e tecnologias, desenvolver um outro olhar sobre as festas de fim de ano e criar um modelo de negócios focado em melhores experiências e não em um maior volume de vendas”, conclui Sergio Menezes, da EY-Parthenon.

Sobre a EY

A EY existe para construir um mundo de negócios melhor, ajudando a criar valor no longo prazo para seus clientes, pessoas e sociedade e gerando confiança nos mercados de capitais. Tendo dados e tecnologia como viabilizadores, equipes diversas da EY em mais de 150 países oferecem confiança por meio da garantia da qualidade e contribuem para o crescimento, transformação e operação de seus clientes. Com atuação em assurance, consulting, strategy, tax e transactions, as equipes da EY fazem perguntas melhores a fim de encontrarem novas respostas para as questões complexas do mundo atual.

A EY tem também uma meta ambiciosa de impactar positivamente 1 bilhão de pessoas até 2030, através do seu programa de responsabilidade corporativa, EY Ripples, plataforma que permite que os colaboradores se envolvam em iniciativas comunitárias e sociais mais amplas. Para saber mais como a EY tem gerado valor no longo prazo para seus stakeholders, acesse o nosso relatório EY Value Realized, relatório integrado que apresenta nossos resultados nos pilares do ESG de acordo com as métricas do World Economic Forum – International Business Council Stakeholders Capitalism Metrics.

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