EY Attractiveness Survey Portugal 2020

2 minutos de leitura 20 jul 2020
Autores
Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por aumentar a equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas. Adora viajar, o Baleal e o Benfica.

Florbela Lima

Strategic Advisor, Ernst & Young, S.A.

Mãe de um casal de pré-adolescentes, gosta de viajar, jardinagem e campo. Relaxa a ouvir música, em particular no carro.

2 minutos de leitura 20 jul 2020

A EY lança a edição de 2020 do EY Attractiveness Survey Portugal, analisando as tendências do IDE em Portugal e o impacto da COVID-19.

Oano de 2019 afigurou-se como um marco histórico para o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Portugal, confirmando-se a tendência de crescente atratividade do país para investidores estrangeiros. Apesar do forte impacto da COVID-19, o país apresenta também alguns sinais de resiliência.

NOW

A edição deste ano do EY Attractiveness Survey Portugal (PDF) demonstra que o número de projetos de IDE em Portugal atingiu, em 2019, um recorde de 158, mais do que duplicando o valor do ano anterior. Portugal subiu para o 8.º lugar entre as economias mais atrativas da União Europeia para investidores estrangeiros, mais que duplicando a sua quota de projetos (de 1,2% para 2,5%). O número de postos de trabalho criados (mais de 12.000 no total) seguiu a mesma tendência.

Num ano marcado pela incerteza e pela escalada de tensão nas trocas comerciais mundiais, Portugal conseguiu diversificar a origem do IDE e atrair geografias altamente qualificadas como os EUA, que foram em 2019 o principal mercado investidor em Portugal, seguidos da Alemanha e da França.

O ano de 2019 verificou um crescimento generalizado, com todos os setores a manterem, pelo menos, o mesmo nível de intenções de IDE. A área do Digital reforçou a sua posição de liderança em termos de atratividade, praticamente triplicando o número de projetos (de 15 para 42).

NEXT

O surgimento da COVID-19 está a ter um forte impacto nos projetos de IDE anunciados em 2019 por toda a Europa. No entanto, Portugal apresenta alguns sinais de resiliência, estimando-se que cerca 20% dos projetos anunciados em 2019 se encontrem em risco, face à média europeia de 35%.

O período excecional de grande incerteza terá um impacto na economia e no investimento que se estenderá para além do curto-prazo. A atratividade de Portugal irá depender do reforço dos seus ativos mais fortes (e.g. infraestruturas, talento disponível, qualidade de vida) e da melhoria dos seus pontos menos atrativos. O Survey deste ano aponta nesse sentido, demonstrando uma melhoria das perceções dos investidores em algumas áreas como a legislação laboral ou o apoio das autoridades locais.

BEYOND

Apesar das circunstâncias atuais, Portugal poderá ver a sua atratividade de longo-prazo reforçada, à medida que a pandemia acelera algumas megatendências em curso: digitalização da economia e aceleração tecnológica; maior peso dos temas da sustentabilidade e das alterações climáticas nas decisões de investimento; a reconfiguração e maior proximidade das cadeias de fornecimento. Nesta vertente, a localização geográfica, infraestruturas de transporte e digitais, apetência digital da economia e os recursos naturais na área das energias renováveis poderão ser importantes catalisadores do reforço do posicionamento internacional de Portugal para o IDE.

Faça download do estudo completo (PDF 6.8 MB)

Resumo

O EY Attractiveness Survey Portugal demonstra que 2019 foi um ano histórico para a atração de investimento direto estrangeiro (IDE), com o número de projetos (158) mais que duplicando face a 2018 (74). Apesar do impacto profundo que a COVID-19 está a ter nas decisões de investimento, o IDE em Portugal tem também dado sinais de alguma resiliência quando comparado com os seus congéneres europeus. Portugal deve continuar a apostar na tecnologia, na inovação, no talento e no enquadramento tributário, assim como na recuperação e na abordagem proativa aos investidores de forma a reforçar o seu posicionamento no longo-prazo.

Sobre este artigo

Autores
Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por aumentar a equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas. Adora viajar, o Baleal e o Benfica.

Florbela Lima

Strategic Advisor, Ernst & Young, S.A.

Mãe de um casal de pré-adolescentes, gosta de viajar, jardinagem e campo. Relaxa a ouvir música, em particular no carro.