2 minutos de leitura 24 mai 2020
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O sentimento dos investidores em ambiente de pandemia

por

Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por quintuplicar a dimensão da equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas, adora viajar, o Baleal e o Benfica.

2 minutos de leitura 24 mai 2020
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Conheça os principais resultados do Global Capital Confidence Barometer.

Aatual pandemia trouxe novas vulnerabilidades e novos desafios. O impacto total nas receitas e na rentabilidade das empresas em toda a cadeia de valor é ainda altamente incerto. Quando a situação se tornar mais clara, as empresas farão movimentos mais rápidos do que nunca para reformular e reinventar os seus negócios. Depois do "agora" e do "a seguir", as empresas acabarão por se concentrar no "além" - ativando a transformação, incluindo a reconfiguração da alocação de capital e do portfólio de investimentos e negócios. Espera-se também que daqui resulte a aceleração de processos de fusões e aquisições.

Tudo mudou - 73% dos executivos entrevistados no Global Capital Confidence Barometer espera que a atual pandemia tenha um impacto severo na economia global. Para a grande maioria das empresas, lidar com o que está a acontecer agora é a sua única preocupação.

Mas, como acontece com os governos nesta crise, os executivos não podem ser apenas reativos – terão também de planear com antecedência e antecipar o que virá depois.

Muitas empresas já tinham em curso grandes iniciativas de transformação. Estas podem ser pausadas ou desaceleradas devido à situação atual, mas recomeçarão eventualmente - e muito provavelmente com mais ênfase e urgência. Os investidores já vinham a aumentar a frequência e qualidade dos seus processos de revisão de estratégia e de carteira. Isso continuará, cada vez mais baseado na utilização de dados para entender as rápidas mudanças do mercado e a evolução do cenário competitivo.

Espera-se também assistir a maior frequência nos exercícios de reequilíbrio de carteiras de ativos, com as aquisições e alienações como ferramentas essenciais para pensar além da crise e para acelerar a recuperação. Antes do início da crise, mais de metade das empresas pretendia fazer aquisições para aumentar as oportunidades de crescimento. Alguns destes negócios ainda vão acontecer, outros serão adiados. No entanto, as lições aprendidas com a crise de 2008-12 mostram que aquela foi uma oportunidade para quem fez aquisições de ativos de alta qualidade que foram instrumentais para alcançar crescimentos acima da média global do mercado.

Devemos responder com urgência ao que se passa agora, prepararmo-nos para o que vem a seguir e pensar depois no que virá para além disso. A 22ª edição do Global Capital Confidence Barometer dá conta do sentimento global dos investidores face ao atual momento de incerteza e explica porque as fusões e aquisições vão continuar a ser uma ferramenta importante para alimentar um crescimento mais rápido num mercado em recuperação.

Resumo

Depois da resposta às necessidades do presente, as empresas têm de se preparar para o que virá depois. Os resultados do GCCB indicam que se devem acelerar os processos de revisão do portfólio de ativos e negócios, com a análise de dados a tornar-se mais importante para as decisões de investimento. As fusões e aquisições vão continuar a ser uma ferramenta importante para acelerar a recuperação pós-crise. As empresas mais ágeis na gestão de desinvestimentos e aquisições poderão novamente, tal como se observou após a crise de 2008-2012, vir a crescer acima da média do mercado.

Sobre este artigo

por

Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por quintuplicar a dimensão da equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas, adora viajar, o Baleal e o Benfica.

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