Perspetivas da EY para o setor segurador: o que devem as seguradoras fazer para preparar o futuro?

Autores
David Hollander

Former EY Global Insurance Leader

Transformation leader in insurance. Committed to help strategically reshape the industry’s business model for today’s digital age.

Luca Russignan

EY Global Insurance Knowledge Leader

Experienced insurance professional focused on long-term trends in the life and non-life insurance sectors. Passionate proponent of new technologies. Listener. Traveler.

3 minutos de leitura 5 dez 2018

As nossas perspetivas para o setor segurador em 2019 confirmam que a tecnologia e a inovação são a chave para promover um crescimento ágil num ambiente desafiante. 

Vivemos um momento empolgante para o setor segurador em todo o mundo, com as seguradoras a investirem mais do que nunca para transformar os seus modelos de negócio e para procurar diferentes oportunidades de crescimento em todo o mundo. É certo que os desafios macroeconómicos, as mudanças demográficas e novas ameaças competitivas são grandes desafios, e fazem parte do que está a estimular os líderes do setor. 

É por isso que este é o momento oportuno para os stakeholders do setor fazerem um balanço, como a equipa de seguros da EY fez nas  últimas edições das suas perspetivas anuais para o setor. Os relatórios regionais que cobrem as Américas, Ásia-Pacífico e Europa são o resultado de várias sessões de reflexão, conduzidas com profissionais do setor, estrategas e tecnólogos. Cobrem as principais tendências, disrupções e inovações com impacto no setor segurador a nível global e recomendar para todos os diferentes tipos de seguradoras poderem prosperar entre desafios e oportunidades. 

A equipa concluiu que o crescimento do setor de seguros, a nível global, deve permanecer fraco, mas há muitas razões para manter o otimismo. Os relatórios fornecem muitos outros detalhes, mas há três "grandes ideias" que apontam o caminho a seguir pelas seguradoras:

  • A transformação digital é fundamental para otimizar custos, acelerar a inovação e impulsionar a agilidade.
  • Tanto os canais digitais como os canais de distribuição direta são imperativos para o crescimento, embora os canais humanos tradicionais, em breve estejam condenados.
  • As seguradoras do ramo vida devem expandir propostas de valor e portefólios de produtos para endereçar todos os aspetos do bem-estar financeiro.

Toda a equipa de seguros da EY é motivada pelas oportunidades que se afirmam para o setor, melhores formas de trabalhar, uma noção mais clara de objetivos, uma utilização mais eficaz das tecnologias emergentes, assim como a habilidade única do nosso setor em promover bem-estar financeiro, proteger e ajudar os segurados a gerirem melhor os riscos.

Entre os destaques do relatório estão os seguintes.

Perspetivas para as Américas 

Crescimento lento ou nulo das receitas. Forte pressão sobre os lucros. Fluxo constante de avanços tecnológicos e de expetativas crescentes dos clientes. É isto que as seguradoras têm enfrentado num passado recente. Se não adotarem rapidamente ações mais ousadas, correm o risco de ver mais do mesmo em 2019 e nos anos seguintes.

Crescimento baixo, de um dígito, tem sido a regra no setor não-vida, graças a uma mistura de tendências favoráveis e adversas. A melhoria dos preços no setor automóvel e da saúde na América do Norte tem sido largamente compensada pelo fraco crescimento económico na América Latina.

O mercado de seguros de vida nas Américas permanece fraco há anos, embora os desenvolvimentos recentes pareçam promissores. Melhorias nos mercados financeiros, crescimento a acelerar, taxas de juros a subir e envelhecimento da população devem impulsionar a procura por este tipo de produtos. As seguradoras do ramo vida não devem simplesmente esperar que estes fatores funcionem a seu favor, como fizeram no passado.

Crescimento regional limitado

2.6%

Prémios brutos emitidos, Américas, Não-vida. CAGR, 2012-2017. Fonte: Swiss Re.

Fraca performance

-18%

Número total de contratos de anuidade em vigor, EUA, 2012-2017. Fonte: S&P.

Perspetivas para as Américas 

Descubra mais no nosso último relatório.

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Atualização: Brasil, Canadá e México, resumos dos países

Perspetiva Ásia-Pacífico

Lar de quase um terço da população mundial, a região da Ásia-Pacífico é a chave para o futuro do setor segurador. Os rendimentos a crescer e a população a aumentar têm beneficiado as seguradoras do ramo vida em toda a região. Os setores não-vida têm crescido em linha com o crescimento do PIB. Os mercados da Ásia-Pacífico em geral e da China em particular também vão influenciar o futuro do setor, porque são focos de inovação.

Embora o crescimento vá inevitavelmente abrandar, continuam a existir oportunidades consideráveis, especialmente nas áreas onde as seguradoras da região estão a inovar e a fazer experiências de forma mais intensiva.

Crescimento regional moderado

8.0%

Ásia-Pacífico, Não-vida, CAGR, 2012-2017. Fonte: Swiss Re.

Crescimento positivo na China

17.6%

Crescimento dos prémios brutos dos seguros de vida, China, 2012-2017. Fonte: Swiss Re.

Perspetiva Ásia-Pacífico 

Descubra mais no nosso último relatório.

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Perspetiva Europeia

O crescimento económico sistematicamente lento, especialmente quando comparado com os EUA e os mercados emergentes, tem limitado o crescimento do mercado Europeu de seguros. Depois de resultados ligeiramente mais positivos em 2017, o crescimento na região abrandou novamente em 2018, ainda que a ritmos muito diferentes, entre os vários mercados locais do continente. 

As seguradoras de vida europeias devem acelerar a evolução para o digital, mas evoluir de forma atrativa para os clientes. Estão muito ansiosas para transferir os produtos e as interações tradicionais com os clientes para plataformas e canais digitais

Crescimento regional negativo

-0.8%

Mercado total (vida e não vida) na Europa, CAGR (prémio bruto emitido em USD). Fonte: Swiss Re.

Investimento digital

267%

Crescimento do investimento em InsurTechs na Europa, 2016-2017. Fonte: CB Insights.

Perspetiva Europeia

Descubra mais no nosso último relatório.

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Olhando para o futuro, é claro que as seguradoras vão continuar e até mesmo acelerar o seu foco no digital. A confiança será essencial nessa jornada. A confiança digital será a base da relação com os clientes e do valor entregue pelo setor. As seguradoras do ramo vida, por exemplo, não podem proporcionar uma sensação de bem-estar financeiro, a menos que os consumidores confiem nelas.

Está na hora das seguradoras irem além de “pensar no digital” e começarem a “pensar digital” e “agir digital”. As seguradoras que podem fazer essa mudança terão a agilidade para aproveitar as oportunidades emergentes e adaptar-se às expetativas crescentes dos clientes. Acreditamos que as seguradoras podem ser bem-sucedidas nessas mudanças fundamentais e necessárias, apesar dos muitos e grandes desafios que o setor enfrenta. Noutras palavras, mesmo com alguns indicadores de crescimento potencialmente desafiantes nas Américas e na EMEA, a curto prazo, encontramos razões para o otimismo nas perspetivas de longo prazo para o mercado segurador.

Resumo

Espera-se que o crescimento global do sector segurador permaneça fraco, revelam as nossas perspetivas para o setor em 2019. Isso significa que as empresas devem concentrar-se em tecnologias e iniciativas inovadoras que otimizem custos, alarguem a distribuição de produtos, ampliem o seu alcance de mercado e as ajudem a explorar nichos em mercado locais, que possam estimular o crescimento.

Sobre este artigo

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David Hollander

Former EY Global Insurance Leader

Transformation leader in insurance. Committed to help strategically reshape the industry’s business model for today’s digital age.

Luca Russignan

EY Global Insurance Knowledge Leader

Experienced insurance professional focused on long-term trends in the life and non-life insurance sectors. Passionate proponent of new technologies. Listener. Traveler.