2 minutos de leitura 18 dez 2020
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M&A – Sinais de otimismo para 2021

por Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por aumentar a equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas. Adora viajar, o Baleal e o Benfica.

2 minutos de leitura 18 dez 2020

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As operações de M&A no mercado Português irão continuar a crescer, quer em volume e em valor, com investidores internacionais a continuar a olhar para este mercado e muitos investidores portugueses a procurarem oportunidades interessantes para reforçar o seu posicionamento no mercado.

Depois de um ano extraordinário de 2019, no que concerne ao mercado português de M&A (Fusões e Aquisições), tal como na generalidade dos países mais desenvolvidos, as previsões para 2020 apontavam para uma continuação desta tendência com mais um ano de muita atividade transacional suportada pelo otimismo derivado do ambiente económico global. Mas a pandemia global e a quase suspensão de atividade económica nos meses de março e abril de 2020 levou a uma paragem brusca neste mercado no qual estamos agora a observar a sua recuperação.

Como 2020 deixou evidente para todos, qualquer tentativa de prever o que podemos esperar de 2021 pode ser um completo tiro ao lado, mas não deixa de ser um exercício interessante para quem atua primordialmente neste mercado.

O mundo moderno nunca observou uma pandemia desta dimensão, o que torna muito difícil perceber os impactos da mesma nas suas várias dimensões. No entanto podemos sempre olhar para as últimas crises económicas e tentar perceber como as operações de M&A foram impactadas pelas mesmas. E nestes casos constatamos sempre que as operações de M&A arrefeceram no início dos períodos recessivos, para rapidamente voltarem a crescer com os primeiros indicadores de retoma.

Na situação atual é difícil referir que já vemos sinais de retoma, ou pelo menos sinais consistentes da mesma, mas é neste momento óbvio que já nos habituámos a viver num contexto de pandemia e conseguimos, em determinados sectores, reduzir a incerteza associada ao impacto da pandemia nos mesmos. Com esta diminuição de incerteza retomam as operações de M&A, como se constatou nos últimos meses e principalmente desde o Verão de 2020 em determinados sectores.

Mas voltando ao histórico de crises económicas e aos efeitos nas operações de M&A após as mesmas, é seguro afirmarmos que iremos observar um período de grande movimentação no mercado de M&A, sendo que nas atuais circunstâncias a retoma poderá ser mais rápida do que a verificada nas anteriores retomas pós recessão, em virtude das disponibilidades financeiras atualmente existentes, das taxas de juro historicamente baixas e das oportunidades decorrentes da situação atual, nomeadamente no que concerne a ativos distressed que chegarão ao mercado com o final das moratórias esperado em 2021.

A estes fatores, o mercado português junta a sua atratividade, que tem aumentado consistentemente nos últimos anos, como demonstra o EY Atractiveness Survey, fatores esses que não terminaram ou perderam o seu interesse com os efeitos da pandemia. Seguramente, com os vislumbres de uma solução, vacina, para a situação que todo o mundo está a viver, Portugal irá continuar a brilhar no sector do turismo, onde as características que levaram à descoberta de Portugal como destino de topo se mantêm inalteradas, bem como irá demonstrar outras das suas vantagens competitivas, como a relação qualidade preço dos nossos serviços e produtos, que permita demonstrar ao mercado internacional que somos uma alternativa interessante para multinacionais que viram as suas cadeias de fornecimento interrompidas por estarem dependentes de uma só geografia ou fornecedor.

Faça o download do estudo completo em "Portugal: Desafios para 2021".

Resumo

Acredito que as operações de M&A no mercado Português irão continuar a crescer, quer em volume e em valor, com investidores internacionais a continuar a olhar para este mercado e muitos investidores portugueses a procurarem oportunidades interessantes para reforçarem o seu posicionamento no mercado.

Sobre este artigo

por Miguel Farinha

Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Responsável por aumentar a equipa de Strategy and Transactions da EY Portugal para mais de 110 pessoas. Casado, pai de três crianças com mais duas emprestadas. Adora viajar, o Baleal e o Benfica.