Comunicado de Imprensa

23 jun 2020 Lisbon, PT

Caderno de Notas EY-Parthenon: "A crise económica da Covid-19" - 3ª edição

A EY divulga, esta terça-feira, a terceira edição do Caderno de Notas, sobre A crise económica da Covid-19, com supervisão e direção científica de Augusto Mateus, Strategic Consultant da EY Portugal.

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Lisboa, 23 de junho de 2020 - A EY divulga, esta terça-feira, a terceira edição do Caderno de Notas, sobre A crise económica da Covid-19, com supervisão e direção científica de Augusto Mateus, Strategic Consultant da EY Portugal, onde realiza um primeiro balanço e caracterização das seis semanas de confinamento mais rigoroso, bem como das seis semanas de progressivo e gradual desconfinamento que se lhe seguiram.
  • EY apresenta sistematização da evolução das sucessivas previsões e cenários do comportamento das principais variáveis macroeconómicas
  • Além das quebras no PIB, destacam-se os fortes impactos negativos no desemprego e nos saldos orçamentais, conduzindo a agravamentos sensíveis dos níveis de endividamento, a retração substancial do consumo privado acompanhada de uma alteração relativamente radical da respetiva estrutura de despesas e um recuo muito mais significativo, ainda, do comércio internacional

As exportações de bens e serviços são a variável macroeconómica que mais sofre neste agudizar da crise económica em Portugal, numa dimensão que tudo indica virá a avizinhar-se de uma quebra de um quarto em relação a 2019. Esta é uma das principais das conclusões do mais recente Caderno de Notas da EY. Mas há mais.

O lay-off simplificado, principal instrumento utilizado na contenção do desemprego e na estabilização dos rendimentos dos assalariados, abrangeu, até agora, cerca de 105 mil empresas e 850 mil trabalhadores (perto de 60% do emprego total nas empresas que a ele procuraram recorrer), com um custo global para o Estado de 580 milhões de euros.

Ao mesmo tempo, as medidas excecionais de mitigação da crise social, nomeadamente em termos de compensação das quebras de rendimento e apoio familiar, abrangeram, ainda, mais cerca de 39 mil empresas e 350 mil pessoas, com um custo adicional de quase 200 milhões de euros.

Já o desemprego registou, desde março, um aumento visível, alcançando, pelo menos, cerca de 150 mil novospedidos de apoio.

De acordo com as conclusões da EY, "as despesas de consumo são uma importante força motriz do crescimento económico nacional e global. As restrições impostas à rotina dos portugueses como resultado de um confinamento generalizado, provocaram alterações profundas nos seus comportamentos, traduzindo-se numa nova realidade marcada por fragilidades estruturais pré-existentes na nossa sociedade".

Após uma fase caraterizada pelo comportamento pouco estruturado de armazenamento de "bens essenciais", com um aumento de compras em supermercados e hipermercados e farmácias e parafarmácias, os portugueses continuaram a gastar em bens de consumo, mas de forma mais cuidadosa e atenta à redução de despesas.

A análise da EY revela ainda que a resposta à pandemia impôs reduções drásticas na mobilidade de pessoas para o trabalho equivalentes a períodos de férias. Portugal foi dos países com maior paragem durante o confinamento e a retoma está a ser feita ao ritmo de países com mais infetados. A nível regional, Lisboa e Setúbal foram os distritos de Portugal que registaram reduções mais acentuadas na mobilidade.

Assim, "o ecossistema da mobilidade está a passar por uma fase de transformação. O impacto é profundo em cada segmento, e nenhum está indiferente, sendo que a evolução dos próximos meses estará muito dependente da resposta da saúde. Existem casos excecionais de crescimentos em contraciclo, como o segmento da logística", lê-se no documento.

De salientar que este Caderno de Notas surge numa fase em que o confinamento vai terminando, com sucessivos e faseados levantamentos e/ou abrandamentos das restrições impostas, quer à mobilidade dos cidadãos, quer à atividade dos operadores económicos, quer à circulação dos trabalhadores e consumidores, que avançam a várias velocidades, revelando múltiplas dificuldades e limitações, menos esperadas e/ou pensadas.

O caminho das previsões económicas, nomeadamente na transição de maio para junho, tem vindo a contribuir para a correção da negação da realidade que dominou os tempos iniciais da generalização da pandemia e da adoção das medidas de confinamento.

"A dimensão da crise económica, cavada pela justificada prioridade concedida à mitigação dos efeitos da pandemia da Covid-19 em termos de saúde pública, foi sistematicamente desvalorizada e subestimada até ao surgimento dos primeiros trabalhos mais rigorosos e independentes", lê-se no Caderno de Notas.

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