Comunicado de Imprensa

3 dez 2020 Lisbon, PT

Estudo EY | O que motiva cada geração e o que mudou com a pandemia?

De entre as quatro gerações que, atualmente, coexistem no mercado de trabalho – Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z – são os primeiros (nascidos entre 1946 e 1960) que se mostram mais impactados pelos desafios impostos pela pandemia.

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EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

Lisboa, 03 de dezembro de 2020. De entre as quatro gerações que, atualmente, coexistem no mercado de trabalho – Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z – são os primeiros (nascidos entre 1946 e 1960) que se mostram mais impactados pelos desafios impostos pela pandemia.

  • Estudo da EY questionou 1.300 trabalhadores portugueses, de diferentes gerações, para saber quais os fatores que mais impactam a sua motivação. Os resultados permitem às empresas obter informação sobre o que oferecer para atrair e reter o talento dos profissionais de diferentes faixas etárias.
  • São atualmente quatro as gerações que coexistem no mercado de trabalho: Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z.
  • Os Baby Boomers, os trabalhadores mais seniores no mercado de trabalho, são os mais impactados pela pandemia. Antes atribuíam pouca importância ao espaço físico de trabalho, mas agora são quem mais o privilegia. O equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal também ganhou maior importância para estes trabalhadores.
  • As práticas de trabalho remoto impostas pela pandemia levaram a Geração Z, a mais nova no mercado laboral, a dar menos importância à proximidade entre a empresa e a residência. Estes profissionais mais jovens estão também, agora, mais avessos a sair das empresas onde trabalham para abraçarem novos desafios.

De acordo com o estudo “Motivação de Geração em Geração”, lançado esta quinta-feira pela EY Portugal, são estes trabalhadores, com uma média de idade de 60 anos, quem mais sente os efeitos do atual contexto. O impacto é mais expressivo na importância que atribuem hoje ao espaço físico de trabalho: se, antes, era a geração que menos importância atribuía ao local de trabalho, é agora aquela que mais o privilegia. Da mesma forma, passaram a colocar mais peso em temas como o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, priorizando a necessidade de serem informados sobre a estratégia da empresa. Passaram, também a valorizar mais a autonomia na função desempenhada.

Estas são algumas das conclusões do estudo “Motivação de Geração em Geração”, lançado pela EY com o objetivo de conhecer as motivações das diferentes gerações que coexistem atualmente no mundo laboral em Portugal e, ao mesmo tempo, identificar os drivers a que as organizações devem dar resposta para atrair e reter talento de cada geração. O inquérito a 1.300 trabalhadores portugueses começou por ser realizado em fevereiro de 2020, mas o impacto da pandemia no mundo organizacional levou a consultora a lançar uma segunda fase do estudo, para perceber o impacto inicial que a pandemia teve nas diferentes variáveis que impactam a motivação de cada geração.

De acordo com este survey, a obrigatoriedade do teletrabalho imposta nos últimos meses a uma grande fatia da população trabalhadora em Portugal veio também trazer maior dinâmica à forma como as gerações valorizam a proximidade entre o local de trabalho e o local de residência. Antes da pandemia, mais de metade dos participantes Millennials (nascidos entre 1980 e 1995) e da Geração Z (nascidos a partir 1996) consideravam esta proximidade relevante; agora, apenas um terço.

Impelidos também pelo atual contexto, todas as gerações auscultadas atribuem, atualmente, mais importância à inovação tecnológica da empresa para a qual trabalham.

Por outro lado, antes do surto de Covid-19, eram as gerações mais jovens quem mais ponderava sair da empresa no próximo ano. Agora, são os Baby Boomers quem mais equaciona essa possibilidade. “O clima de incerteza sobre o futuro da economia e do mercado de trabalho originou um recuo das gerações mais jovens, em particular da Geração Z, que é, agora, aquela que menos poderá abraçar um novo desafio profissional nos tempos mais próximos”, aponta Anabela Silva, Partner e responsável pela área de People Advisory Services da EY.

O que valorizam as diferentes gerações?

A primeira fase do estudo identificou os seis drivers da motivação – empresa; desenvolvimento e carreira; remuneração e benefícios; ambiente de trabalho; comunicação; e natureza das tarefas realizadas – tendo, a partir deles e do que representam para cada geração, traçado o perfil dos diferentes trabalhadores que partilham o local de trabalho.

A compreensão dos fatores que estão diretamente relacionados com os níveis de motivação de cada um dos perfis dos diferentes trabalhadores é essencial para as organizações perceberem quais são as variáveis que necessitam de trabalho, por forma a atraírem e reterem o seu talento. Sabemos que a maioria das empresas tem dificuldade em reter trabalhadores, sendo que os custos da substituição de um colaborador são altos. Pelo que é crucial às organizações saberem em concreto que que fatores impactam diretamente na motivação de um profissional mais sénior ou de um trabalhador mais jovem
Anabela Silva
Partner, People Advisory Services, Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A.

Os Baby Boomers valorizam o reconhecimento do seu trabalho e de um bom ambiente de trabalho, sendo, dos que mais privilegiam a autonomia. A colaboração e entreajuda entre colegas é também um fator fundamental para esta geração, que se mostra mais conservadora: por exemplo, apenas uma pequena minoria valoriza um ambiente de trabalho mais informal.

Também os participantes da Geração X (nascidos entre 1961 e 1979) consideram ser importante a manutenção de um bom ambiente laboral, assim como o reconhecimento do seu trabalho. E contrariando a ideia de que são workaholics, estes profissionais garantem que um dos fatores que mais apreciam é o equilíbrio entre a vida laboral e a esfera pessoal. Em contrapartida, a maioria diz-se insatisfeita com o seu pacote de benefícios, sublinhando que a remuneração é um fator determinante para a escolha de novos projetos profissionais. Por isso, para se sentirem realizados necessitam de remuneração adequada e reconhecimento profissional.

Por seu turno, os Millennials apresentam dois traços muito distintivos: não só consideram relevante o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, como querem ver o seu trabalho reconhecido. E destacam-se das gerações anterior pela importância que dão à formação e ao desenvolvimento como drivers motivacionais, privilegiando oportunidades de crescimento. Contudo, apenas uma minoria considera que a função que desempenha lhe permite desenvolver novas competências. Talvez por isso, só um número reduzido dos participantes que se encaixam nesta faixa etária admita que se sente desafiado profissionalmente.

Finalmente, a Geração Z, que começou a entrar mais recentemente para o mercado de trabalho, quer ter perspetivas de evolução na carreira. Afirmam que necessitam de ter oportunidades de crescimento e a remuneração adequada para se sentirem realizados. Valorizam menos a autonomia e mostram alguma inquietação, procurando novos projetos profissionais, sublinhando que não se sentem desafiados profissionalmente.

Apesar das diferenças que mostram entre elas, as quatro gerações também partilham algumas características que têm impacto na motivação laboral. Por exemplo, estão alinhadas em reconhecer a relevância positiva que o bom ambiente de trabalho, a boa relação com as chefias e a colaboração entre colegas tem para a sua motivação.

As conclusões mostram também que, independentemente da geração, pessoas com filhos valorizam a autonomia, enquanto que quem não tem filhos privilegia a oportunidade de crescimento. Curiosamente, são as gerações seniores aquelas que mais dão valor à inovação tecnológica nas empresas. Da mesma forma, ao contrário do esperado, não são as gerações mais jovens que valorizam o papel social e ambiental das empresas, mas sim as mais experientes.

Feito o diagnóstico às diferentes gerações, o estudo da EY especifica para cada uma das variáveis motivacionais as necessidades de atuação junto de cada geração. O estudo, cuja versão completa pode consultar em aqui, aponta estratégias possíveis para as organizações trabalharem os diferentes fatores de motivação, consoante a faixa etária dos trabalhadores a que se dirigem.


Para saber mais informações, contacte: José Aguiar

José Aguiar

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