Comunicado de Imprensa

2 fev 2021 Lisbon, PT

Estudo EY | Eletrificação das frotas acelerará agenda da descarbonização, com vantagens significativas para os que forem mais rápidos

O estudo inclui análises que resultam de discussões com líderes dos setores automóvel, público, petróleo e gás, fabrico de baterias, gestão de frotas, leasing e negócios de infraestrutura de carregamento. Reúne perceções e opiniões, identificando grupos de valores-chave e ações para acelerar e construir soluções de eMobility em escala.

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  • Evolução do transporte está num ponto de viragem, auspiciando enormes benefícios ambientais
  • Players da indústria mostram-se otimistas e dispostos a colaborar na transformação do eMobility numa realidade comercial
  • Começar pela transição nas frotas acelerará as agendas de eletrificação e descarbonização

Lisboa, 02 de fevereiro de 2021. Há todo um grande movimento que envolve, impulsiona e acompanha a eletrificação do transporte. Além de os benefícios ambientais serem claros e óbvios, também há recompensas comerciais significativas para agentes mais rápidos no ecossistema de mobilidade elétrica que está em evolução (eMobility). Um novo estudo da EY e da Eurelectric, Accelerating fleet electrification in Europe: When does reinventing the wheel make perfect sense?, conclui que a eletrificação de frotas deve liderar e dar a maior e mais rápida contribuição para a descarbonização do transporte rodoviário.

O estudo inclui análises que resultam de discussões com líderes dos setores automóvel, público, petróleo e gás, fabrico de baterias, gestão de frotas, leasing e negócios de infraestrutura de carregamento. Reúne perceções e opiniões, identificando grupos de valores-chave e ações para acelerar e construir soluções de eMobility em escala.

Eletrificar o transporte é fundamental para a Europa cumprir as suas rígidas metas de emissões e criar um futuro descarbonizado. Começar pela transição da frota abrirá o caminho e gerará novas oportunidades comerciais, incluindo soluções de carregamento de veículos para a rede e veículos elétricos, entre outros. Para conseguir isso, é necessária uma abordagem centrada na frota, tanto por parte dos governos, como da indústria, com o objetivo de remover obstáculos áreas como a criação de padrões comuns e os investimentos. Conquistar os corações e as mentes dos clientes através de uma variedade maior na escolha de veículos e uma experiência de carregamento perfeita também é essencial. No entanto, nenhum setor pode conduzir a transição sozinho - a colaboração entre todos os participantes do ecossistema eMobility é fundamental para alcançar o sucesso.
Serge Colle
EY Global Power & Utilities Leader
eMobility aproxima-se do ponto de viragem

A pressão regulatória aumentou para os veículos rodoviários, com novos padrões de emissão de dióxido de carbono (CO2) para os fabricantes de automóveis e que entraram em vigor em toda a Europa. Ao mesmo tempo, verifica-se que os pacotes de recuperação económica em resposta à COVID-19 se concentram amplamente em soluções de energia renovável e neutras em carbono, que, no seu conjunto, favoreceram a mudança para o eMobility.

De acordo com o estudo da EY e da Eurelectric, em 2020, até novembro, um recorde de um milhão de veículos elétricos vendidos foi alcançado - representando um em cada 10 carros de passageiros vendidos. Este é um ponto de viragem decisivo para atingir os volumes de vendas de 30% a 40% de veículos elétricos até 2030, cumprindo as metas de redução de carbono na Europa.

Estamos mesmo na dobra de uma curva exponencial. Nos próximos anos, experimentaremos uma turbo-evolução no setor dos transportes. Este estudo mostra que as frotas de veículos elétricos podem trazer benefícios enormes tanto para os proprietários de frotas como para a sociedade em geral. Alinhar as ambições políticas e as oportunidades comerciais é, por isso, uma obrigação. As políticas direcionadas para impulsionar a procura adicional de veículos elétricos, bem como uma estratégia inteligente para implementação de infraestruturas de carregamento serão essenciais para o sucesso.
Kristian Ruby
Secretário-Geral da Eurelectric
Necessidade de velocidade

A rapidez com que os países se descarbonizarão determinará os resultados climáticos, de saúde e ambientais nas próximas décadas. De acordo com o estudo, as emissões dos transportes têm aumentado nos últimos três anos e uma diminuição de 65%, ou 10% de poupança anual, é necessária para atingir a meta de redução de 55% na Europa, em comparação com os níveis de 1990.

O estudo identifica que, para atingir este marco, é essencial acelerar a transição para a eletrificação da frota. Para tal, é preciso: objetivos políticos alinhados com as oportunidades comerciais no sentido de uma regulamentação coesa; novos modelos de financiamento para infraestruturas de carregamento pública e privada; um novo foco na cadeia de fornecimento ponta a ponta; melhorar a confiança do consumidor com a ampliação da infraestrutura física; e uma interface digital perfeita do veículo à rede.

Recorde-se que, em Portugal, o Estado dá incentivos de 3 mil euros para a compra de veículos elétricos ligeiros de passageiros e de mercadorias a particulares; as empresas também têm um apoio de 3 mil euros na aquisição de comerciais ligeiros e de 2 mil euros na compra de ligeiros de passageiros.

O setor de frota deve eletrificar primeiro

Embora relativamente pequeno – com 63 milhões de veículos (20% do parque total de veículos da Europa), o setor de frotas da Europa é desproporcionalmente prejudicial ao meio ambiente, de acordo com o estudo. É responsável por mais de 40% do total de quilómetros percorridos e metade das emissões totais do transporte rodoviário na Europa. Além disso, as lições aprendidas com a aceleração da eletrificação da frota – como o desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis que apoiem o investimento em infraestrutura de carregamento e a integração da capacidade de carregamento inteligente –, permitirão que o mercado secundário e mais amplo de veículos de passageiros faça uma transição mais rápida. Assim sendo, este é o maior e mais impactante caso de teste.

O estudo destaca quatro fatores principais que apoiarão uma primeira fase de transição da frota:

  • As frotas terão que mudar para tipos de veículos alternativos ao longo do tempo, já que os padrões de emissões de CO2 restringem as vendas de veículos não elétricos.
  • Os veículos poluentes da frota são proibidos em mais de 300 grandes cidades europeias que operam com zonas de baixa emissão, pelo que a alternativa é pagar uma penalidade ou mudar para EV.
  • Os veículos da frota tendem a viajar em rotas regulares e a cobrir uma distância diária bastante consistente. Têm destinos e escalas fixos, que podem ser combinados com os carregamentos.
  • O custo total de ter EV está a atingir rapidamente o mesmo nível do dos veículos com motor de combustão interna. Os incentivos e os subsídios podem preencher lacunas, enquanto serviços e manutenção reduzidos, bem como poupanças significativas de combustível, justificam a eletrificação da frota em termos económicos.
O emergente ecossistema eMobility

Assim como acontece noutros setores em transformação, todo um ecossistema de apoio começou a desenvolver-se para acelerar a transição do eMobility. Tal inclui soluções inovadoras para o cliente e propostas de valor acrescentado para impulsionar a adoção generalizada do eMobility.

Os fornecedores de energia, por exemplo, já estão a criar parcerias com operadores de soluções de carregamento de VE e empresas de leasing, e as fabricantes estão a juntar-se a concessionárias de serviços públicos, criando os seus próprios negócios de leasing.

Ou seja, há vários conjuntos de novos e já estabelecidos players na indústria que estão a trabalhar de forma colaborativa para ganhar a confiança dos clientes e aprimorar sua experiência geral ao nível do eMobility. O estudo da EY e da Eurelectric destaca são possíveis ganhos significativos para os primeiros usuários. E identifica oportunidades dentro do ecossistema, como gestão de rede, soluções de alimentação e carregamento de veículos elétricos, gestão de frota, gestão de veículos e baterias, soluções de fim de vida da bateria, financiamento e gestão de dados.

Para saber mais informações, contacte: Telma Franco

Telma Franco

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