Comunicado de Imprensa

22 abr 2021 Lisbon, PT

Na época 2019-20, em plena pandemia, postos de trabalho no futebol profissional subiram 20,7%

Este crescimento deve-se à aposta que a Liga Portugal e as 34 Sociedades Desportivas que integram esta análise fazem na contratação de recursos humanos, e é, em grande parte, justificado pelo aumento dos funcionários e jogadores da Liga NOS.

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EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

  • Quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal, confirma a importância desta indústria, num ano absolutamente atípico, devido aos efeitos da Covid-19.
  • A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas da Liga NOS e da LigaPro foram responsáveis diretamente por mais de 3160 postos de trabalho.
  • A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas geraram 750 milhões de euros em volume de negócios, o que se traduziu numa contribuição de cerca de 494 milhões de euros para o PIB português (0,26%) em 2019-20.
  • Os efeitos da pandemia e a consequente redução das receitas de bilheteira e dos rendimentos associados à participação em competições europeias fizeram-se sentir e impactaram o volume de negócios das Sociedades Desportivas do Futebol Profissional.

Lisboa, 22 de abril de 2021. Num período de constrangimentos e incertezas devido à crise pandémica, o Futebol Profissional cresceu de 2621 postos de trabalho diretos para 3163, o que representa um aumento de 20,7% na empregabilidade da indústria na época 2019-20, face à anterior, conclui a quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal, divulgada esta quinta-feira.

Os jogadores foram os agentes desportivos com a maior fatia remuneratória (€244 milhões). Numa época marcada pela pandemia, verificou-se, assim, um aumento do número de profissionais dedicados ao futebol, mantendo a Liga Portugal o seu compromisso com a formação dos agentes desportivos.

A suspensão temporária da Liga NOS e a suspensão definitiva das últimas 10 jornadas da LigaPro na época 2019-20 tiveram um impacto imediato e adverso no Futebol Profissional, indústria que vive da espetacularidade do desporto que atrai milhões aos estádios. Mas o mais recente Anuário do Futebol Profissional Português conclui que o desempenho efetivo das Sociedades Desportivas superou as previsões da Liga Portugal. Analisando o impacto nas receitas agregadas das Sociedades Desportivas, verifica-se que as receitas decresceram 11%, em comparação com a época passada, quando se previam quebras entre os 15-37%.

No seu conjunto, a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas da época desportiva 2019-20 registaram um volume de negócios superior a €750 milhões, o que permitiu uma contribuição total de €494 milhões para o PIB português. Ainda que valor represente uma diminuição de 10% face ao quadro competitivo anterior – como consequência da pandemia –, o Futebol Profissional em Portugal gera diretamente cerca de 0,26% da riqueza nacional, conclui a quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português.

Esta é uma indústria que, mesmo a enfrentar uma crise mundial, conseguiu reinventar-se e continuar a contribuir. Na época 2018-19, o Futebol Profissional Português produziu mais de €142 milhões em impostos para o Estado, o que, de acordo com o estudo, refletiu a situação económica do país e, por isso, revela um decréscimo nestas contribuições em relação à época anterior (€150 milhões).

O relatório detalha que a Liga NOS contribuiu com cerca de €128 milhões, o que equivale a 89% do impacto fiscal total estimado. A LigaPro e a Liga Portugal, com cerca de €15 milhões, tiveram um peso de 9% e 2% nas contribuições fiscais, respetivamente. O volume de contribuições fiscais mais relevante está indexado às remunerações dos agentes desportivos. Em concreto, o IRS e as contribuições para a Segurança Social geraram, no seu conjunto, cerca de €112 milhões, tendo um peso nas contribuições fiscais de 58% e de 22%, respetivamente.

As receitas da Liga Portugal fixaram-se nos €18 milhões. A Covid-19 impactou negativamente os resultados da época 2019-20, que cresciam sustentadamente através de atividades comerciais. Ainda assim, a Liga Portugal obteve pelo 5.º ano consecutivo um resultado líquido positivo – €1,1 milhões –, tendo libertado €7,8 milhões para distribuir pelas Sociedades Desportivas.

Os efeitos da pandemia e a consequente redução das receitas de bilheteira e dos rendimentos associados à participação em competições europeias fizeram-se sentir e impactaram o volume de negócios das Sociedades Desportivas do Futebol Profissional. Verificou-se também uma redução do saldo das transações de direitos de atletas em cerca de €15 milhões, valor também descontado nos proveitos relacionados com direitos televisivos.

Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, ressalva que “os decréscimos existentes em alguns números estão diretamente relacionados com a pandemia da COVID-19”, salientando, porém, a coragem do Futebol Profissional, nomeadamente da Liga NOS, de “contra todos seguir em frente e terminar a temporada”.

“É preciso, mesmo assim, e perante todas as contrariedades, enaltecer o aumento dos postos de trabalho, falando apenas de forma direta. Naturalmente, a indústria ressentiu-se e contribuiu valores abaixo do período homólogo, mas que, ainda assim, nos revela um impacto menor do que seria esperado. Não posso deixar de falar da fiscalidade e dos €142 milhões pagos ao Estado, o que revela, uma vez mais, a importância desta indústria que deve começar a ser encarada com outros olhos do ponto de vista económico”, afirma o Presidente da Liga Portugal.

Este estudo é uma poderosa ferramenta de análise da indústria do Futebol Profissional em Portugal”. Sobretudo numa época como a de 2019-20, “marcada pela crise pandémica da Covid–19, que devido aos condicionalismos impostos, impactou adversamente a indústria do Futebol Profissional Português, tendo, por isso, o planeamento de atividades da Liga Portugal sido forçosamente alterado
Miguel Farinha
Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

“Tal como previsto, registou-se uma quebra das receitas de bilheteira. Este impacto foi significativo nos três primeiros classificados, onde se continua a verificar uma forte concentração das receitas. Esta redução das receitas de bilhética e de transferências evidenciaram a importância das receitas audiovisuais. Neste contexto, a centralização dos direitos audiovisuais assume particular destaque. E neste contexto, a Liga Portugal assumirá um papel de relevo na promoção da recuperação sustentável dos seus associados e do ecossistema nacional do Futebol Profissional”, sublinha Miguel Farinha.

A quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português marca o início de um ciclo estratégico e faz ainda referência a fatores essenciais para a indústria do Futebol Profissional. Como a centralização dos direitos audiovisuais, já legislada para entrar em vigor a partir de 2028-29, através de um Decreto-Lei, publicado a 25 de fevereiro deste ano, em Diário da República. Cabe agora à Liga Portugal e à Federação Portuguesa de Futebol apresentarem um modelo de comercialização até final da época desportiva 2025-26, sendo este um aspeto fundamental para tornar o produto mais atrativo, comercial e próximo das realidades internacionais.

A análise destaca também a Internacionalização da Liga Portugal, um dos objetivos estratégicos deste ciclo 2019-23 – já em pleno funcionamento, depois de um primeiro ano de implementação. Uma estratégia clara e definida neste campo permitirá, entre outros benefícios, impedir ou travar a subexploração dos direitos televisivos internacionais, sendo esta uma tendência que, de acordo com o Anuário do Futebol Profissional Português, deve ser contrariada.

Faça download do estudo completo (PDF)

Para saber mais informações, contacte: Telma Franco

Telma Franco

 

Sobre a Liga Portugal
A Liga Portugal prima pelos valores da Credibilidade, Agregação, Talento e Espetáculo na organização, em cada época desportiva, de três grandes competições sustentadas pela excelência do futebol praticado. Uma plataforma de talento que projeta e exporta alguns dos melhores intérpretes da modalidade a nível mundial, na qual participam 36 equipas profissionais. A Liga Portugal é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, que se rege pelo disposto nos seus Estatutos e Regulamentos e na demais legislação aplicável e que recebeu, em novembro de 2020, o estatuto de Entidade de Utilidade Pública.

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