Comunicado de Imprensa

6 abr 2021 Lisbon, PT

Estudo EY | COVID-19 não trava M&A – 49% das empresas planeiam aquisições nos próximos 12 meses

Primeiro, sobreviver. Agora, crescer. É essa a principal conclusão do último inquérito do EY Global Capital Confidence Barometer, que contou com a participação de mais de 2400 executivos a nível mundial e analisou as suas perspetivas de futuro.

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EY Portugal

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  • EY Global Capital Confidence Barometer revela que, apesar de as receitas e o lucro terem sido afetados, as empresas sentem-se satisfeitas com o seu desempenho durante a pandemia, mas reconhecem a necessidade de investir na recuperação.
  • A maioria dos executivos inquiridos (2400) efetuou uma revisão exaustiva da sua estratégia e do portfolio existente, tendo focado os investimentos do negócio no desenvolvimento de competências digitais e tecnológicas centradas no cliente.
  • As transações de M&A serão uma opção estratégica preferencial à medida que as empresas procuram acelerar o seu crescimento no mundo pós-pandémico.
  • As operações de M&A irão continuar a crescer no mercado português, quer em volume e em valor, com procura de investidores internacionais e nacionais.
  • A EY lidera ranking de fusões e aquisições em Portugal, assessorando transações que totalizaram um valor superior a 10 mil milhões de euros.

Lisboa, 06 de abril de 2021. As intenções de investimento mais ambiciosas estão agora focadas em garantir um crescimento próspero, e não apenas na sobrevivência. A pandemia veio redefinir estratégias, e alívio e otimismo são as duas palavras mais referidas às respostas no estudo da EY.

O alívio de quem, num cenário de enorme disrupção e incerteza generalizada, conseguiu sobreviver a uma crise que provocou uma diminuição de receitas em 88% das empresas e de rentabilidade em 92%.

E otimismo, já que é também na adversidade que grandes lições se aprendem. Esta crise global tem levado os executivos a fazerem mudanças profundas e de grande dimensão em áreas fundamentais dos seus negócios. A maioria dos inquiridos (86%) reviu de forma global a estratégia e o portfolio das suas organizações durante a pandemia.

Miguel Farinha, Partner EY, Country Strategy and Transactions Leader, vê os mesmos sinais de otimismo no mercado português. O futuro é promissor, assegura: “As operações de M&A irão continuar a crescer em Portugal, quer em volume e em valor, com procura de investidores internacionais e nacionais”.

Segundo o EY Global Capital Confidence Barometer, quase dois terços (63%) das empresas planeiam aumentar o investimento em tecnologia e nas competências digitais. Pouco mais de metade (57%) pretende aumentar o investimento na relação com o cliente. E muitas estão a optar por se transformar através de transações, com 49% dos inquiridos a planearem realizar aquisições nos próximos 12 meses (a média desde 2010 é 47%), estando a maioria dos potenciais investidores (65%) já à procura de ativos a nível internacional.

Em Portugal, contrabalançando com a pandemia global e a quase suspensão de atividade económica nos meses de março e abril de 2020, o que levou a uma paragem brusca no mercado das M&A, Miguel Farinha atesta agora a sua recuperação: Em 2020, apesar dos impactos da pandemia, o mercado nacional de fusões e aquisições continuou bastante ativo, tendo sido anunciados um total de 84 transações de acordo com o TTR (Transactional Track Record) – apenas menos nove transações comparativamente com o ano anterior.

Presente em 33 das 84 transações anunciadas no ano passado, que totalizaram um valor superior a 10 mil milhões de euros – assessorando compradores e vendedores – a EY Portugal liderou o ranking TTR pelo terceiro ano consecutivo, detendo assim uma visão diversificada e panorâmica do mercado.

Com base no histórico de crises económicas e os efeitos nas operações de M&A após as mesmas, é seguro afirmarmos que iremos observar um período de grande movimentação no mercado português de M&A, sendo que nas atuais circunstâncias a retoma poderá ser mais rápida do que as verificadas nas anteriores pós-recessões.
Miguel Farinha
Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Primeiro, aponta, por causa das disponibilidades financeiras atualmente existentes, das taxas de juro historicamente baixas e das oportunidades decorrentes da situação atual, nomeadamente no que diz respeito a ativos distressed que chegarão ao mercado com o esperado final das moratórias. E segundo, acrescenta, devido à atratividade do mercado português, “que tem aumentado consistentemente nos últimos anos. Haja resultados das vacinas e Portugal continuará a brilhar no setor do turismo, onde as suas características como destino de topo se mantêm inalteradas”.

A relação qualidade preço dos serviços e produtos portugueses continuará a ser também uma vantagem competitiva. “Portugal passou a ser uma alternativa interessante para multinacionais que viram as suas cadeias de fornecimento interrompidas por estarem dependentes de uma só geografia ou fornecedor”, nota o Partner da EY.

De acordo com o EY Global Capital Confidence Barometer, a nível mundial, o segundo semestre de 2020 apresentou o maior número de operações de fusões e aquisições (M&A) e as empresas estão a preparar-se de forma proativa para um cenário de investimento.

 

Estratégias mais ágeis e com foco no digital

À medida que se defendem e tentam atuar com rapidez ou adaptar-se a um ambiente 100% remoto e digital, muitas empresas têm lidado com desafios estratégicos, comerciais e operacionais inéditos. A necessária agilidade de execução e resiliência, acabou por trazer à tona uma mentalidade otimista — uma visão de um futuro melhor. E mostrou como é que se consegue lá chegar — reiniciando, realinhando, recomeçando.

O estudo da EY revela ainda que os investidores procuram startups inovadoras e competitivas, que possuam competências tecnológicas que lhes permitam estar mais próximas dos clientes e melhorar os seus canais digitais. Mas também que se tenham revelado essenciais para as empresas líderes na forma como reagiram à recessão na sequência do confinamento.

Para saber mais informações, contacte: Telma Franco

Telma Franco

 

Ficha técnica do estudo

O EY Global Capital Confidence Barometer mede a confiança das empresas sobre as perspetivas económicas e identifica tendências e práticas desde a sala de reuniões da administração até à forma como as empresas gerem as suas agendas. O inquérito foi realizado pela Thought Leadership Consulting, empresa de research do Euromoney Institutional, para a EY, entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, a um painel de mais de 2400 executivos de 52 países: 82% CEO e CFO, e outros de nível C.

Os entrevistados representam empresas dos setores dos serviços financeiros, telecomunicações, produtos de consumo e distribuição, tecnologia, media e entretenimento, ciências da vida, hospitais e prestadores de cuidados de saúde, automóvel e transportes, petróleo e gás, energia e serviços públicos, mineração e metais, manufatura avançada e imobiliário, hospitalidade e construção, públicas (60%) e privadas (40%).

As receitas globais anuais das empresas que representam variam entre menos de 500 milhões de dólares (25%), 500 milhões - 999,9 milhões de dólares (26%), 1000 milhões - 4,9 de dólares (25%) e mais de 5 de dólares (24%).
Autores do estudo: Andrea Guerzoni, EY Global Vice Chair, Nadine Mirchandani, EY Global Deputy Vice Chair, e  Barry Perkins, EY Global Lead Analyst.

Sobre a EY

A EY é líder global em auditoria, assessoria fiscal, assessoria de transações e assessoria de gestão. Os insights e serviços de qualidade que prestamos ajudam a credibilizar e a construir confiança nos mercados de capitais e em economias de todo o mundo. Desenvolvemos líderes e equipas que trabalham para cumprir as expectativas dos nossos stakeholders. Assim, temos um papel importante na construção de um melhor mundo de negócios para os nossos colaboradores, os nossos clientes e as comunidades em que nos inserimos. EY refere-se à organização global de firmas relacionadas com a Ernst & Young Global Limited, cada uma das quais é uma entidade legal separada. A Ernst & Young Global Limited, baseada no Reino Unido, não presta serviços a clientes. Para mais informações sobre nossa organização, visite www.ey.com.