Comunicado de Imprensa

19 mai 2021 Lisbon, PT

EY Portugal | Pandemia acentua os desafios à integridade e à conduta ética empresarial

Os desafios à integridade e à conduta ética a nível corporativo foram acentuados pela crise pandémica que atravessamos.

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EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

  • A crise pandémica é um momento importante para a integridade corporativa? No Relatório de Integridade 2021 (PDF), baseado num inquérito feito a colaboradores portugueses de diferentes posições hierárquicas, a EY conclui que este é um momento-chave para a integridade e conduta ética das organizações, e destaca quatro ações-chave críticas que devem adotar.
  • A nível global, 90% dos inquiridos dizem que é um desafio para as organizações manterem os seus padrões de integridade nas difíceis condições de mercado que atravessam.
  • 71% dos inquiridos dizem não estar dispostos a agir de modo antiético para melhorar a sua progressão profissional ou pacote remuneratório. No entanto, a consultora conclui que, face à insegurança laboral resultante da pandemia, o risco de comportamentos antiéticos pode agravar-se. Assim, as organizações devem reforçar os sistemas de gestão de compliance, e alinhá-los com os requisitos regulatórios previstos, por exemplo, na recém-aprovada Estratégia Nacional Anticorrupção.
  • 45% dos colaboradores juniores consideram que na sua empresa não é possível relatar irregularidades sem receio de represálias. Em contrapartida, no universo de respondentes, 100% dos membros dos Conselhos de Administração entendem que as denúncias de condutas antiéticas não comportam qualquer consequência negativa. Para prevenir e detetar comportamentos irregulares, as organizações devem implementar mecanismos como o Canal de Denúncia, salvaguardando os denunciantes, em linha com a Diretiva Europeia de Whistleblowing.
  • Apenas 23% dos inquiridos dizem estar muito confiante na integridade de terceiros, como fornecedores e parceiros de negócios. As organizações devem implementar sistemas de due diligence para avaliar a integridade de terceiros com quem se relacionam comercialmente, e os riscos que importam para a integridade da própria organização.
  • 41% dos inquiridos consideram que as organizações onde trabalham não dão formação aos colaboradores sobre privacidade de dados e regulamentação aplicável (RGPD). A aceleração digital induzida pela COVID-19 aumentou exponencialmente os ciberiscos, sendo essencial que as organizações protejam os seus dados de forma ética.

Lisboa, 19 de maio de 2021. O Relatório de Integridade EY 2021 (PDF), surge na sequência do anterior Global Fraud Survey e analisa os comportamentos de integridade corporativa no mercado português, e tem por base um inquérito realizado pela consultora, durante o mês de março, a 103 colaboradores de diferentes posições hierárquicas (membros dos Conselhos de Administração, gestores e colaboradores juniores). Os participantes responderam, de forma anónima, a questões sobre os desafios éticos enfrentados pelas suas organizações, no período que antecedeu a crise da COVID-19 e, também, no auge da pandemia.

A nível global, 90% dos participantes consideram que os efeitos da COVID-19 poderão aumentar os riscos de comportamentos antiéticos na sua organização. Apesar de ser pequena a percentagem de colaboradores que assume a disponibilidade para agir de forma antiética, para ganho pessoal, a pandemia agrava o risco de comportamentos irregulares.

Observa-se, também, uma disparidade quanto às perceções de ética comportamental nos diferentes níveis hierárquicos dentro das organizações. Os colaboradores juniores confiam na integridade dos seus líderes. E os membros de Conselhos de Administração confiam no cumprimento das regras de integridade nas suas organizações. A generalidade dos inquiridos, considera que deve agir com integridade na vida interna da sua organização e na relação com terceiros, adotando medidas de minimizem o risco e cumprindo as disposições legais e regulatórias, em vigor.

Atualmente, organizações de todos os setores passam por desafios críticos para a sustentabilidade dos seus negócios e para a sua integridade. A COVID-19 veio acentuar esses desafios. Acresce que a curto prazo, em Portugal, as organizações terão de alinhar-se com novos requisitos legais, que decorrerão da recém-aprovada Estratégia Nacional de Anticorrupção e da transposição da Diretiva Europeia de Whistleblowing.
Pedro Subtil
Energy Segment Leader and Forensics & Integrity Services Leader for Portugal, Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A.

Este estudo destaca quatro ações-chave críticas, a que as organizações devem dar prioridade nas suas agendas de integridade: avaliação da conduta pessoal através de mecanismos de compliance, canais de whistleblowing (utilizados para reportar irregularidades de forma anónima), gestão e due diligence da integridade de terceiros e, finalmente, a integridade de dados.

Este estudo revela um quadro complexo e desafiante. Pressionadas para sobreviver, as organizações podem ceder à tentação de secundarizar as regras de conduta e ética. Identificados os riscos, a adoção/reforço de Programas de Compliance ABAC (Anti-Bribery and Anti-Corruption) é essencial para preservar a integridade corporativa.
Pedro Subtil
Energy Segment Leader and Forensics & Integrity Services Leader for Portugal, Ernst & Young Audit & Associados – SROC, S.A.

Em conclusão: fazer o que está certo, porque é a coisa certa a fazer.

Para saber mais informações, contacte: Telma Franco

Telma Franco

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