Comunicado de Imprensa

18 jun 2021 Lisbon, PT

Portugal entra no top 10 dos países mais atrativos para investimento direto estrangeiro

Num ano desafiante como 2020, Portugal entrou no top 10 dos países mais atrativos para Investimento Direto Estrangeiro (IDE), em termos de número de projetos.

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EY Portugal

Firma de serviços profissionais multidisciplinares

  • Em ano de crise pandémica, Portugal entrou no top 10 dos países mais atrativos para Investimento Direto Estrangeiro (IDE), de acordo com o EY Attractiveness Survey Portugal 2021 (PDF), que anualmente avalia a perceção dos investidores estrangeiros relativamente à atratividade do País enquanto destino de investimento estrangeiro.
  • A turbulência e as incertezas causadas pela pandemia da COVID-19 em 2020 fizeram com que a atratividade do IDE nos países europeus tenha caído 13% face ao ano anterior. Em Portugal foram anunciados 154 projetos de IDE, o que representa um decréscimo de 3% em comparação com os 158 contabilizados no ano anterior.
  • Apesar desta ligeira retração do IDE, Portugal alcançou uma fatia de 3% do total do investimento estrangeiro anunciado para a Europa, sendo que 37% dos inquiridos planeiam criar ou expandir operações em Portugal nos próximos 12 meses.

Lisboa, 18 de junho de 2021. No ano passado, foram anunciados 154 projetos de IDE no mercado português, 70% com fundos originários da Europa e 30% vindos do resto do mundo, tendo o País passado para a 10.ª posição entre as economias europeias, em termos de atratividade de IDE. Esta entrada no topo da lista significa a subida de uma posição relativamente ao ranking do ano anterior e uma fatia de 3% do total do investimento estrangeiro anunciado para a Europa. Estas são algumas das conclusões que a EY Portugal divulga esta sexta-feira, em mais uma edição do estudo EY Attractiveness Survey Portugal 2021 (PDF), que anualmente avalia a perceção dos investidores estrangeiros relativamente à atratividade do País enquanto destino de IDE.

Em 2020, no ano em que França, Reino Unido e Alemanha foram as economias da União Europeia mais atrativas para os investidores estrangeiros, a turbulência e as incertezas causadas pela pandemia da COVID-19 fizeram com que a atratividade do IDE nos países europeus tenha caído 13% face ao ano anterior.

Em Portugal, os 154 projetos de IDE anunciados em 2020 representam um decréscimo de 3% em comparação com os 158 contabilizados em 2019, tendo sido responsáveis pela criação de pelo menos 9000 postos de trabalho no ano passado, fora os postos de trabalho criados não divulgados publicamente.

Apesar desta ligeira retração do IDE em Portugal, 37% dos inquiridos no EY Attractiveness Survey (PDF) planeiam criar ou expandir operações em Portugal nos próximos 12 meses.

Portugal passou mesmo a fazer parte dos destinos mais atrativos para o IDE e está agora no topo das intenções de investimento europeias. Para Miguel Farinha, Partner da EY Portugal e responsável pela área de Strategy and Transactions, a última década foi um ponto de viragem para Portugal. “Depois de ter sido afetado pela crise da dívida soberana europeia, o país conseguiu recuperar e melhorar os seus indicadores económicos. Mas, entretanto, apareceu a COVID-19 e tudo mudou – o mundo foi obrigado a carregar no botão de pausa e 2020 será um ano para nunca mais esquecer”, recorda.

Embora as perspetivas económicas ainda sejam influenciadas pela pandemia, Portugal começa a estar de regresso aos negócios e esperamos ver um aumento no número de oportunidades de operações de M&A em Portugal.
Miguel Farinha
Partner, Strategy and Transactions, Ernst & Young, S.A.

Nas intenções de investimento estrangeiro em 2020, com 37 projetos anunciados (24%), a atividade de Manufatura foi o foco da atratividade, embora tenha registado a maior queda quando comparado com de 2019 (ano em que foram anunciados 60 projetos, sendo 2019 um ano excecional voltando em 2020 à normalidade). A atividade da Investigação & Desenvolvimento, surge em segundo lugar, tendo atraído 21% do investimento estrangeiro, o que equivale a 33 dos projetos anunciados (o mesmo número registado na atividade dos Serviços Empresariais), maioritariamente nas áreas do Digital e das Tecnologias de Informação.

“A revolução digital está a mudar o mundo e Portugal pode desempenhar um papel relevante neste novo ecossistema. Além de as áreas digitais e tecnológicas já representarem um terço dos projetos de IDE captados no ano passado, Portugal parece estar no caminho certo para atrair futuros investimentos nestas áreas, uma vez que 45% dos investidores consideram que a economia digital será o principal sector a impulsionar o crescimento do País nos próximos anos”, afirma Miguel Cardoso Pinto, Partner da EY Portugal e líder da EY-Parthenon.

“Para alimentar um hub digital em Portugal, temos de investir continuamente neste ecossistema de inovação. Só assim se consegue atrair, desenvolver e reter empresas e talentos”, afirma Miguel Cardoso Pinto, Partner da EY. É precisamente no setor do Digital que mais IDE se verificou em 2020.

Lisboa e o Norte de Portugal continuaram a ser as regiões que mais atraem investimento estrangeiro, totalizando 80% dos projetos anunciados no ano passado. Lisboa posiciona-se como a região mais atrativa, registando um total de 68 projetos (62 na edição anterior), sobretudo nos setores do Digital e dos Serviços Empresariais, seguindo-se o Norte do País com 55 projetos de investimento angariados para a região (51 anunciados em 2019), principalmente nos setores do Digital e de Manufatura e Fornecimento de Equipamentos de Transporte.

O inquérito aos investidores mostra ainda os fatores que pesam nas suas decisões de investimento em Portugal – a qualidade de vida, o ambiente de estabilidade social, as infraestruturas de transporte e de telecomunicações, as competências e a disponibilidade de talento – mas também revela os critérios que influenciam no geral, como a estabilidade e transparência política, legal e regulatória e a flexibilidade da legislação laboral; os incentivos oferecidos pelas autoridades municipais e regionais ao investimento; a tributação às empresas; e os incentivos oferecidos pelo Governo.

De acordo com o EY Attractiveness Survey (PDF), Portugal não se pode dar ao luxo de confiar apenas nos fatores que tradicionalmente o tornam apelativo. A inovação, a transparência e as competências da sua força de trabalho devem ser motores de uma estratégia de longo prazo.

A atratividade percecionada do talento local e o seu custo, somado à disponibilidade de espaços de escritórios, diminuiu face aos resultados do ano passado. Também a inovação, a estabilidade e transparência política, legal e regulatória, foram menos atrativos em Portugal em 2020. Os resultados do inquérito também refletem a crescente dificuldade de contratação do talento certo, com o conjunto de competências adequadas.

“No geral, é fundamental que Portugal tenha uma estratégia clara e consistente no sentido de fomentar e promover um ambiente inovador e transparente, disponibilizando os recursos certos. Tal só pode ser feito com um investimento contínuo nos fatores de atratividade tradicionais (infraestruturas, estabilidade, qualidade de vida), mas também através do desenvolvimento de parcerias certas entre o Governo e as empresas, promovendo-se assim um ambiente inovador, com competências certas, um quadro jurídico transparente, num ambiente regulatório claro e favorável”, lê-se no relatório da EY.

No final do documento, são realizadas algumas recomendações alinhadas com a perceção que os investidores possuem de Portugal. Nesse sentido, é recomendado ao país que aumente a sua liderança tecnológica, desenvolvendo o talento e apostando em infraestrutura tecnológica; reforce a estratégia de promoção de cleantech para potenciar uma liderança de mercado em sustentabilidade; se concentre na recuperação social e económica para fomentar crescimento futuro; simplifique o sistema fiscal português para que se torne uma vantagem competitiva em vez de um obstáculo; e continue a melhorar a comunicação de Portugal como o local certo para o IDE a investidores estrangeiros, principalmente não presentes em Portugal.

Para mais informações, consulte a versão completa do estudo EY Attractiveness Survey Portugal 2021 (PDF).

Contactos: Telma Franco

Telma Franco

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